• sábado, 10 de dezembro de 2016 11:52

    Deu “merda”

    # Deu “merda” nas eleições municipais de 2016. O caminhão limpador de fossa séptica (nomes bonitos que substituem a antiga expressão preconceituosa de poço negro) rodou, rodou e rodou desde 2013 a serviço do vereador Marino Martins.

    # No “rebosteio” sobrou para a super secretária Lina Michalski, braço direito e esquerdo de Vicini, para Fernando Borela e Dema, diretor da pasta que cuida dos serviços de limpeza de fossas. Dema, Lina e Borella são inelegíveis nos próximos oito anos, por sentença judicial.

    # Marino teve seu registro de candidato a vereador em 2016 cassado, além de também ser proibido de concorrer a cargo público até 2024.

    # Todos estão recorrendo da decisão judicial de primeira instância, proferida pelo juiz eleitoral Adalberto Hommerding.

    # Lina Michalski colocou seu cargo à disposição. Vicini até ontem não havia tornado público sua decisão de aceitar ou não o pedido de sua colaboradora.

    # A decisão de Vicini sobre Lina será sintomática sobre posicionamentos futuros.

    # A reportagem de capa desta edição do Jornal Noroeste tem como fonte a investigação do Ministério Público e a decisão judicial. Não se trata de nenhum fuxico político. É algo muito sério.

    # Como funcionava a maracutaia? De forma simples. O caminhão limpava fossas seguindo endereços e nomes dos ‘beneficiários’, baseando-se em bilhetes com o nome de Marino anotado. O serviço era gratuito. Quem pedir uma limpeza hoje, além de protocolar o pedido tem que recolher uma taxa de R$ 94,00.

    # Vicini ainda não assumiu o seu 5º mandato e pessoas de sua confiança praticam harakiri (ritual suicida japonês). A oposição não mexeu nenhum pauzinho para que todo o “rebosteio” viesse à tona.

    # Vicini sabia da existência desta tramóia? Afinal, antes da investigação do Controle Interno e do Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou que havia boi na linha através de uma denúncia que o órgão recebeu e comunicou o gabinete.

    # As duas coligações que concorreram contra Vicini e Benvegnú no pleito majoritário, avaliam a perspectiva ou não de ingressar com Ação de Impugnação. O troço pode ficar feio.

    # Para fechar este assunto, dependendo da reação de partidos da oposição ou do próprio Ministério Público, pode ainda render uma ação civil por improbidade administrativa. E para Marino, uma ação na esfera criminal, por ter ameaçado o coordenador do Controle Interno.

    # Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve se manifestar em breve sobre o caso de Beate Petry, a vereadora mais votada de Tuparendi. Fontes extraoficiais me anteciparam que o relator do processo teria seguido a decisão de primeira instância, que cassou o registro de sua candidatura.

    # Para terminar, uma perguntinha: nas investigações do Controle Interno só foram encontrados bilhetinhos com o nome de Marino?

  • segunda-feira, 5 de dezembro de 2016 07:53

    Nem tudo é óbvio em política

    # Paulinho dos Santos, do PPS, é o mais cotado para presidir a Câmara no primeiro ano da próxima legislatura.

    # Mas, como? Paulinho não é filiado a um partido que integra a minoria na Câmara? Não deveriam os partidos de oposição, que hoje formam a maioria, iniciar a legislatura comandando o Legislativo?

    # Nem tudo é óbvio em política. Atualmente na Câmara existe um clima do tipo ‘fulano não vota em beltrano’ e ‘beltrano não vota em cicrano’. E isso tudo dentro de determinadas bancadas, onde companheiros de sigla não votam nos próprios companheiros.

    # Neste baile enrodilhado, ganha quem for bom de bastidor. O PMDB, por exemplo, se reuniu ontem à noite para decidir se vota em bloco em Paulinho, mas buscando uma garantia de voto do próprio Paulinho para candidaturas futuras na casa.

    # Um vereador confidenciou que a maioria oposicionista não é fechada. Cita Osório, do PDT, como um vereador que plaina ‘às vezes pra lá e às vezes pra cá’.

    # Da mesma forma, só que por outros motivos, a bancada situacionista também não é fechada. Tem uns que não vão com a cútis dos outros.

    # Vicini volta a ser prefeito amanhã. Tem 27 dias para completar seu secretariado.

    # Dois suplentes à vereança do PP estão sendo acusados pelo Ministério Público, com fortes chances de um deles até perder o registro da candidatura. Cada um dirige sua vida como quer, contanto que assuma as consequências.

    # Anderson Mantei quer levar Lisandra Steffen para a Fundação Municipal de Saúde. Lisandra revolucionou a área de comunicação e de relacionamento público do Hospital Vida & Saúde.

    # Sobre Lisandra, a fonte é o próprio Anderson. Afinal, ele declarou isso na Rádio Noroeste.

    # Ainda não ficou bem claro quem escolherá os diretores da Fundação, se Mantei ou Vicini. O prefeito deu a entender que as indicações partiriam dele e que a avaliação de rendimento em 90 dias seria prerrogativa do futuro presidente. Mesmo assim, também não ficou claro que, na hipótese de reprovação de algum nome, Anderson tomaria daí, sim, para si, o poder de trazer gente de sua confiança.

    # Com 10 ótimos anos à frente do Vida & Saúde, no campo político Anderson Mantei deixa de ser pedra para virar vidraça.

    # Osório deixa de ser prefeito amanhã. Vicini e Benvegnú em férias simultaneamente significou um agrado para o vereador pedetista.

    # Com todo o respeito às opiniões de cada um, mas a discussão em torno do Ginásio Moroni começa exigir losna ou boldo para descer.

    # Uma semana se foi e nenhum supermercado de Santa Rosa teve produtos vencidos ou mal refrigerados. Estamos evoluindo.

    # A crise é brasileira, mas insisto que não chega com tanta força em Santa Rosa. A Cooperluz, por exemplo, inaugura hoje uma subestação de R$ 17 milhões. E a Cotrirosa inaugura na terça-feira que vem um novo supermercado na Vila Sulina.

  • sábado, 26 de novembro de 2016 10:46

    Moroni: colocando lenha na fogueira

    Colocando lenha na fogueira, que por ora não é a lenha do próprio Moroni, muito embora possa ser logo adiante.
    Foi bom o debate sobre o destino do Ginásio João Batista Moroni, considerando as premissas jurídicas envolvidas. Também surpreendeu a adesão da comunidade à enquete realizada pelo site do Jornal Noroeste. O tema fervilha em cada esquina. E, sinceramente, mediante as considerações da promotora, da ONG e da Prefeitura, não vejo solução no curto prazo. É imenso o abacaxi que o juiz terá para descascar.
    Não sei até que ponto a comunidade de Santa Rosa já se deu conta que há dois debates instalados acerca deste tema. E, da forma como estão postos, confundem-se a ponto de as pessoas imaginarem que se trata de apenas uma discussão. E não é. Uma situação é a preservação (ou não) do Moroni; outra é a necessidade de um ginásio novo, moderno e grandioso.
    Quem defende a preservação do ginásio tem em mente o aspecto histórico da Cidade Baixa, os espaços onde o povoamento iniciou e onde estão as raízes do Município. Não se trata apenas do Moroni, mas da memória afetiva de um todo. Nessa trincheira também estão aqueles que pensam que é possível reformar a estrutura e colocá-la em uso para fins de menor vulto, como era até a interdição. Esse é um debate.
    Outra discussão é a necessidade de Santa Rosa receber/construir um ginásio de grande porte, a tal arena multiuso. Concordo, precisamos sim dela, levando em consideração que o Ginásio Dom Bosco não comporta jogos em certames oficiais de futsal, apenas para ficar em um exemplo. Diga o Luis Carlos Volkmer ao organizar a Taça Noroeste sem saber se terá local para sediar a competição.
    Habilmente, o governo e as entidades esportivas têm amarrado os dois debates, vendendo à comunidade a ideia de que a construção de uma arena depende de se desfazer do terreno onde está assentado o Moroni. Observando assim, o impacto torna-se agradável. Ocorre que com R$ 3 milhões (quem deu essa cifra foi o prefeito) dá para construir apenas 25% do moderno empreendimento. O restante há ser buscado.
    Quem defende preservar e reformar (ou fazer outro ginásio de pequenas proporções ali) está pensando em utilizar o espaço para escolas, para CPMs, para pais e filhos, escolinhas esportivas, etc., que, se teme, não terão vez na arena.
    Sugiro, pelo que já ouvi nas esquinas, que se for à venda o terreno, que a Justiça conduza o processo de leilão, até mesmo ao bem dos envolvidos, porque não faltará quem aponte o dedo ao prefeito ou a empresários compradores. E, se o dinheiro entrar nos cofres da Prefeitura que haja rubrica apenas para este fim, sob pena de enquadramento na Lei de Responsabilidade Fiscal.
    Tanta coisa caindo numa semana só, e nem é brincadeira ligada ao esporte... É caindo pacote do Sartori no colo dos gaúchos, caindo Ministro da Cultura, caindo graúdo nas malhas da fiscalização sanitária... E pelo modo como sopra o vento, o que cai logo adiante é o Moroni.
    P.S: volto ao tema no debate deste sábado.

     

  • sábado, 26 de novembro de 2016 10:45

    Novela acabada.

    # Novela acabada. Anderson Mantei será o próximo presidente da Fundação Municipal de Saúde. Toda a sorte para ti. Competência tem de sobra, só não conheço o teu grau de tolerância.
    # Anderson é filiado ao PDT. Sinceramente não sei se sua ida à Fundação teve a bênção do partido. Independente disso, Mantei passa a ser identificado como um político vinculado ao PP. Isso fica selado a partir de agora.
    # Vicini anuncia mais um secretário e não é vereador eleito. Trata-se do jovem Rafael Rufino, do PTB. Partido não tem cadeira na Câmara, mas apoiou Vicini e Benvegnú.
    # Eleitores de Santa Rosa renovaram a Câmara de Vereadores em quase 50%. Vicini está ‘desrrenovando’ a Casa ao chamar vereadores não reeleitos. Dois já estão garantidos: Douglas Calixto e Marino Martins nos lugares de Lires Zimmermann (Educação) e Rodrigo Bürkle (Infraestrutura).
    # Se Vicini confirmar Aldair Melchior para a Secretaria de Desenvolvimento Social, ‘desrrenovará’ em 20% a futura legislatura.
    # Vale aqui uma ressalva. O próximo suplente não é Fernando Classmann, mas sim Nerci Rufino da Costa, ambos do PTB.
    # Se Vicini confirmar Melchior como secretário, de qualquer forma Classmann será vereador. Rufino, com o filho comandando a Cultura, ‘renunciaria’ a cadeira.
    # Confirmadas todas as especulações acima grifadas, só Timirinho será uma cara nova do PP na Câmara. Aliás, não tão nova, porque assumiu como suplente na atual Legislatura.
    # Vicini viajou em férias, sem fechar novembro com o secretariado completo. O problema está nos nomes do PPS para comandar a Agropecuária. Fontes dizem que Vicini não vai com a cútis dos citados pelo partido de Miro Jesse.
    # Ontem a UTI do Dom Bosco registrava três pacientes internados. Creiam: começou a virada num hospital que só se viu enrredado com dívidas e problemas de toda ordem financeira nas últimas décadas. Méritos para Milton Dummel e lideranças políticas do andar de cima do PMDB, PT e PP.
    # Osório é prefeito pela segunda vez. A primeira foi em 2006, no quarto mandato de Vicini (Mário Bauken era o vice). A segunda é agora, também com Vicini na Prefeitura.
    # Ginásio Moroni continua rendendo debates intensos. Chegaremos a um denominador comum?
    # Empresários ligados à Acisap teriam, segundo Vicini, aprovado a medida do turno único por 90 dias.
    # Cruzes. Seis mil quilos de alimentos vencidos ou contraindicados para consumo humano em três supermercados de Santa Rosa? Isso é proposital, inexperiência do funcionário do setor, falta de um software simples que resolveria tudo ou a busca do lucro sem levar em conta o escrúpulo? Vamos se respeitar!
    # Autoridades fizeram suas partes nesta semana, atuando três estabelecimentos. Mas a grande ação deve partir do consumidor. Deixe preço e marca para depois. Primeira vá direto à data do vencimento.