• segunda-feira, 11 de junho de 2018 08:13

    O que produzíamos de lixo em 2015, estamos produzindo em 2018

    # Para começar, uma grande e aguardada notícia. O Hospital Dom Bosco atende 24h por dia desde terça-feira desta semana, com ambulatório (pronto-socorro), consultas, internações e bloco cirúrgico. Em breve, deve operar também a UTI. É um avião levantando voo.

    # Perguntei para Beate Petry, vereadora eleita em Tuparendi, mas que teve seu mandato cassado, qual é a situação atual do recurso no TSE? “Segundo meu advogado, ainda está por ser julgado”, respondeu.

    # Continuando com Tuparendi, cinco vereadores entram à história do município: Marcelo da Silva (PP), Pereirinha (PP), Neninho (PSB), Zaguetti (PTB) e Kali (PDT).

    # O prefeito Leonel Petry articulou um empréstimo de R$ 5 milhões junto ao Governo Federal para obras de pavimentação, com quatro anos de carência e 20 anos para pagar. E os cinco vereadores citados reprovaram.

    # Para não irmos tão longe, ficamos com o caso de Santa Rosa. Orlando Desconsi (PT), quando era prefeito, articulou um empréstimo de R$ 20 milhões. Naquele cenário político, a Câmara fechava com Orlando.

    # Vicini (PP) se elegeu, concluiu que o poder de endividamento do município permitia um empréstimo maior e, enfim, a operação fechou em R$ 36 milhões. O cenário político de 2013, na Câmara, fechou com Vicini.

    # Não se tratavam de empréstimos para Orlando ou para Vicini. Era um empréstimo para Santa Rosa. Somos nós que estamos pagando por sermos beneficiados como cidade.

    # Grandes problemas, grandes soluções. Tuparendi jamais resolverá seus problemas de infraestrutura urbana com dinheiro do caixa da Prefeitura.

    # Com todo respeito aos cinco vereadores citados, mas a posição assumida foi de uma burrice continental. Cavalo desse porte jamais passa encilhado duas vezes.

    # O que produzíamos de lixo em 2015, estamos produzindo em 2018. Ou seja, não empobrecemos no consumo, mas também comprovadamente não elevamos nosso padrão de vida. É a dura realidade da situação econômica que se abate sobre nós há cinco anos.

    # Santa Rosa terá cinco candidatos à deputação Federal: Betto Almeida (PR), Carlos Alberto Benedetti (PRB), Elvino Bohn Gass (PT), Mirro Jesse (PPS) e Osmar Terra (MDB). A citação é por ordem alfabética.

    # Desconsiderar Bohn Gass como candidato por Santa Rosa vai contra qualquer senso crítico aceitável.

    # Já à deputação estadual, Santa Rosa também terá cinco candidatos: Aloísio Classmann (PTB), Ernani Polo (PP), Jeferson Fernandes (PT), Marcos Volnei dos Santos - Marcão (PRB) e Rodrigo Colla (PSDB).

    # Quando a Prefeitura desconta as horas e dias trabalhados, mesmo correndo o risco de contestação judicial, manda um recado claro para o Sindicato dos Servidores para futuras mobilizações. Não vai dar mole.

    # Santa Rosa retomou seu ritmo de normalidade após a vitoriosa mobilização dos caminhoneiros. Vitoriosa em tese, porque alguns pontos ainda não foram cumpridos pelo Governo Federal.

    # Campanha do Agasalho com mudanças. Para quem é doador, nenhum esclarecimento a fazer. Continue doando como sempre doou.

    # A expressão ‘frio de renguear cusco’ precisa ser revista. Deve ser ‘frio para renguear até custo’. Eu, por exemplo, estou rengueando mais desde segunda-feira. Uma panturrilha enrijeceu. O que é para enrijecer não enrijece, tipo a musculação do coração.

  • sábado, 2 de junho de 2018 11:47

    Bem ou mal, teremos de conviver

    # Terminou a mobilização dos caminhoneiros, pelo menos na região de Santa Rosa. A informação partiu do comando regional da Brigada Militar.
    # Foi uma mobilização de forte apelo popular na primeira semana, com apoio de 100%. A nós não chegou ninguém para demonstrar contrariedade.
    # O antagonismo se impôs na segunda-semana, esta que estamos terminando hoje, quando os caminhoneiros passaram a representar anseios populares.
    # Muitos retiraram o apoio. Afinal, a mobilização era por um frete mais justo, não para derrubar governo ou exigir a volta do militarismo.
    # Os militares que, aliás, voltaram às ruas, mas dentro de preceitos constitucionais, para restabelecer a ordem. A verde oliva trabalhou lado a lado com a centenária Brigada Militar. Foi um dos atos cívicos mais lindos já vistos nas últimas décadas neste país.
    # Voltando à mobilização dos caminhoneiros, a segunda semana nos desgastou como comunidade. Que tal iniciarmos uma mobilização pela pacificação da nossa sociedade? Esquecermos ranços, ódios que se acumularam, opções políticas diversas manifestadas nos últimos dias?
    # Bem ou mal, teremos de conviver. É mais saudável que seja por bem, ou numa boa. E aqui vão elogios para todos os que foram às ruas e rodovias se manifestar, pouco importando a opção que assumiram.
    # Clima esquentou entre os servidores municipais. Folha de maio foi paga, mas com dias parados durante a greve descontados. O sindicato não gostou.
    # Miro Jesse confirmou pré-candidatura à deputação federal pelo PPS. Vai formar possível dobradinha com Any Ortiz.
    # Prosseguem investigações sobre o túmulo profanado no cemitério do Lajeado Capoeira. Especula-se que o delegado Tiago Tescke bote a mão no profanador nas próximas horas.
    # Prefeituras de Santa Rosa, Tuparendi e Tucunduva decretaram ponto facultativo nesta sexta-feira.
    # Em 2017, em Santa Rosa, 112 pessoas morreram em decorrência de cânceres, 15 deles por neoplasia maligna de traqueia, brônquios e pulmão, doenças fortemente originadas pelo tabagismo. Então, pare de fumar, agora!
    # E seguem os protestos por salários no Hospital Dom Bosco, uma triste agenda que persiste. Abril ainda não foi pago.
    # Henrique Franke retorna a Santa Rosa até terça-feira que vem. É um herói.
    # Eu me preparei para recair na minha dieta no domingo, na 21ª Festa do Leitão no Rolete. Vou ter que recair de qualquer jeito, para seguir o planejamento biológico. Pena que a festa foi adiada.
    # Coxinhas e mortadelas “é a mãe”. Que desgaste ridículo. Sejam mais criativos. Brinquem mais e odeiam menos, principalmente quem não depende de política para viver.

     

  • sábado, 26 de maio de 2018 09:40

    A questão é que temos dificuldades de nos organizar.

    # Movimento dos caminhoneiros deu aulas de como somos fortes como sociedade civil organizada. A questão é que temos dificuldades de nos organizar.

    # No facebook, termos depreciativos como mortadela e coxinha soam como se o cenário nacional fosse exatamente esse, dos coxinhas e dos mortadelas.

    # O que teve de gente boa em Santa Rosa e de instituições sérias, algumas históricas, que deixaram de pegar carona para encorpar o movimento dos caminhoneiros! Até o fechamento da edição, a greve ainda era mantida. Se continuar, dá tempo para os mornos esquentar em seus motores.

    # Para hoje estão previstas adesões de agricultores e prefeituras ao movimento dos caminhoneiros. É válido. Mas, Famurs e Associação dos Municípios da Grande Santa Rosa se manifestaram só depois que carros, caminhões e máquinas estavam sem combustível.

    # Mesmo assim, na questão acima, antes tarde do que nunca.

    # Terminou o confronto entre Executivo e servidores. Que sejam esquecidos, o mais rápido possível, eventuais ressentimentos.

    # Quem ganhou no confronto? Não se tratou de um confronto que buscava vencedor ou perdedor. Confrontaram por convicções. Vicini, que tem a chave do cofre, disse que não arriscaria, à emoção, para a qualquer momento ter que atrasar a folha por falta de dinheiro.

    # A sociedade, os de fora, os contribuintes, viram no vale-refeição uma berruga que precisa ser extraída. Teve um momento que a direção do sindicato chegou a aceitar uma proposta de Vicini, mas recuou alegando que ela não contemplava os aposentados (em função do vale-alimentação).

    # Nem no Japão, pelo menos creio eu, empresa privada nenhuma paga vale-refeição para empregados aposentados. E essa moeda complementar, até meses atrás, era paga pela Prefeitura de Santa Rosa.

    # Miro aguarda posição do PPS estadual para anunciar sua pré-candidatura à deputação federal. O aguardo se relaciona ao fundo partidário (motivo de desgaste em todos os partidos).

    # Vicini convidou o PMDB para integrar seu governo. Osmar Terra era simpático à ideia, mas os peemedebistas locais avaliaram como fora de hora o convite.

    # Depois, Vicini partiu com tudo para cima do PCdoB, convidando os comunistas para fazerem parte de seu governo. Os comunistas, educadamente, rejeitaram o convite.

    # Qual é o problema de Vicini? Simples. Prefeito nenhum gosta de governar com minoria na Câmara, onde ele já sofreu uma derrota política em plenário.

    # Vicini ficou uma semana de férias, mas não viajou nem para o Rincão Maciel. Deixou esfriar e encerrar a negociação com os servidores.

    # Vicini deixou bem claro, para quem o observa mais proximamente, que não tem mais saco para certas questões. É o homem e suas circunstâncias.

  • sábado, 12 de maio de 2018 09:20

    O que a Fenasoja nos ensina

    Repetirmos, em nossos espaços, que a Fenasoja encerrada no domingo foi grande sucesso, desmerece o próprio evento.

    Isso porque, em seu sucesso retumbante, ela nos deixa legados de conhecimentos que podemos levar para nossas vidas e para a gestão de empresas ou negócios. Aprendi muito nesta Fenasoja, como já havia aprendido com a Indumóveis Internacional, organizada em moldes muito semelhantes.

    A queixa que mais ouvi das pessoas que circulam nos mesmos espaços sociais que eu é, ainda, elogio disfarçado aos organizadores. Sim, porque a reclamação diz respeito à grandiosidade do evento, como se o pobre estivesse excluído dele. Não é essa a verdade, porque quem dispunha de pouca grana no bolso pôde ver ótimos shows a preço de banana, sim, porque se paga o triplo desse valor para acessar um baile de bandas regionais.

    Comprar? Ah bem, aí a conversa é outra! Nem todos têm pode de compra nessa cidade, muito embora a safra colhida e o preço da soja abriram todos os sorrisos. A verdade é que a Feira se tornou grande. Melhor dizendo, se tornou profissional. Ela vem em escala crescente há anos, porém, desta vez os empresários apostaram alto para conseguir resultados ainda melhores. Deu certo. A começar pelo resultado financeiro divulgado, que quase sempre é puxado para baixo porque nem todos confessam os números. Deu certo também no impacto visual que tanto impressionou os visitantes.

    Quem foi expor visava negócios. Resultados. Quem gastou R$ 150 mil para montar um estande, certamente conseguiu retorno bem maior que esse valor. Vai longe o tempo em que as empresas queriam mostrar seus produtos. O foco é negócio.

    Desta forma, a Fenasoja em si nos deixa um legado de lições. Uma delas é que o planejamento, especialmente de longo prazo, é essencial para colher resultados. Tanto é que no domingo tínhamos três presidências do evento trabalhando juntas no parque:Alexandre Maronez (desta), Elias Dallalba (2022) e Rogério dos Santos Ferreira (2022). Que aula de gestão!

    Os coordenadores da Feira, ao anunciar os resultados do evento asseguravam que tudo estava pago. Deu lucro. Que maravilha! Mais ainda porque praticamente não contou com verba de pública, dos governos ou das estatais. Feira realizada com patrocinadores regionais, com verba dos expositores. Assim, ela nos ensina que não é preciso sugar o ente público para fazer algo muito bom.

    E, de quebra, nos deixa o recado de que a força empresarial é maior que a força política. Não precisamos ficar devendo favores a parlamentares que pouco fazem, mas aparecem para gritar que o filho é seu!