• segunda-feira, 23 de abril de 2018 07:37

    A questão é ‘quem’?

    # Itálico Cielo demonstra nitidamente não estar tão entusiasmado em concorrer à deputação estadual pelo PR.

    # O partido, liderado no RS pelo deputado Giovani Cherini, já tem definido o plano B: a candidatura de Nelmo Vargas. Nelmo não diz nada a respeito.

    # O MDB chegou a discutir internamente o lançamento de um candidato para concorrer à Assembleia Legislativa (Valdemar Fonseca). Pelo que se vê, o assunto não está evoluindo internamente.

    # Com Alcides Vicini, em política, nada é definitivo. Ele concorrerá ou não à deputação estadual? Ninguém sabe. Nem ele.

    # Se o prefeito não concorrer, a candidatura de Leonardo Vicini está engatilhada. Os dois concorrendo não teria sentido.

    # Dentro do PP é mantida uma corrente de que o partido deve ter um candidato local concorrendo a deputado estadual. Estar fora do pleito, nesse nível, tira espaço do partido.

    # A questão é ‘quem’? Hoje, pelo avançado da hora, só Vicini entusiasmaria o eleitorado.

    # Enquanto isso, o ex-secretário da Agricultura Ernani Polo corre solto na macrorregião e, inclusive, como candidato oficial do PP de Santa Rosa.

    # Aliás, hoje Osmar Terra e Alcides Vicini fariam a chamada dobradinha branca em Santa Rosa, jogando os dois lá para cima na votação.

    # Rodrigo Colla fez 10 mil votos na eleição para prefeito. De quantos votos precisaria numa disputa à deputação estadual para buscar sua eleição lá fora?

    # O Bairro Cruzeiro nunca esteve tão unido como em 2003, quando viabilizou a reforma do prédio que hoje sedia a 2ª DP de Santa Rosa.

    # Cruzeiro, naquele movimento pela Delegacia, liderado pela ACICRUZ, deve muito para Alcides Vicini e Álvaro Ribeiro Neto, respectivamente prefeito e delegado regional de Polícia na época. Os dois abraçaram a ideia e foram decisivos. Mas a comunidade, unida, foi fundamental.

    # Orlando Desconsi falou uma hora nesta semana no programa do Zelindo Cancian, defendendo o ex-presidente Lula. Sinceramente, senti pena do meu amigo Orlando. Para tudo tem um momento certo. Você não pode falar mal do morto no velório (figura de linguagem). Pega mal.

    # Joaquim Barbosa fala? Até agora o país só soube pela imprensa que ele filiou-se ao PSB e que poderá concorrer à presidência da República. Mas, da boca dele, não saiu nada. Usar o silêncio como mensagem, pode ser entendido como tipo “eu vou, mas só se for do meu jeito”. O problema são os riscos de tal estratégia.

    # Marketing inverso. Na área comercial, ele funciona fazendo com que os clientes procurem a empresa e não a empresa o cliente. Isso também funciona em política.

    # Não temos palavras para agradecer o marketing inverso promovido por verdadeiros amigos, que nos últimos dias projetaram a Coluna Bem-Te-Vi através de uma Carta de Repúdio. Isso é marketing inverso e gratuito. Falem mal, mas falem. Sejam bem-vindos os novos leitores.

  • sábado, 31 de março de 2018 09:41

    A CPI do Painel teve um começo, mas faltou-lhe um meio e um fim

    # Papagaio come milho e periquito leva a fama.

    # Não é por acaso que o Jornal Noroeste ruma para 47 anos de circulação ininterrupta.

    # Preferimos perder o ‘furo’, mas não a credibilidade junto ao leitor.

    # As denúncias sobre supostos repasses ilegais de parte dos salários de uma assessora parlamentar para um ex-assessor, chegou até nós há cerca de 45 dias.

    # As fontes, as quais, mesmo que o assunto tenha vindo à tona, prejudicando investigações do Ministério Público, nós mantemos protegidas. Porém, elas não nos ofereciam e nem viabilizavam algo mais contundente.

    # A filmagem de uma conversa entre os dois movimentadores de um único salário era quase inaudível. Estaríamos passíveis de uma ação na Justiça pelo vereador/secretário, justamente por falta de clareza na gravação.

    # Convidamos a assessora a conceder entrevista gravada, mas ela não aceitou. Fomos até a casa dela, não aceitou gravar.

    # Diante de tamanha falta de comprometimento das partes denunciantes em dar amparo e consistência à denúncia, perdemos o interesse sobre o assunto. Faltou coragem de quem denunciou.

    # A CPI do Painel teve um começo, mas faltou-lhe um meio e um fim. Não teve nem relatório final. Só o arquivamento que partiu da Mesa Diretora, porque Douglas Calixto, o presidente da Comissão, não pediu para arquivá-la.

    # E esta CPI termina como terminaram todas as demais: sem nenhum resultado prático.

    # Douglas Calixto veio à imprensa e negou que tenha induzido Sônia Conti a abrir uma CPI para investigar o pinel. “Nem sabia que tinha tanta influência sobre a vereadora”, insinuou.

    # Sobre a expressão “tem mais coisas por trás disso”, disse que irá à Justiça cobrar provas. Também nega ter feito tal declaração.

    # Dado Silva amarelou no contraponto. Enrolou com um histórico de outra CPI (nada a ver com o assunto em discussão), perdeu tempo falando nisso e não acusou Douglas de tê-lo incitado a abrir a CPI sob o argumento de que “tem mais coisas por trás disso”.

    # A 17ª Coordenadoria Regional de Educação vem sendo investigada por um desvio (especula-se R$ 50 mil) feito por uma ex-detentora de cargo de confiança.

    # A denúncia foi registrada na Polícia pela própria coordenadora, Roseli Führ Schaefer, atendendo orientação jurídica da SES.

    # Cidade Inteligente é um projeto que caminha a passos largos em Santa Rosa. FEMA e PUC já estão conveniadas.

    # Ouço gente manifestando-se contrário à vinda de uma filial da Havan para Santa Rosa. Um dos argumentos é de que desempregará comerciários.

    # Comprem Vicini por tudo, menos por bobo. Se antes já desconfiava, hoje sabe exatamente quem está por trás de denúncias envolvendo a Câmara, mas que respingarão forte em seu governo.

    # Vicini pode promover uma dança de cadeiras na Câmara.

    # Poucos assessores de confiança e íntimos de Vicini estão sendo vistos com tamanha frequência ao lado do prefeito como Cláudio Franke, presidente do MDB.

    # Miro Jesse aceitou pagar uma multa que resultou na extinção de seu processo de cassação. Após paga, Miro estará absolvido definitivamente.

    # Já na Ação do Limpa Fossa, Lina Michalski e Marino Martins recorreram da decisão.

  • segunda-feira, 26 de março de 2018 08:16

    Fatos da semana

    # Salvas para o espírito aventureiro de Henrique Scalco Franke, que começa a empreender viagem hoje rumo ao Monte Everest, a maior montanha do mundo.

    # Para Henrique, só o cume interessa.

    # PR insiste com a candidatura de Itálico Cielo à deputação estadual. Ele faria dobradinha na região com Betto Almeida.

    # Milton Dummel desapareceu para a imprensa. Não atende repórter nem através de sessão mediúnica.

    # Prefeito Alcides Vicini lidera uma comitiva de santa-rosenses numa viagem marcada para segunda-feira a Brusque/SC, na sede da Havan. A pauta é única: assegurar uma loja para Santa Rosa. O ministro Osmar Terra se une à caravana na cidade catarinense.

    # Uma longa e linda história. Começou em 2006 com um grupo de 10 empresários que constituíram e assumiram o Conselho Administrativo do Hospital Vida & Saúde. Circunstancialmente, alguns nomes tiveram que sair, mas foram substituídos. Saíram Vanoli Kist, Fernando Dall’Agnese, Aldemir Ulrich e Anderson Mantei. Anderson foi presidente durante cinco mandatos (10 anos).

    # São 10 empresários, cada um emprestando seu talento à condução do hospital. O grupo atual: Rubem Zamberlan, Elton Walker, Sidnei Strejevitch, Valdir Carpenedo, Sergio de Oliveira, Pedrinho Steffen, Admilson de Vlieger, Eduardo Manjabosco, Nei Rotta e Luciano Luft.

    # Em 2006 o grupo assumiu com o planejamento de reverter o quadro negativo da época e modernizar o Vida & Saúde num prazo de 20 anos. Muitas metas foram antecipadamente cumpridas.

    # O Vida & Saúde, em 2006, era um hospital em crise. Tinha uma dívida de R$ 18 milhões e um patrimônio avaliado em R$ 14 milhões. Se vendesse tudo ainda faltariam R$ 4 milhões para saldar débitos.

    # Hoje o hospital tem R$ 8,8 milhões renegociados no longo prazo, dos quais R$ 2 milhões são impostos já perdoados através de um programa federal.

    # O que menos preocupou o grupo, em 2006, foi o montante da dívida. Chamou um por um dos credores e negociou tipo “quer assim, recebe, não quer assim vá procurar teus direitos”.

    # Renegociadas as dívidas, transferiram para o hospital uma visão de negócio. Criaram varias frentes de novos serviços de alta complexidade, o que, automaticamente, elevou o faturamento.

    # O modelo de gestão do grupo prevê, para grandes investimentos ou ações, sete votos para implantá-los. Se a maioria for simples (6 a 4), os seis precisam convencer mais um ou os quatro convencem três.

    # É natural afirmar que a comunidade deve muito para todos os nomes citados.

    # Na política, uma fiscalização de duas comissões apurou que da frota de 30 carros da Fundação de Saúde, 18 estão sem condições de rodar. Denunciaram o sucateamento da frota e uma tendência de terceirizar viagens longas e deslocamentos curtos.

    # Anderson Mantei contestou a citada tendência terceirizacionista, declarou que carro que roda todos os dias naturalmente estraga, anunciou a compra de novos veículos e disse que os resultados financeiros provam que pagar viagens de ônibus para pacientes do SUS é bem mais barato do que deslocamento por ambulância.

    # Na política, também destaque para a manifestação nada amistosa de Sônia Conti contra Douglas Calixto, ao saber que a CPI do Painel foi arquivada sem nenhum relatório e nem pedido de prorrogação de prazos.

    # Sônia: “foi o Douglas que estimulou a mim e ao Dado Silva a pedir a instalação da CPI e, depois de instalada, fez questão de presidi-la”.

    # Sônia: “antes da CPI disse ao Douglas Calixto que estava satisfeita com minha ação, o prefeito havia retirado o painel reconhecendo sua ilegalidade e, com isso, o Ministério Público arquivou minha denúncia. Porém, o Douglas disse ‘não deixe assim’, tem que se descobrir quem autorizou a instalação do painel e tem coisa por trás disso”.

    # Douglas Calixto faz o contraponto na segunda-feira, às 07h30min sobre os espetaços de Sônia Conti. Sônia diz que tem testemunhas das alusões de Calixto ‘tem coisa por trás disso’.

  • segunda-feira, 19 de março de 2018 08:14

    Polêmica à vista. Não, polêmica já instalada. A dos cemitérios

    # É nítido que Anderson Mantei, presidente da Fundação Municipal de Saúde, e José Leocrides Martins, presidente do Conselho Municipal de Saúde, estejam em constante rota de colisão.

    # Isso não é bom para a saúde pública. Será que não tem ninguém nesta cidade que mereça respeito de Martins e Mantei e que possa exercer o papel de bombeiro?

    # Podaram a árvore lunar no Parque de Exposições no estilo ‘tentativa de homicídio’. Tomara que aquele monumento resista ao charque.

    # Hospital Dom Bosco: ruim com Milton, pior sem ele. Tanto que até agora ninguém deu qualquer sinal de estar interessado em substituí-lo.

    # Entidades sociais estão reclamando do excesso de burocracia que a Secretaria de Desenvolvimento Social exige para liberar repasses que é delas.

    # Polêmica à vista. Não, polêmica já instalada. A dos cemitérios.

    # Vai ser uma missão difícil convencer as pessoas a pagar uma taxa de manutenção anual de R$ 150,00 pelo terreno onde está enterrado seu familiar.

    # Por quê? Porque até agora isso sempre foi de graça. O que jamais foi cobrado, como uma vaga de carro no centro, quando passa a ser remunerado provoca debate e variadas reações.

    # O brasileiro vê no Estado o pai e a mãe. O Estado é quem criou esse vício, e citando mais recente, através da ditadura de Vargas, governos populistas que vieram depois, a ditadura militar e novamente os governos populistas.

    # Tudo o que as pessoas querem de graça do Estado (prefeituras, governos estaduais e União) a iniciativa privada oferece e cobra. Desde cemitérios, passando por creches, ensino de qualquer nível e saúde.

    # A questão que deve se impor é em torno do cidadão verdadeiramente à margem do poder aquisitivo. Para esses, sim, o Estado tem a obrigação de dar.

    # Porém, os que mais reclamam e bradam são os que têm condições de pagar.

    # Estacionam um Corolla de R$ 105 mil e gritam quando o fiscal vem cobrar um real pelo espaço ocupado.

    # Gastam mil reais comendo e bebendo no final de semana, mas na segunda-feira brigam e ameaçam servidores da UPA por demora no atendimento.

    # Eu quero ser cremado. E sem essa história de guardar cinzas, porque será possível, numa crise de raiva de um filho, de ir parar no vaso de um banheiro.

    # Quero minhas cinzas jogadas ao vento, num rio qualquer. Morreu, morreu. Pronto. A Bíblia diz isso.

    # E bom mesmo é morrer sem deixar despesas para quem fica.