• sábado, 24 de dezembro de 2016 08:41

    Nunca vi uma diplomação cercada de tantas incerteza

    # Desemprego no PMDB. Neusa Kempfer está na FEPS (Fundação Estadual de Produção e Pesquisa em Saúde) e Miguel Oliveira na TV Educativa. Ambas serão extintas, de acordo com projeto aprovado nesta semana na Assembleia.

    # Quando, na história de Santa Rosa, teremos num único dia e numa única ocasião dois ministros da República, o governador do Estado e um secretário estadual da Saúde?

    # Não se trata de arrogância dos santa-rosenses. Isso faria tremer uma cidade qualquer, mas a nossa história nos deixou mal acostumado e até desrespeitosos com fatos atípicos como o que ocorreu na sexta-feira passada, no Hospital Dom Bosco.

    # Nossa história convive com autoridades de projeção estadual e nacional desde os tempos de Noli Joner, Germano Dockhorn, Ariosto Jaeger, Antônio Carlos Borges (que trazia o governador Amaral de Souza para cá na hora que quisesse), Alcides Vicini (como deputado estadual), Orlando Desconsi (como deputado federal), Artur Lorentz (presidindo a Sulgás), Vicente Bogo (deputado federal Constituinte e vice-governador), Jeferson Fernandes, Elvino Bohn Gass, Alberto Beltrame (Secretário de Atenção à Saúde do Ministério da Saúde) e mais recentemente Osmar Terra como ministro da República.

    # Leve a caravana que esteve aqui na sexta-feira passada para Três Passos, por exemplo. A cidade paralisa para saudá-los. Nós ignoramos. Precisamos rever nosso conceito do que é uma autoridade federal e estadual.

    # Em 1986 a parceria entre as empresas sistemistas locais e a Maxion estava consolidada. Nascia, então, o SIMMME-SR. Momento histórico para Santa Rosa. Parabéns aos metaleiros.

    # Nunca vi uma diplomação cercada de tantas incertezas, do tipo fulano será diplomado, beltrano não e cicrano talvez sim.

    # De todas as ações, quem mais está complicada é Beate Petry, condenada em primeira instância e por unanimidade em segunda instância. As demais denúncias ainda não foram julgadas aqui.

    # E daí, Vicini? Quem será teu secretário de Gestão e Fazenda? A pasta é estratégica.

    # Gostei dos nomes de Ivete (Ação Social) e Cristiano Dallagnol (Planejamento). Valmiro Eisen vem do interior e seu trabalho iremos conhecer aos poucos. De qualquer forma, seja bem vindo ao círculo Valmiro.

    # A 18ª Taça Noroeste de Futsal terá que ser disputada em Horizontina, porque Santa Rosa não tem um ginásio esportivo que atenda às recomendações de segurança exigidas por lei e fiscalizadas pelos bombeiros. Isso é uma vergonha!

    # Hospital Dom Bosco vive um paradoxo. Euforia por finalmente operar a UTI e apreensão na sua relação com os trabalhadores. Tomara que uma solução seja encontrada.

    # Sicredi vai operacionalizar as folhas de Tuparendi e Porto Mauá, que antes estavam com o Banrisul. Será uma tendência?

    # Atenção, povo. O Dia do Povo só volta em fevereiro.

    # Então é Natal. Feliz Natal para todos os que me agüentaram durante 2016. Querem presente? Vão para o camelódromo.

  • sábado, 17 de dezembro de 2016 10:20

    Cassação

    # O meio político local foi sacudido pela representação que o Ministério Público apresentou ao Cartório Eleitoral contra o vereador Miro Jesse. A justificativa: compra de votos.

    # Pelo menos até o meio da tarde de ontem, Miro ainda não havia sido oficialmente comunicado. Faltava o despacho do juiz Adalberto Hommerding. A partir da citação, Miro Jesse terá cinco dias para apresentar defesa junto ao MP.

    # Como a Justiça Eleitoral estará em recesso de 20 de dezembro a 20 de janeiro, significa que este assunto terá seu andamento transferido para o ano que vem. A partir da defesa, o magistrado terá dois caminhos: julgar pelas provas apresentadas pelo acusador (MP) e acusado (vereador) ou chamar as partes para ouvi-las. Nas duas opções, é o juiz que se sentirá convencido sobre o aspecto oportuno de sentenciar (inocentar ou culpar).

    # O quociente eleitoral em Santa Rosa, que garante uma cadeira na Câmara para um partido que concorre sozinho ou para uma coligação, é de 2.984 votos. E mais: para ser considerado eleito o candidato deve obter no mínimo 10% do quociente (299 votos).

    # Nem de longe estamos aqui pré julgando Miro Jesse. Aliás, torço que prove sua inocência e mantenha sua cadeira à próxima Legislatura. Porém, a título de informação, precisamos apresentar alguns números.

    # Miro é acusado por compra de votos pelo MP. Compra de votos, além da cassação, provoca a perda dos votos.

    # PPS, PSB e Solidariedade concorreram em coligação nas eleições proporcionais. Sem os votos de Miro, esta coligação garantiu 4.153 votos. É uma votação superior ao quociente exigido para uma cadeira. O primeiro suplente é Carlos Alberto Nasi, do Solidariedade, que fez 634 votos, 16 votos a mais do que Jadir Teixeira (PSB).

    # Vicini começou o atual governo com 14 secretarias, mais a Fundação. Na segunda-feira a Câmara aprovou a reforma administrativa que vai vigorar no próximo mandato e que reduz para 10 secretarias.

    # Ainda não são conhecidos os futuros secretários de Gestão e Fazenda, de Planejamento Urbano e Habitação e de Desenvolvimento da Infraestrutura Rural e do Desenvolvimento Social. Ou seja, 40% do primeiro escalão ainda não é um assunto público.

    # Lina Michalski chegou a ser anunciada como titular da pasta de Gestão e Fazenda.

    # Vicini, enquanto uma investigação interna não produzir mais detalhes sobre culpabilidades de envolvidos no Caso Limpa Fossa e da decisão da Justiça em segunda instância, decidiu afastar Lina Michalski da Secretaria de Administração e Governo. Também afastou Dema de uma diretoria da pasta do Desenvolvimento Sustentável. E transferiu Borela, que é do quadro de carreira da Prefeitura, para a Secretaria de Cultura.

    # Deve ter doído para Vicini afastar Lina, secretária de grande influência dentro de seu governo e com as mesmas expectativas manifestadas antes para o 5º mandato.

    # Os quatro denunciados, os três citados mais o vereador Marino, recorreram junto ao Tribunal de Justiça do Estado.

    # Não se trata de uma piada de mau gosto, mas sim um esclarecimento. Os bilhetinhos que orientavam os endereços dos ‘beneficiados’ do Limpa Fossa eram de papel A4. Não era papel higiênico, como alguns chegaram a especular.

  • sábado, 10 de dezembro de 2016 11:52

    Deu “merda”

    # Deu “merda” nas eleições municipais de 2016. O caminhão limpador de fossa séptica (nomes bonitos que substituem a antiga expressão preconceituosa de poço negro) rodou, rodou e rodou desde 2013 a serviço do vereador Marino Martins.

    # No “rebosteio” sobrou para a super secretária Lina Michalski, braço direito e esquerdo de Vicini, para Fernando Borela e Dema, diretor da pasta que cuida dos serviços de limpeza de fossas. Dema, Lina e Borella são inelegíveis nos próximos oito anos, por sentença judicial.

    # Marino teve seu registro de candidato a vereador em 2016 cassado, além de também ser proibido de concorrer a cargo público até 2024.

    # Todos estão recorrendo da decisão judicial de primeira instância, proferida pelo juiz eleitoral Adalberto Hommerding.

    # Lina Michalski colocou seu cargo à disposição. Vicini até ontem não havia tornado público sua decisão de aceitar ou não o pedido de sua colaboradora.

    # A decisão de Vicini sobre Lina será sintomática sobre posicionamentos futuros.

    # A reportagem de capa desta edição do Jornal Noroeste tem como fonte a investigação do Ministério Público e a decisão judicial. Não se trata de nenhum fuxico político. É algo muito sério.

    # Como funcionava a maracutaia? De forma simples. O caminhão limpava fossas seguindo endereços e nomes dos ‘beneficiários’, baseando-se em bilhetes com o nome de Marino anotado. O serviço era gratuito. Quem pedir uma limpeza hoje, além de protocolar o pedido tem que recolher uma taxa de R$ 94,00.

    # Vicini ainda não assumiu o seu 5º mandato e pessoas de sua confiança praticam harakiri (ritual suicida japonês). A oposição não mexeu nenhum pauzinho para que todo o “rebosteio” viesse à tona.

    # Vicini sabia da existência desta tramóia? Afinal, antes da investigação do Controle Interno e do Ministério Público, o Tribunal de Contas do Estado (TCE) alertou que havia boi na linha através de uma denúncia que o órgão recebeu e comunicou o gabinete.

    # As duas coligações que concorreram contra Vicini e Benvegnú no pleito majoritário, avaliam a perspectiva ou não de ingressar com Ação de Impugnação. O troço pode ficar feio.

    # Para fechar este assunto, dependendo da reação de partidos da oposição ou do próprio Ministério Público, pode ainda render uma ação civil por improbidade administrativa. E para Marino, uma ação na esfera criminal, por ter ameaçado o coordenador do Controle Interno.

    # Tribunal Regional Eleitoral (TRE) deve se manifestar em breve sobre o caso de Beate Petry, a vereadora mais votada de Tuparendi. Fontes extraoficiais me anteciparam que o relator do processo teria seguido a decisão de primeira instância, que cassou o registro de sua candidatura.

    # Para terminar, uma perguntinha: nas investigações do Controle Interno só foram encontrados bilhetinhos com o nome de Marino?

  • segunda-feira, 5 de dezembro de 2016 07:53

    Nem tudo é óbvio em política

    # Paulinho dos Santos, do PPS, é o mais cotado para presidir a Câmara no primeiro ano da próxima legislatura.

    # Mas, como? Paulinho não é filiado a um partido que integra a minoria na Câmara? Não deveriam os partidos de oposição, que hoje formam a maioria, iniciar a legislatura comandando o Legislativo?

    # Nem tudo é óbvio em política. Atualmente na Câmara existe um clima do tipo ‘fulano não vota em beltrano’ e ‘beltrano não vota em cicrano’. E isso tudo dentro de determinadas bancadas, onde companheiros de sigla não votam nos próprios companheiros.

    # Neste baile enrodilhado, ganha quem for bom de bastidor. O PMDB, por exemplo, se reuniu ontem à noite para decidir se vota em bloco em Paulinho, mas buscando uma garantia de voto do próprio Paulinho para candidaturas futuras na casa.

    # Um vereador confidenciou que a maioria oposicionista não é fechada. Cita Osório, do PDT, como um vereador que plaina ‘às vezes pra lá e às vezes pra cá’.

    # Da mesma forma, só que por outros motivos, a bancada situacionista também não é fechada. Tem uns que não vão com a cútis dos outros.

    # Vicini volta a ser prefeito amanhã. Tem 27 dias para completar seu secretariado.

    # Dois suplentes à vereança do PP estão sendo acusados pelo Ministério Público, com fortes chances de um deles até perder o registro da candidatura. Cada um dirige sua vida como quer, contanto que assuma as consequências.

    # Anderson Mantei quer levar Lisandra Steffen para a Fundação Municipal de Saúde. Lisandra revolucionou a área de comunicação e de relacionamento público do Hospital Vida & Saúde.

    # Sobre Lisandra, a fonte é o próprio Anderson. Afinal, ele declarou isso na Rádio Noroeste.

    # Ainda não ficou bem claro quem escolherá os diretores da Fundação, se Mantei ou Vicini. O prefeito deu a entender que as indicações partiriam dele e que a avaliação de rendimento em 90 dias seria prerrogativa do futuro presidente. Mesmo assim, também não ficou claro que, na hipótese de reprovação de algum nome, Anderson tomaria daí, sim, para si, o poder de trazer gente de sua confiança.

    # Com 10 ótimos anos à frente do Vida & Saúde, no campo político Anderson Mantei deixa de ser pedra para virar vidraça.

    # Osório deixa de ser prefeito amanhã. Vicini e Benvegnú em férias simultaneamente significou um agrado para o vereador pedetista.

    # Com todo o respeito às opiniões de cada um, mas a discussão em torno do Ginásio Moroni começa exigir losna ou boldo para descer.

    # Uma semana se foi e nenhum supermercado de Santa Rosa teve produtos vencidos ou mal refrigerados. Estamos evoluindo.

    # A crise é brasileira, mas insisto que não chega com tanta força em Santa Rosa. A Cooperluz, por exemplo, inaugura hoje uma subestação de R$ 17 milhões. E a Cotrirosa inaugura na terça-feira que vem um novo supermercado na Vila Sulina.