sábado, 12 de maio de 2018 09:20

O que a Fenasoja nos ensina

Repetirmos, em nossos espaços, que a Fenasoja encerrada no domingo foi grande sucesso, desmerece o próprio evento.

Isso porque, em seu sucesso retumbante, ela nos deixa legados de conhecimentos que podemos levar para nossas vidas e para a gestão de empresas ou negócios. Aprendi muito nesta Fenasoja, como já havia aprendido com a Indumóveis Internacional, organizada em moldes muito semelhantes.

A queixa que mais ouvi das pessoas que circulam nos mesmos espaços sociais que eu é, ainda, elogio disfarçado aos organizadores. Sim, porque a reclamação diz respeito à grandiosidade do evento, como se o pobre estivesse excluído dele. Não é essa a verdade, porque quem dispunha de pouca grana no bolso pôde ver ótimos shows a preço de banana, sim, porque se paga o triplo desse valor para acessar um baile de bandas regionais.

Comprar? Ah bem, aí a conversa é outra! Nem todos têm pode de compra nessa cidade, muito embora a safra colhida e o preço da soja abriram todos os sorrisos. A verdade é que a Feira se tornou grande. Melhor dizendo, se tornou profissional. Ela vem em escala crescente há anos, porém, desta vez os empresários apostaram alto para conseguir resultados ainda melhores. Deu certo. A começar pelo resultado financeiro divulgado, que quase sempre é puxado para baixo porque nem todos confessam os números. Deu certo também no impacto visual que tanto impressionou os visitantes.

Quem foi expor visava negócios. Resultados. Quem gastou R$ 150 mil para montar um estande, certamente conseguiu retorno bem maior que esse valor. Vai longe o tempo em que as empresas queriam mostrar seus produtos. O foco é negócio.

Desta forma, a Fenasoja em si nos deixa um legado de lições. Uma delas é que o planejamento, especialmente de longo prazo, é essencial para colher resultados. Tanto é que no domingo tínhamos três presidências do evento trabalhando juntas no parque:Alexandre Maronez (desta), Elias Dallalba (2022) e Rogério dos Santos Ferreira (2022). Que aula de gestão!

Os coordenadores da Feira, ao anunciar os resultados do evento asseguravam que tudo estava pago. Deu lucro. Que maravilha! Mais ainda porque praticamente não contou com verba de pública, dos governos ou das estatais. Feira realizada com patrocinadores regionais, com verba dos expositores. Assim, ela nos ensina que não é preciso sugar o ente público para fazer algo muito bom.

E, de quebra, nos deixa o recado de que a força empresarial é maior que a força política. Não precisamos ficar devendo favores a parlamentares que pouco fazem, mas aparecem para gritar que o filho é seu!

Faça seu comentário