• sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 16:41

    Tarso não vai para o Céu

    Esse papo de que não devemos procurar culpados após contar uma dezena de mortes nas estradas da região em apenas um final de semana é apenas para tentar abrandar a revolta dos familiares e amigos. É simplificar demais, é desprezar a dor que sentem. Culpados há, sim, muito embora, culpar não trará o ente querido de volta à vida.

    Um colega de imprensa falou em fatalidade, destino. Até pode ser, em um acidente ou outro. Mas no grosso da peneira, tem sempre algo a mais. Tem barbeiragem, tem bebida, tem excesso de velocidade, tem de tudo. E não é aumentando o valor da carteira de habilitação que vão melhorar alguma coisa!!!

    Acidente é falhar o freio e o motorista colidir o carro. Crime é beber e se colocar ao volante. Acidente é animal atravessar a pista, assim saído do nada, e obrigar a uma manobra inesperada. Crime é essa buraqueira nas rodovias que obriga o motorista a se expor a contorcionismos para chegar inteiro ao destino.

    Ah, sim, o título desta crônica? Fizemos 1.400 quilômetros em rodovias gaúchas em dezembro, nas férias. E, infelizmente, percebe-se claramente o que são BRs (bem conservadas) e o que são RSs (descasos). Aqui em Santa Rosa o Tarso disse, há três anos, que havia dinheiro para executar as obras. Então que mande fazer a recuperação destas rodovias que estão sob a jurisdição do Estado, fechar as crateras, pintar as faixas e colocar sinalizadores.

    Quando escrevo que o Tarso não vai para o céu estou fazendo referência aos péssimos asfaltos, responsáveis por muitas mortes no trânsito, de modo que o governador tem sim parte da culpa em muitas destas mortes... Ele e todos os órgãos e pessoas que têm alçada sobre isso. Culpa indireta, mas culpa.

    Isso se aplica ao trânsito local também. Um acidente na avenida de sempre também deve ser creditado a quem responde pelo trânsito, afinal, são pagos para solucionar, para minimizar os efeitos dessa guerra diária nas estradas.

    Perguntas básicas para antes de outro velório coletivo:

    Por que o governo não exige que as indústrias automobilísticas fabriquem carros decentes, com preços decentes? Essas latas de sardinha não resistem ao vento, quanto mais a uma pancada. Culpados, governo e indústrias.

    Por que o governo não manda reduzir a níveis baixíssimos os níveis de álcool nas bebidas? Culpados, governos, indústrias e bebuns...

    A lei seca continua fiscalizada? Nas saídas de bailes, de grandes festas, de casas noturnas, a Polícia também faz blitz? Culpados, forças policiais e agentes políticos.

  • sexta-feira, 17 de janeiro de 2014 15:42

    Um governo nota seis?

    Voltei das férias. Valeu Jardel, por utilizar o espaço com a contumaz perspicácia e a acidez que lhe é pertinente! Ah, sim, voltei com sal também.
    Uma semana de praia e três de servente de pedreiro, com tempo para ler no site do Jornal Noroeste (on line) o que ocorria em Santa Rosa. Assim soube do aumento do IPTU, do aumento ao funcionalismo público, da eleição do novo presidente da Câmara e de outras notícias da terrinha.
    Aí, no site, li um texto jornalístico muito instigante: o ex-prefeito Orlando Desconsi avaliou o Governo Vicini e deu a ele “nota 3”. Baixa a nota, bote baixa nisso.
    Logo lembrei que este é ano de eleição estadual. E é PP contra PT, salvo algum tiro na lua. Então, o reinado de “paz e amor” findou, inclusive por aqui. Que bom! Estava na hora de convivermos novamente com oposição como oposição em Santa Rosa.
    Buenas, mas voltemos à NOTA 3 do Orlando. Na edição de hoje do impresso, em texto escrito para a internet pelo secretário Carlos Nasi, em defesa ao Governo Vicini, ele faz apontamentos do primeiro ano de gestão. Não dá Nota 10! Mas deixa no ar que a avaliação é boa, de muitos investimentos e avanços. Então, vou ler as entrelinhas e dizer que ele deu um NOVE!
    Bem, já fui jurado de concursos literários várias vezes. Para dar nota, igual é feito nas redações de vestibulares, em geral, usa-se a matemática para chegar a um denominador. Dois jurados, soma das duas médias e divisão por dois. É o meio termo. Então, o TRÊS dado pelo Orlando, mais o NOVE do Nasi chega-se a 12. Isso dividido por dois dá SEIS.
    SEIS é pouco, é mal e mal passar do meio termo. Com média SEIS o Governo Vicini encontraria dificuldades para encarar uma reeleição. Claro, tem mais três anos pela frente. Claro, pesou contra a gestão o fato de ser o primeiro ano de governo, as mudanças na equipe gestora e uma série de “pepinos deixados pelo Orlando para resolver”, como apregoam alguns governistas.
    Não fiz enquete, mas é notório que a UPA sem funcionar, as casas na Auxiliadora dois, o trânsito com os velhos problemas, tudo conta contra. Mas pesou mesmo foi esse aumento no IPTU. Quanto ruído nas ruas, quanto chiado na boca do povo, e isso que os carnês nem vieram ainda.

    Em tempo:
    Uma vez que existe uma grande vontade do poder público em discutir empreendimentos para aquela área lindeira ao Parcão, poder-se-ia usar essa mesma energia (vontade) para alavancar conversas sobre o uso do entorno da Avenida América em todo o seu prolongamento. Por que não deixar áreas nobres destes lotes para fins de empreendimentos que necessitam de fácil acesso a grandes fluxos de veículos? Um shopping Center ou novo quartel para o Corpo de Bombeiros poderia bem ser direcionado a este novo coração urbano que ganha a cidade.

  • sexta-feira, 3 de janeiro de 2014 16:31

    Vereadores, mais respeito!

    Acompanhei na semana passada a sessão da Câmara de Vereadores de Santa Rosa, e algo que me chamou a atenção além da aprovação do aumento do IPTU, foi à forma dos vereadores se portarem durante as sessões da casa. O público que estava presente ficou, em sua grande maioria, indignado com o comportamento de alguns vereadores.

    Estavam em uma “confraternização”, pois entre piadas, risos, caminhadas e celulares tocando e sendo atendidos, estava a secretária da mesa, tentava ler os projetos iriam a votação.

    Salvando as exceções, os vereadores não estavam “nem aí” para o que estava sendo apresentado. Como eles sabiam então em que votar?

    Entre os “foliões” estavam alguns eleitos da nova mesa diretora. Como eles irão impor respeito?

    A comunidade que prestigia as sessões do Poder Legislativo deve receber o mínimo de apreço da casa.

    A Câmara é um espaço para debater projetos. Vereadores devem permanecer sentados em suas cadeiras e ao invés de circularem durante as sessões, devem cumprimentar a comunidade no início ou no término das mesmas. Isso vai além do regime interno, pois estamos falando de educação e respeito, o que está faltando.

    Chuva e mais casas alagadas

    Estamos em 2014. Ano começou com uma forte chuva que atingiu algumas residências em Santa Rosa, que ficaram alagadas, problema que já é enfrentado há alguns anos. Na semana que passou circulando pela cidade, passei pela Nova Auxiliadora, uma vila de casas novas e prontas para receber famílias. Olha, nem tão prontas, pois o principal foi esquecido: a água. O governo passado entregou para o atual a obra “pronta”, com um sério problema. Embora não seja culpa do atual governo, é uma dificuldade que ele deve solucionar. Precisamos agilidade, pois serão levadas para o local algumas das famílias, que estão hoje nas áreas de risco, e inscritas para receber estas residências, que ainda não foram entregues.

    Ano Novo, ano eleitoral

    Este ano viveremos mais uma eleição a governo estadual e federal. Boa oportunidade para repensarmos nossas atitudes como cidadãos. Vamos refletir mais, levando em conta os últimos quatro anos. Em 2013 fomos às ruas, protestamos em busca de um país sem corrupção, com mais investimentos na saúde e educação.

    O tempo passou e os mesmos que protestaram, são os mesmos que furaram as filas, jogaram lixo no chão, que ofereceram propina para não serem guinchados. Somos nós que decidimos o nosso futuro, e ele estará mais uma vez em nossas mãos. Devemos vestir a camiseta do Brasil, não só no futebol, mas também na política, buscando solução para a nossa sociedade. O voto é nosso, quem decide somos nós!

    Na próxima semana o Clairto volta de suas férias a este espaço. Agradeço a todos pelos comentários através das redes sociais.

    Por: Jardel Hillesheim

     

     

  • sexta-feira, 27 de dezembro de 2013 16:12

    O presente do prefeito

    A Câmara disse sim para Vicini na quinta-feira, 26, e presenteou a sociedade com um aumento no IPTU, considerado absurdo pela oposição. A votação foi 7 a 7. Votaram contra o aumento os vereadores Osório, Dado, Del Valle, Fonseca, Schmidt, Neli e Sonia, empatando e fazendo com que Paulinho decidisse. O presidente da Casa votou concordando com o aumento e aprovando a lei.
    Com o reajuste no código tributário passaremos a pagar mais pelo serviço de recolhimento de lixo, cerca de 82%. Além do próprio imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana, o que é somado junto em um único carnê e é o que traz o número que tira a população do sério. A oposição acredita que chegará a 50% de aumento no valor final.
    Projeções iniciais destacam que se você pagou neste ano R$ 250,00, passará a pagar R$ 375,00 pelo IPTU em 2014.
    Em janeiro, nós brasileiros receberemos em média 6% de aumento no salário mínimo. É justo recebermos mais de 50 % de aumento no imposto, seja ele qual for?
    A Administração está contente, pois terá mais dinheiro em caixa, conseqüentemente fará mais obras e politicamente se destacará mais. Mas isso tudo será nas costas da sociedade, que desembolsará ainda mais.
    A decisão foi tomada também em audiência pública, onde a Câmara reuniu a população e apresentou o plano de aumento. O povo não se fez presente e talvez por isso os vereadores não os ouviram.
    Não precisa compreender muito de política para entender o que aconteceu. O prefeito mandou e a situação aprovou. Mas afinal de contas quem manda mais? O povo ou Vicini?
    Não sabemos exatamente a opinião da população, ela talvez será conhecida quando o carnê com o presente for entregue aos contribuintes. Alguns poderão se surpreender com o recheio, pois vereadores da oposição destacaram que o “pacote tributário” está muito confuso.
    A população realmente precisa esperar o presente em casa? Ou deveria buscar respostas?
    A verdade é que devemos dizer antes da festa o que gostaríamos de ganhar, para quando abrir a caixa não encontrar uma pedra, que possa cair e machucar nosso próprio pé.
    Olha, se o governo quer receber mais para investir, deveria então realizar cortes. Cortar cargos de confiança seria um bom começo.
    Ah, só para lembrar: votaram a favor do aumento os vereadores Rufino, Timirinho, Dani, Marino, Miro, Lires, Classmann.
    Diante da situação, o que me resta é desejar um 2014 cheio de saúde, para que possamos trabalhar ainda mais, para pagar ainda mais pelos impostos.

    Por Jardel Hillesheim.