• sexta-feira, 20 de dezembro de 2013 17:52

    Chegou a vez do Tapeporã

    Olá amigos, devido meu colega Clairto estar aproveitando suas férias, coube a mim assinar sua coluna nesta edição. Espero que curtam e comentem.

    Chegou a vez do Tapeporã

    Agrande marca do governo Vicini no primeiro ano de mandato foi o Passe-livre. Motivado pelos protestos que ocorreram em todo o Brasil, onde os santa-rosenses aderiram, o prefeito cumpriu o primeiro compromisso de campanha. Estudantes estarão em 2014 incluídos nos 100% do transporte escolar gratuito.

    Vicini está dando segmento à valorosa obra do Centro Cultural. Mesmo contra a vontade de alguns, a obra está aí. Um acordo entre o MP, Ocisp - Cidade Interativa e prefeitura, decidiu que a parte frontal seria restaurada. Restauro este que foi esquecido com a obra. Como ninguém reclamou quanto a “quebra-quebra de paredes”, a obra segue. O município alega que a arquitetura principal está sendo mantida e dentro de alguns meses estaremos com um belo Centro de Cultura.

    Outro marco foi a “briga” referente a área situada na em frente ao Parcão. A prefeitura queria vender, depois “doar”, para depois vender. Uma audiência pública fez com que Vicini voltasse atrás. Como diria a gíria: “beleza”, o terreno ficou lá e continua lá.

    Não está na hora da comunidade debater novamente aquela área?

    Em boa parte das minhas férias passo em Porto Alegre na casa de amigos, e tenho o privilégio de passear com a gurizada no Parque da Redenção. Local que encanta os olhos de quem passa por lá. Toda arborizada, e lotada da população que utiliza a área, fugindo assim dos prédios de cimento que a rodeia.

    Já que estamos pensando numa Santa Rosa de 100 anos, pensamos como queremos ter um lazer, sem precisar pegar o carro e viajar. Pensamos num pulmão para nossa cidade.

    Em um papo descontraído com a professora Maria Ines Pedroso, soube que está iniciando uma conversação entre prefeitura e Oscip Cidade Interativa.

    Proponho à aqueles que tanto defendem um espaço novo de lazer para a cidade, que tomem a frente e iniciem o debate com a população. Quando o povo expressa sua vontade a probabilidade de erro é menor possível. Precisamos então de uma audiência pública.

    Acredito que o Tapeporã venha a contemplar de forma expressiva a imagem positiva de nossa cidade. Ele trará qualidade de vida. Para este projeto agradar a todos deve ter a participação popular. Vamos construir um espaço para todos nós, e para isso reúna-se seu grupo e comece a pensar de que forma utilizaremos.

    *Por Jardel Hillesheim

  • sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 08:27

    Evoluímos!?

    Fim de ano sempre surgem pautas mais leves, quando estamos com o espírito desarmado, pronto para o tal Natal de Hollywood... Dia desses, debatíamos, entre amigos, a propalada evolução do homem como indivíduo social, com opinião quase unânime que a sociedade melhorou consideravelmente nas últimas décadas. Quando o Uruguai, “a menina dos olhos da América do Sul”, legaliza a maconha, estará um passo à frente ou retrocede vários? Tenho comigo a convicção que o homem que se vale dos vícios para dar sentido à vida, já a abandonou faz tempo.
    Quando leio em jornal que hospital alemão tem “gaveta” para mães abandonarem bebês anonimamente, devo supor que entrei em alguma cápsula do tempo e viajei séculos ao passado. Alguém vai dizer “melhor abandonar as crianças deste modo que abortar” ou outro dirá “melhor assim que jogá-las em qualquer beco, sem a mínima assistência”. Alguém vai dizer “que louvável iniciativa” como se a medida sugerisse avanço na civilização.
    Quanto ligo a TV em canais abertos e vejo a imbecilidade camperear solta, com a buçalidade rendendo milhões a apresentadores e artistas completamente desprovidos de cérebro, aí penso que voltamos à época da Roma imperial do “pão e circo”. Quando vejo festas ou motéis para cachorros eu ponho as notícias na mesma cesta onde li sobre mendigos queimados e quadrilhas traficando gente, fico a indagar: há o que fazer? Sei não... O homem - no coletivo - não é capaz de produzir nada muito melhor. Ele sempre estará observando os de sua espécie como presas. Ao meu olhar, aquele que buzina enlouquecido para uma senhora com criança no colo atravessando lentamente uma faixa de segurança é o mesmo cara que assalta o banco. Neles, o sentimento é uma pedra.
    Um homem que andou na Galileia há dois mil anos disse “amai ao próximo como a ti mesmo”. Quem conhece esse sentimento puro é o voluntário em ações sociais, é aquele que se mobiliza nas comunidades, é aquele que põe mãos à obra quando sabe que nada terá como retribuição. Nesses acredito, nesse poder de mudar a pequena aldeia, mesmo que alcance apenas cinco ou seis.
    Enquanto isso, o ano termina com relativa paz e amor na Rosa Santa. Ninguém quer opinar seriamente para avaliar o atual Governo ao terminar o primeiro ano de mandato... No máximo, um que outro sugere, entre sussurros ou um sinal com os dedos para dar média. Tudo guardado sob a pele (de lobos ou cordeiros?).
    Bem, estou em férias por duas semanas. Creio que o Jardel, colega do site, ocupará o espaço neste tempo. Vou à praia, de modo que certamente voltarei com a língua salgada.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 17:02

    Verdades sobre o Centro Cultural

    Se na comunidade há muitos que discordam do investimento feito na prefeitura velha, é natural que na administração municipal ocorra o mesmo. Aliás, fazer o Centro Cultural neste terreno nobre, no coração da cidade, nunca foi um projeto unânime. Pelo contrário, foi aceito na base da pressão exercida pela Cidade Interativa.

    Então, a cada episódio como este que obrigará a Prefeitura a investir mais R$ 270 mil para avançar nas obras do Centro Cultural, também se erguem vozes contrárias. É compreensível, em tese. Mas recentemente o município deixou de aplicar R$ 150 mil no Fundo de Cultura, porém destinou valor igual para sanar contas do Musicanto. A Santa Rosa dos 100 anos não pode abrir mão de um local como este.

    Tem gente que não se conforma que esta imensa gleba tenha se mantido em mãos do poder público e, por via de conseqüência, do público/população. A especulação imobiliária sempre teve um olho fino puxado para este filão.

    Parêntese um: lucro em negócio é uma coisa, especulação é outra. Estou impressionado com a gana de certas imobiliárias de Santa Rosa para fazer dinheiro fácil. Certa feita pus a casa à venda por R$ 70 mil. Descobri que pediam por ela R$ 88 mil. Caramba! Um conhecido meu pretendia conseguir R$ 150 mil pelo seu imóvel. Descobriu que a imobiliária pedia R$ 213 mil. Céus!

    Mas, voltando à baila anterior... A cidade carece com urgência de outro local para eventos de médio porte, exposições, cinema, eventos. O Centro Cívico está sobrecarregado, esgotado, quase sem datas disponíveis.(Parêntese dois: ele também precisa de investimentos, em assentos novos, por exemplo). Tudo se concentra ali. O Centro Cultural aliviará essa demanda quando estiver totalmente pronto. Isso sem contar na Secretaria de Cultura que precisa urgente de mais e melhor espaço. Terá isso no novo prédio.

    O valor investido é alto? Na época que construíram o "elefante branco" também acharam, aqueles que pensavam pequeno e aqueles que imaginavam que Santa Rosa continuaria sempre uma vila no meio do quase nada...

    Certa estava a Cidade Interativa em bater pé neste projeto. Certa está a Prefeitura em correr atrás e viabilizar os recursos necessários para a obra. O futuro dará razão a quem militou na causa.

    Fora de tempo: Prefeitura precisa urgente desobstruir as bocas de lobo desta cidade. É dela a obrigação. Ontem em muitas ruas era um caos.

  • quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 15:31

    Um poema qualquer

    Nos cânions de minha carne

    uma fina nuvem abriu caminhos

    por entre rochas e musgos

    até assomar na raiz dos olhos

    - mar onde tudo culmina.

     

    Os que viram

    Supunham ser água evaporada.

     

    Engano.

    Era fumaça de lava

    Comendo pedras.