• sexta-feira, 25 de outubro de 2013 22:13

    Quem vai ocupar?

    Dia desses, ao visitar um empresário da construção civil, conversamos sobre determinadas áreas verdes que estão encravas da cidade, algumas delas em terrenos nobres. Na verdade, falamos sobre como é difícil ao cidadão usufruir de certos espaços que estão ao seu dispor. A questão crucial é segurança, ou melhor, a falta dela.

    Ou vai me dizer que alguém se sente tranquilo ao adentrar na área frontal ao Mercado Público, quase sempre ocupada por um grupo de pessoas embriagadas? Ou vai me dizer que alguém se anima a caminhar tranquilamente na margem de um dos riachos que corta a cidade? Tem gente que sequer vai matear nas praças...

    Quando a poetisa Maira, através da ASES, propôs a ocupação do Parcão, em sua área mais central e com frondosas árvores, o fez com a argumentação: ou ocupamos nós (sociedade) ou os drogados, os bêbados e, claro, marginais farão uso do território. É bem isso, um território, porque pode, no futuro, estar tomado por tribos, de modo que retomá-lo pode levar a uma guerra.

    Sei que estas figuras de linguagem são um tanto pesadas, no entanto, definem o que muitas pessoas pensam a respeito. Áreas verdes, em geral, são terra de ninguém, logo, fáceis de serem ocupadas. Mais ainda quando as autoridades, quase sempre municipais, vendam os olhos aos fatos. Por que não planejar o uso?

    Valdemar Fonseca, vereador, na tribuna da Câmara, pediu que a Prefeitura adote providências para melhorar a iluminação pública em todas as praças da cidade. No mesmo pleito pediu que a Brigada Militar intensifique as suas rondas noturnas nestes espaços. Textualmente “devido à falta ou parca iluminação pública em determinados locais e aos riscos que esta situação traz aos nossos cidadãos”.

    Dito está! Os cidadãos têm direito de ocupar suas praças e áreas verdes. Mas como se na Sulina indivíduos fizeram um baita estrago? Se nas escadarias da vila corre solta a maconha? Como, se ao lado do mercado público uma pessoa é esfaqueada?

    O empresário, esse a quem me referi no princípio do texto, disse exatamente isso “ou se cerca essas áreas ou se limpa na base para que a comunidade possa usufruir”. O mato do Cairu, por exemplo, ficou seguro somente depois de cercado, antes, volta e meia se noticiava um estupro, um assalto...

    Eu ainda quero acrescentar: iluminação melhor, policiamento constante, cercamento em áreas de risco e criar uma guarda ambiental para vigiar certos locais.

    Volto à carga. Estão derrubando árvores demais no centro da cidade. Não é necessário esse deserto. A Praça da Independência é um deserto, pelaram o entorno do Centro Cívico, derrubaram os pinheiros da Escola Mercedes Motta... Para quê? A esse hora, que diriam o Juarez Guterez e o Eclair Moraginski?

    CHUVA: em geral quando penso em chuva, penso em germinação, brotação, nova vida. Impressionante como “nascem buracos” nessa avenida principal.

  • sexta-feira, 18 de outubro de 2013 21:29

    A campanha começou

    Faltando menos de um ano para o próximo pleito, a campanha está nas ruas. Ou melhor, no caso de Santa Rosa e região, a campanha está nas rodovias.

    Na semana passada, em coluna que não foi publica no jornal impresso (mas pode ser lida no site), expus uma contundente opinião a respeito do caos das rodovias regionais. Disse, e repito, que trechos de estradas de chão no interior de São Luiz Gonzaga são melhores que a ERS 344, um horror!

    Tarso e sua equipe sabem disso, como sabem que a possibilidade de uma reeleição passa, obrigatoriamente, pelas obras que conseguirá executar, especialmente nas rodovias. Sejam trechos novos, sejam recapeamentos ou consertos, enfim, uma operação que realmente resolva. Por isso, claramente, ontem e hoje, nesta estada na região, o governo deu largada à sua campanha.

    Somente ontem, nesta vinda a Santa Rosa, Tarso inaugurou a ampliação da estação de tratamentos de esgotos, entregou melhorias em escritórios da Secretaria de Agricultura em municípios próximos, confirmou veículos para a Saúde e para a Segurança Pública. E, anunciou obras, obras e obras nas rodovias.

    Se (assim, no condicional) não for outro janeiro de 2012, Senador Salgado Filho (meu torrão natal) ganhará ligação asfáltica com Giruá. Se outubro de 2013 não for outro janeiro de 2012 o cidadão de Porto Vera Cruz finalmente verá o dia em que não precisará mais usar estrada de cascalho para chegar e partir de sua cidade.

    É o pontapé da campanha de 2014.

    De um lado já está sinalizado que estará a direita, vestindo roupa nova, com Ana Amélia Lemos (apoiada pelo Lasier Martins), com todo o suporte do maior grupo de comunicação do Estado. A senadora vai assegurar o voto do "PDS" e granjear para si o voto feminino. Tem tudo para emplacar sua campanha.

    Do lado oposto da trincheira o "petismo" moderno, representado por Tarso, sim, porque o PT genuíno seria o Olívio. Nas últimas eleições tem mantido uma média de um terço dos votos do Estado. E Tarso tem se esforçado para resolver problemas salariais do funcionalismo, granjear novas simpatias, mas volta e meia se depara com uma greve, como a dos professores e, agora, dos bancários do Banrisul.

    Haverá candidatos de outras siglas? Sim. É impossível imaginar um cenário sem a força do PMDB, por exemplo. É de esperar que o PDT, o PSB, os Tucanos apresentem nomes fortes. É de esperar, mas a novidade da hora deve ser Ana Amélia, no caso, contra quem é governo. A partir de agora, tudo é campanha. E anunciar obras pode ser golaço ou ou ou bola nas costas.

    Tarso na região para anunciar obras e melhorias é tudo por acaso e eu sou um menino que acredita em coelho da Páscoa.

  • sábado, 12 de outubro de 2013 15:10

    Nossas vergonhosas rodovias

    O Tarso não veio à abertura do Encontro Estadual de Hortigranjeiros e a brincadeira que rolava na net era “vem de carro, governador!”, um apelo para conhecer a realidade das rodovias que ligam municípios da região. Ele não veio, infelizmente.
    No final de semana fui a São Luiz Gonzaga, visitar parentes que residem perto de Laranja Azeda/São Lourenço. Lá tive a oportunidade de trafegar em uns 15 quilômetros por estradas de chão batido, fazendo, em média, 80 quilômetros por hora.
    Tchê, na boa, em muitos trechos no asfalto entre Santa Rosa e Entre-Ijuís não se consegue andar a esta velocidade. Em muitos lugares a rodovia estadual está em piores condições que as estradas de chão no interior de São Luiz Gonzaga. São tantos os buracos que eles (os buracos, claro), podem conversar entre si e fazer apostas sobre qual vai ser a próxima vítima.
    Tarso não veio de carro à região e perdeu uma ótima oportunidade de ver de perto porque os empresários se mobilizaram no início do ano em protesto pelo descaso. Quem é da política sempre dirá que o movimento foi político e que tudo se orquestrou para fins eleitorais. Quem é motorista, representante comercial ou dono de empresa que precisa fazer deslocamentos constantes sabe que a verdade é outra. Dói esse abandono do governo com que paga impostos.
    Pior é ver que são as rodovias estaduais que penam. Aí você passa de Entre-Ijuís, rumo a São Luiz Gonzaga e vê homens na pista, obras de recuperação. Vai a Três de Maio e a Santo Cristo e vê as melhorias feitas. Claro, são trechos do Governo Federal. Ah, sim, a União tem mais recursos que o Estado!!! Pode ser, mas está gravado e anotado no Noroeste o discurso de Tarso, há dois anos, aqui mesmo, prometendo solução para o problema das rodovias.
    Pior é contar isso a outra pessoa e ouvir que o trecho estadual de Roque Gonzales e São Paulo das Missões está pior que este de Entre-ijuís. Sinceramente, não consigo imaginar algo pior!
    Os deputados e os secretários de Estado podem se esforçar o quanto quiserem para justificar essa inércia, colocar a culpa em editais mal feitos, em empresas privadas e questões técnicas. Mas, ninguém ouve mais essa retórica.
    São desculpas demais. Entra governo e sai governo sem dar uma solução, sem fazer algo concreto. É por isso que os gaúchos não reelegem governadores há três décadas. Eles prometem e não cumprem, e o povo gaúcho não é bobo, aí responde com um “cai fora, governador”!
    E para não dizer que não falei das flores, o asfalto de muitas ruas de Santa Rosa não merece esse nome. E, tudo o que foi escrito acima, em maior ou menor escala, se aplica a este mesmo contexto.

  • quinta-feira, 10 de outubro de 2013 17:19

    Joner elogiado no ZH

    O músico Cláudio Coelho Joner, tão conhecido de todos nós, recebeu generosa crítica no Segundo Caderno, publicado pelo Jornal Zero Hora, edição de sábado, 5 de outubro. Em sua coluna “Paralelo 30”, o renomado crítico Juarez Fonseca, íntimo conhecedor do Musicanto - do qual já foi jurado - se reporta de forma especial ao CD Desordem, lançado neste ano com patrocínio do Fundo Municipal de Cultura.

    Em um trecho, escreve: “Agora, finalmente, ele (Joner) resolveu soltar a voz no áçbum Desordem - e acertou em cheio. Não é apenas um dos melhores trabalhos produzidos no RS este ano, como mostra que ele deveria ter cantado sempre, pois suas canções crescem com a própria voz...”

    E segue discorrendo sobre o trabalho de Cláudio Joner. Desordem, para os apreciadores da boa música, é sim uma produção diferenciada.

    Vale a pena conferir!