• sexta-feira, 22 de novembro de 2013 14:50

    Uma coluna é pouca

    Uma coluna é pouca para tantas abordagens que se fazem necessárias, de modo apenas pontuo alguns tópicos separados nos últimos dias.

    -- Avenida América

    Sem dúvidas, a melhor notícia do atual governo nestes 11 meses de gestão. Moro em Santa Rosa há mais de duas décadas, tempo que ouço falar deste prolongamento, deste desafogo. Qualquer debate que projeta os 100 anos do município se torna inútil sem esta obra. Não é possível continuarmos somente com essa EME que está a Expedicionário.

    Musicanto

    Público foi, mas não para lotar. Era de esperar isso, afinal, o entusiasmo não existiu. Mas gostei do que vi no palco do Centro Cívico no Trilhas Musicanto. Qualidade e emoção com nomes locais e regionais. Apresentações como essas dos Quarteadores, só para citar uma, devem ser repetidas. Fantástico se estivessem em show no festival do ano que vem.

    Prefeitura velha

    A obra avança e tem, a comunidade, enfim, um vislumbre de utilização futura. Daqui da janela do Noroeste se vê o fluxo. A Cidade Interativa, em grupo, deveria visitar o local e conferir o estágio dos trabalhos. Sempre batalharam pelo espaço. É importante verificar se está de acordo com o projeto, afinal, as características do prédio estabilizado devem ser mantidas.

    Fundo de Cultura

    O ano encerra sem uma solução ao impasse criado pelo órgão de Controle Interno da Prefeitura ao apontar a comercialização de eventos e produtos culturais patrocinados pelo Fundo. Em tese, o show não pode cobrar ingresso, o CD e o livro devem ser de graça, etc. O Conselho e a Secretaria buscam uma solução, mas entre lançamento de edital, aprovação de projetos, início dos trâmites, vai-se a 2014. É um recurso que deixou de circular no meio artístico.

    Depósito de lixo

    Um empresário da construção civil enviou-me fotos de um depósito de restos de construção (entulhos) jogados em áreas indevidas. É muito, são dezenas de cargas. Santa Rosa possui uma central de triagem para operar essa separação e reaproveitamento. E mais, largar em qualquer local é crime. Cabe ao município e à Patram, quem sabe até à Fepam fiscalizar isso.

    Realmente Câmara

    Com 15 vereadores o parlamento municipal está mais ativo, mais equânime, produz bem mais que a legislatura anterior. Lendo as proposições ou ao ouvir as sessões percebe-se um intenso debate, claro posicionamento entre oposição e governo. Isso é salutar à comunidade. Vale a pena ligar o Rádio às segundas-feiras para ouvi-los. É ficar sabendo às quantas anda (ou não anda) o município.

    Orlando

    Fervem ódios e amores. Qualquer frase acorda a imbecilidade.

     

     

  • sábado, 9 de novembro de 2013 20:41

    Entre afagos e tapas

    Duas notícias que estavam inseridas em uma apenas, lidas nesta semana, são o tópico desta coluna: assassinatos e estupros.

    Ainda estou com a face corada de tantos tapas e afagos recebidos relacionados à coluna da semana passada, sobre o fato de sobrarem vagas nos cursos do Pronatec. Bom sinal, pois entre amores e ódios, tenho meia dúzia de leitores. No entanto, costumo pôr no papel o que penso.

    Li, em manchete garrafal, em jornais e sites, que o Brasil (esse País das mil Alices e suas maravilhas) somente no ano passado registrou mais de 50 mil estupros. CINQUENTA MIL! Dá um estádio, desses novinhos, construídos para a Copa do Mundo, lotado de mulheres vítimas dessa covardia. Oigalê!

    Estou usando ironia, sim, leitores. É o que resta a quem tem algum senso crítico. A mesma notícia dava conta que no ano foram registrados 47 mil assassinatos. É número daquela sangrenta guerra civil na Síria, com 100 mil mortos em dois anos. OPA! Estamos em guerra! Queremos intervenção da ONU no Brasil, já não é sem tempo!

    Há países que aplicam a castração em sujeitos que cometem estupros. Claro que não é simplesmente chegar lá e cortar fora! Mas têm certos elementos doentes, que tornam à prática, e isso aqui mesmo em Santa Rosa. Vai meia dúzia de meses e o cara ta na rua. Li na semana passada que um pai estuprou duas filhas adolescentes na capital. Fugiu depois. Mas voltou para estuprar a mais nova, a terceira. E aí, tem correção um tipo desses?

    Não tem! Que me desculpem os nossos deputados que participam das comissões dos Direitos Humanos, o Ministério Público e o Judiciário, mas levar em "banho-maria" os crimes desta natureza é ir contra a sociedade que paga os salários. A sociedade quer mais rigor, quer ficar segura, poder sair à rua, estar nas praças. Hoje, os criminosos são os brasileiros pagadores de impostos, encurralados pela maldade dos bandidos.

    É verdade que as prisões não dão dignidade e não recuperam ninguém. É verdade que todos merecem segunda chance, do contrário seríamos tão bestiais quanto às bestas que praticam os crimes. Mas também é verdade que as leis são frágeis e incentivam a criminalidade.

    Não adianta investir mais em polícia, como faz o Governo do Estado, se não mudar o sistema penal. Prisões dignas, sim, mas ainda assim, prisões.

    Entre tapas e afagos, seria muito fácil agir como um sabonete, como são determinadas pessoas e partidos políticos. Porém, não é este o meu modo de agir ou escrever.

  • sábado, 2 de novembro de 2013 00:00

    Sobram vagas?

    Está aí, nas páginas do Jornal, a notícia na íntegra, da oferta de vagas para cursos de qualificação profissional, sem que apareçam candidatos interessados. Dos quatro ofertados via Pronatec no Senat, nenhum fechou turma. E olha que tem dinheiro para lanche e vale-transporte gratuito.

    O que se passa?

    Motivo um, as bolsas do governo. Tem gente que simplesmente não quer trabalhar. Têm outros que, com pencas de filho, mal-e-porcamente dão conta de cuidar da piazada. Têm ainda os que se habituaram de tal forma à pobreza - aquela que não mata, mas também não leva a lugar algum - que simplesmente não querem mudar nada na vidinha de todo dia.

    Não estou batendo no "bolsa-isso-bolsa-aquilo". Sou a favor dos programas, porque cumprem um papel importante na distribuição de renda e assistência aos menos favorecidos. Mas que há excessos, isso há.

    Enquanto a estrutura do governo der conta de manter o sistema que rende votos, sem cobrar praticamente nada como contrapartida, está tudo bem. Aliás, a contrapartida já está sinalizada na equação: bolsa X voto X teta em governos X possibilidades múltiplas.

    Sobram vagas! Vagas!

    Logo ali, na mesma estrada, o SINE está com dezenas de vagas não ocupadas em empresas de Santa Rosa. Isso é inédito. Falta gente para trabalhar em quase todos os setores da economia. Quem tem qualificação só não está empregado se for por opção pessoal, tipo folga prolongada.

    Claro que tem o outro lado da moeda! Tem uma grande empresa na cidade, aquela enoooorme, onde as pessoas não querem trabalhar. Serviço puxado, jornada alongada, pressão e salários baixos. Conheço muitos que iriam para ela apenas como alternativa final.

    Os baixos salários não são exclusividade dessa gigante. Outros usam o mesmo artifício, sempre com mesma justificativa de duas décadas atrás: aumentos quebram a empresa. Fosse assim os salários em Caxias, Joinvile e outras cidades seriam como aqui. E não são.

    Por isso, a cada dia mais e mais pessoas estão ingressando como autônomos em várias frentes. Os ganhos são melhores, a jornada é mais liberal e é possível vislumbrar perspectivas. Isso também move as pessoas: sonhos!

    Esse é o motivo três para sobrarem vagas: pessoas sem sonhos. Quem tem sonhos se vira, grita, esperneia, se vira do avesso e agarra cada pedaço de esperança!

  • sexta-feira, 25 de outubro de 2013 22:13

    Quem vai ocupar?

    Dia desses, ao visitar um empresário da construção civil, conversamos sobre determinadas áreas verdes que estão encravas da cidade, algumas delas em terrenos nobres. Na verdade, falamos sobre como é difícil ao cidadão usufruir de certos espaços que estão ao seu dispor. A questão crucial é segurança, ou melhor, a falta dela.

    Ou vai me dizer que alguém se sente tranquilo ao adentrar na área frontal ao Mercado Público, quase sempre ocupada por um grupo de pessoas embriagadas? Ou vai me dizer que alguém se anima a caminhar tranquilamente na margem de um dos riachos que corta a cidade? Tem gente que sequer vai matear nas praças...

    Quando a poetisa Maira, através da ASES, propôs a ocupação do Parcão, em sua área mais central e com frondosas árvores, o fez com a argumentação: ou ocupamos nós (sociedade) ou os drogados, os bêbados e, claro, marginais farão uso do território. É bem isso, um território, porque pode, no futuro, estar tomado por tribos, de modo que retomá-lo pode levar a uma guerra.

    Sei que estas figuras de linguagem são um tanto pesadas, no entanto, definem o que muitas pessoas pensam a respeito. Áreas verdes, em geral, são terra de ninguém, logo, fáceis de serem ocupadas. Mais ainda quando as autoridades, quase sempre municipais, vendam os olhos aos fatos. Por que não planejar o uso?

    Valdemar Fonseca, vereador, na tribuna da Câmara, pediu que a Prefeitura adote providências para melhorar a iluminação pública em todas as praças da cidade. No mesmo pleito pediu que a Brigada Militar intensifique as suas rondas noturnas nestes espaços. Textualmente “devido à falta ou parca iluminação pública em determinados locais e aos riscos que esta situação traz aos nossos cidadãos”.

    Dito está! Os cidadãos têm direito de ocupar suas praças e áreas verdes. Mas como se na Sulina indivíduos fizeram um baita estrago? Se nas escadarias da vila corre solta a maconha? Como, se ao lado do mercado público uma pessoa é esfaqueada?

    O empresário, esse a quem me referi no princípio do texto, disse exatamente isso “ou se cerca essas áreas ou se limpa na base para que a comunidade possa usufruir”. O mato do Cairu, por exemplo, ficou seguro somente depois de cercado, antes, volta e meia se noticiava um estupro, um assalto...

    Eu ainda quero acrescentar: iluminação melhor, policiamento constante, cercamento em áreas de risco e criar uma guarda ambiental para vigiar certos locais.

    Volto à carga. Estão derrubando árvores demais no centro da cidade. Não é necessário esse deserto. A Praça da Independência é um deserto, pelaram o entorno do Centro Cívico, derrubaram os pinheiros da Escola Mercedes Motta... Para quê? A esse hora, que diriam o Juarez Guterez e o Eclair Moraginski?

    CHUVA: em geral quando penso em chuva, penso em germinação, brotação, nova vida. Impressionante como “nascem buracos” nessa avenida principal.