• sexta-feira, 31 de janeiro de 2014 15:47

    As pancadas de verão

    Nada melhor que um calorão santa-rosense, desses de não encontrar sombra que refrigere! Para ficar insuportável mesmo, é vir um daqueles pancadaços de chuva, de fazer rua virar rio no final de tarde. É aí que começa o “Deus nos acuda” em boa parte da cidade! Tá certo que a área urbana é um buraco, formado por inúmeras pequenas descidas que formam um descidão, mas sofrermos tanto é demais!

    O “bolor” maior vem das bocas de lobo entupidas ou inexistentes. Eu, particularmente, morador da Vila Oliveira, sofri cinco anos com constantes problemas, até ser ouvido depois de reiteradas reclamações. A água entrava em terrenos e casas, sem piedade. E não era quando chovia demais. Era em qualquer pancada mais expressiva.

    Em dezembro de 2013, quando começou a temporada de “valhei-nos Senhor!”, fiquei de cabelo em pé novamente. Ruas das vilas Oliveira e Beatriz pareciam rios. Minha mãe, que mora na Flores, e seus vizinhos sofrem com a Rua 10 de Novembro, aquela que margeia a lavoura. Aliás, a Flores, depois das obras realizadas pela Corsan, piorou e muito no aspecto bueiros. Teve até reunião para debater o problema. E quem “paga o pato” é o morador da baixada.

    O Miguel Oliveira publicou fotos na internet de ruas centrais da cidade num desses dias de torro d’água. A Rua Santa Rosa é um caos há anos nas proximidades do Hospital Dom Bosco. A Avenida Expedicionário Weber é quase um convite a passeio de bote inflável lá pras bandas da Bottolli sempre que dá um pancadaço. Anos assim!

    Choveu 90 milímetros no início de dezembro e Santa Rosa teve desabrigados... Piorou em janeiro, mas aí se dá um desconto porque foram quase 300 milímetros de chuva em um dia. No entanto, vão algumas perguntas básicas que qualquer governante deve fazer e, uma vez respondidas, pôr-se a resolver com sua equipe: Quando foram limpos - desassoreados - os leitos dos rios ultimamente? Os locais de constantes problemas (como a 10 de Novembro) são monitorados frequentemente? As bocas de lobo recebem atenção cotidiana? Não é possível criar uma equipe para ouvir todas as reclamações e resolver uma a uma?

    Soube que a Prefeitura, depois do caso feito, limpou bueiros e mostrou fotos das caçambas de lixo removidas. Sim, o povo tem sua parcela de culpa, ao não cooperar, e às vezes até sujar mesmo... Mas cabe à municipalidade manter olho constante no serviço de conservação, afinal, é para isso que nos cobra tão bem o IPTU.

  • segunda-feira, 27 de janeiro de 2014 15:11

    Tarso não vai para o Céu

    Esse papo de que não devemos procurar culpados após contar uma dezena de mortes nas estradas da região em apenas um final de semana é apenas para tentar abrandar a revolta dos familiares e amigos. É simplificar demais, é desprezar a dor que sentem. Culpados há, sim, muito embora, culpar não trará o ente querido de volta à vida.

    Um colega de imprensa falou em fatalidade, destino. Até pode ser, em um acidente ou outro. Mas no grosso da peneira, tem sempre algo a mais. Tem barbeiragem, tem bebida, tem excesso de velocidade, tem de tudo. E não é aumentando o valor da carteira de habilitação que vão melhorar alguma coisa!!!

    Acidente é falhar o freio e o motorista colidir o carro. Crime é beber e se colocar ao volante. Acidente é animal atravessar a pista, assim saído do nada, e obrigar a uma manobra inesperada. Crime é essa buraqueira nas rodovias que obriga o motorista a se expor a contorcionismos para chegar inteiro ao destino.

    Ah, sim, o título desta crônica? Fizemos 1.400 quilômetros em rodovias gaúchas em dezembro, nas férias. E, infelizmente, percebe-se claramente o que são BRs (bem conservadas) e o que são RSs (descasos). Aqui em Santa Rosa o Tarso disse, há três anos, que havia dinheiro para executar as obras. Então que mande fazer a recuperação destas rodovias que estão sob a jurisdição do Estado, fechar as crateras, pintar as faixas e colocar sinalizadores.

    Quando escrevo que o Tarso não vai para o céu estou fazendo referência aos péssimos asfaltos, responsáveis por muitas mortes no trânsito, de modo que o governador tem sim parte da culpa em muitas destas mortes... Ele e todos os órgãos e pessoas que têm alçada sobre isso. Culpa indireta, mas culpa.

    Isso se aplica ao trânsito local também. Um acidente na avenida de sempre também deve ser creditado a quem responde pelo trânsito, afinal, são pagos para solucionar, para minimizar os efeitos dessa guerra diária nas estradas.

    Perguntas básicas para antes de outro velório coletivo:

    Por que o governo não exige que as indústrias automobilísticas fabriquem carros decentes, com preços decentes? Essas latas de sardinha não resistem ao vento, quanto mais a uma pancada. Culpados, governo e indústrias.

    Por que o governo não manda reduzir a níveis baixíssimos os níveis de álcool nas bebidas? Culpados, governos, indústrias e bebuns...

    A lei seca continua fiscalizada? Nas saídas de bailes, de grandes festas, de casas noturnas, a Polícia também faz blitz? Culpados, forças policiais e agentes políticos.

  • sexta-feira, 24 de janeiro de 2014 16:41

    Tarso não vai para o Céu

    Esse papo de que não devemos procurar culpados após contar uma dezena de mortes nas estradas da região em apenas um final de semana é apenas para tentar abrandar a revolta dos familiares e amigos. É simplificar demais, é desprezar a dor que sentem. Culpados há, sim, muito embora, culpar não trará o ente querido de volta à vida.

    Um colega de imprensa falou em fatalidade, destino. Até pode ser, em um acidente ou outro. Mas no grosso da peneira, tem sempre algo a mais. Tem barbeiragem, tem bebida, tem excesso de velocidade, tem de tudo. E não é aumentando o valor da carteira de habilitação que vão melhorar alguma coisa!!!

    Acidente é falhar o freio e o motorista colidir o carro. Crime é beber e se colocar ao volante. Acidente é animal atravessar a pista, assim saído do nada, e obrigar a uma manobra inesperada. Crime é essa buraqueira nas rodovias que obriga o motorista a se expor a contorcionismos para chegar inteiro ao destino.

    Ah, sim, o título desta crônica? Fizemos 1.400 quilômetros em rodovias gaúchas em dezembro, nas férias. E, infelizmente, percebe-se claramente o que são BRs (bem conservadas) e o que são RSs (descasos). Aqui em Santa Rosa o Tarso disse, há três anos, que havia dinheiro para executar as obras. Então que mande fazer a recuperação destas rodovias que estão sob a jurisdição do Estado, fechar as crateras, pintar as faixas e colocar sinalizadores.

    Quando escrevo que o Tarso não vai para o céu estou fazendo referência aos péssimos asfaltos, responsáveis por muitas mortes no trânsito, de modo que o governador tem sim parte da culpa em muitas destas mortes... Ele e todos os órgãos e pessoas que têm alçada sobre isso. Culpa indireta, mas culpa.

    Isso se aplica ao trânsito local também. Um acidente na avenida de sempre também deve ser creditado a quem responde pelo trânsito, afinal, são pagos para solucionar, para minimizar os efeitos dessa guerra diária nas estradas.

    Perguntas básicas para antes de outro velório coletivo:

    Por que o governo não exige que as indústrias automobilísticas fabriquem carros decentes, com preços decentes? Essas latas de sardinha não resistem ao vento, quanto mais a uma pancada. Culpados, governo e indústrias.

    Por que o governo não manda reduzir a níveis baixíssimos os níveis de álcool nas bebidas? Culpados, governos, indústrias e bebuns...

    A lei seca continua fiscalizada? Nas saídas de bailes, de grandes festas, de casas noturnas, a Polícia também faz blitz? Culpados, forças policiais e agentes políticos.

  • sexta-feira, 17 de janeiro de 2014 15:42

    Um governo nota seis?

    Voltei das férias. Valeu Jardel, por utilizar o espaço com a contumaz perspicácia e a acidez que lhe é pertinente! Ah, sim, voltei com sal também.
    Uma semana de praia e três de servente de pedreiro, com tempo para ler no site do Jornal Noroeste (on line) o que ocorria em Santa Rosa. Assim soube do aumento do IPTU, do aumento ao funcionalismo público, da eleição do novo presidente da Câmara e de outras notícias da terrinha.
    Aí, no site, li um texto jornalístico muito instigante: o ex-prefeito Orlando Desconsi avaliou o Governo Vicini e deu a ele “nota 3”. Baixa a nota, bote baixa nisso.
    Logo lembrei que este é ano de eleição estadual. E é PP contra PT, salvo algum tiro na lua. Então, o reinado de “paz e amor” findou, inclusive por aqui. Que bom! Estava na hora de convivermos novamente com oposição como oposição em Santa Rosa.
    Buenas, mas voltemos à NOTA 3 do Orlando. Na edição de hoje do impresso, em texto escrito para a internet pelo secretário Carlos Nasi, em defesa ao Governo Vicini, ele faz apontamentos do primeiro ano de gestão. Não dá Nota 10! Mas deixa no ar que a avaliação é boa, de muitos investimentos e avanços. Então, vou ler as entrelinhas e dizer que ele deu um NOVE!
    Bem, já fui jurado de concursos literários várias vezes. Para dar nota, igual é feito nas redações de vestibulares, em geral, usa-se a matemática para chegar a um denominador. Dois jurados, soma das duas médias e divisão por dois. É o meio termo. Então, o TRÊS dado pelo Orlando, mais o NOVE do Nasi chega-se a 12. Isso dividido por dois dá SEIS.
    SEIS é pouco, é mal e mal passar do meio termo. Com média SEIS o Governo Vicini encontraria dificuldades para encarar uma reeleição. Claro, tem mais três anos pela frente. Claro, pesou contra a gestão o fato de ser o primeiro ano de governo, as mudanças na equipe gestora e uma série de “pepinos deixados pelo Orlando para resolver”, como apregoam alguns governistas.
    Não fiz enquete, mas é notório que a UPA sem funcionar, as casas na Auxiliadora dois, o trânsito com os velhos problemas, tudo conta contra. Mas pesou mesmo foi esse aumento no IPTU. Quanto ruído nas ruas, quanto chiado na boca do povo, e isso que os carnês nem vieram ainda.

    Em tempo:
    Uma vez que existe uma grande vontade do poder público em discutir empreendimentos para aquela área lindeira ao Parcão, poder-se-ia usar essa mesma energia (vontade) para alavancar conversas sobre o uso do entorno da Avenida América em todo o seu prolongamento. Por que não deixar áreas nobres destes lotes para fins de empreendimentos que necessitam de fácil acesso a grandes fluxos de veículos? Um shopping Center ou novo quartel para o Corpo de Bombeiros poderia bem ser direcionado a este novo coração urbano que ganha a cidade.