• sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 17:02

    Verdades sobre o Centro Cultural

    Se na comunidade há muitos que discordam do investimento feito na prefeitura velha, é natural que na administração municipal ocorra o mesmo. Aliás, fazer o Centro Cultural neste terreno nobre, no coração da cidade, nunca foi um projeto unânime. Pelo contrário, foi aceito na base da pressão exercida pela Cidade Interativa.

    Então, a cada episódio como este que obrigará a Prefeitura a investir mais R$ 270 mil para avançar nas obras do Centro Cultural, também se erguem vozes contrárias. É compreensível, em tese. Mas recentemente o município deixou de aplicar R$ 150 mil no Fundo de Cultura, porém destinou valor igual para sanar contas do Musicanto. A Santa Rosa dos 100 anos não pode abrir mão de um local como este.

    Tem gente que não se conforma que esta imensa gleba tenha se mantido em mãos do poder público e, por via de conseqüência, do público/população. A especulação imobiliária sempre teve um olho fino puxado para este filão.

    Parêntese um: lucro em negócio é uma coisa, especulação é outra. Estou impressionado com a gana de certas imobiliárias de Santa Rosa para fazer dinheiro fácil. Certa feita pus a casa à venda por R$ 70 mil. Descobri que pediam por ela R$ 88 mil. Caramba! Um conhecido meu pretendia conseguir R$ 150 mil pelo seu imóvel. Descobriu que a imobiliária pedia R$ 213 mil. Céus!

    Mas, voltando à baila anterior... A cidade carece com urgência de outro local para eventos de médio porte, exposições, cinema, eventos. O Centro Cívico está sobrecarregado, esgotado, quase sem datas disponíveis.(Parêntese dois: ele também precisa de investimentos, em assentos novos, por exemplo). Tudo se concentra ali. O Centro Cultural aliviará essa demanda quando estiver totalmente pronto. Isso sem contar na Secretaria de Cultura que precisa urgente de mais e melhor espaço. Terá isso no novo prédio.

    O valor investido é alto? Na época que construíram o "elefante branco" também acharam, aqueles que pensavam pequeno e aqueles que imaginavam que Santa Rosa continuaria sempre uma vila no meio do quase nada...

    Certa estava a Cidade Interativa em bater pé neste projeto. Certa está a Prefeitura em correr atrás e viabilizar os recursos necessários para a obra. O futuro dará razão a quem militou na causa.

    Fora de tempo: Prefeitura precisa urgente desobstruir as bocas de lobo desta cidade. É dela a obrigação. Ontem em muitas ruas era um caos.

  • quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 15:31

    Um poema qualquer

    Nos cânions de minha carne

    uma fina nuvem abriu caminhos

    por entre rochas e musgos

    até assomar na raiz dos olhos

    - mar onde tudo culmina.

     

    Os que viram

    Supunham ser água evaporada.

     

    Engano.

    Era fumaça de lava

    Comendo pedras.

  • sexta-feira, 29 de novembro de 2013 17:49

    A Santa Rosa centenária

    Depois de ler esta frase inicial, feche os olhos alguns segundos e reflita: como você gostaria que fosse Santa Rosa em
    2031?

    Opa! Antes, vá fazer um check-up geral de saúde, para estar vivo nesta data e soltar balões (se o Greenpeace deixar, claro!). Se você entrar pela porta do SUS, vá mais cedo à fila. Ser for usuário de plano de saúde, entre em outra fila - que não deixa de ser fila, só que chique. Se precisar de alguns exames específicos, agende muito antes, uns três meses pelo menos.

    Agora, sim, pode se deliciar e pensar no centenário do mais pujante município da Fronteira Noroeste. Sim, isso de região da Grande Santa Rosa já foi pro beleléu. As cidades vizinhas, filhas da mesma mãe, estão rebeladas e querem mudar o sobrenome. Direito delas, e nesse tempo do politicamente correto, melhor não facilitar.

    Não pense em trabalhar. Pense no lazer. Primeiro, pense em você andando pelos calçadões estreitos e cheio de defeitos da Avenida Expedicionário Weber. Depois, se você agora tem 40 anos, pense que estará com 58, já arrastando as chinelas, de modo que deverá dobrar os cuidados para não sofrer quedas ao tropeçar em algum calombo. Ah, sim, em 2031 será bem diferente, afinal o Tape Porã talvez esteja implantado.

    Se você for professor do município, beleza. Mas se for professor no município, porém pago pelo Estado, então ore, reze, faça promessa (para cumprir somente depois) para que um raio caia na cabeça dos governantes e seu salário seja adequado. Ah, saudades daquele tempo que "era bom negócio ser marido de professora". Se você for pai, instrua seus filhos a entrarem na corrente de oração, pois do jeito que a coisa está, pode ser que o professor tenha se tornado espécie em extinção no centenário.

    Teremos um aeroporto melhor em 2031, se o PAC não emPACar. Assim, os vereadores poderão viajar com maior comodidade e conforto, quem sabe até formando um consórcio regional para fretar voos coletivos já que os roteiros são quase sempre para Foz do Iguaçu e algumas cidades com a mesma capacidade de atrair aqueles que são ávidos por qualificação.

    Santa Rosa será uma cidade turística em 2031, pois terá aprendido a explorar as imagens de Xuxa, Taffarel e roteiros relacionados à imigração. Boa notícia para os agricultores, afinal, terão estradas em ótimas condições.

    Centenário em 2014

    Bem, deixando de lado o humor, Santa Rosa é uma cidade maravilhosa, próspera, polo em educação, saúde e geração de renda. Adoro esta terra. Por isso critico, por querê-la sempre melhor. E, para constar, em 2014 é o centenário da demarcação da colônia, daquele marco no Colégio Liminha. Então, aí serão 100 anos. Ou, lendo Tereza Crhistensen, 100 anos já foram duas vezes antes: havia índios aqui e havia mestiços nesses campos antes de 1914.

  • sexta-feira, 22 de novembro de 2013 14:50

    Uma coluna é pouca

    Uma coluna é pouca para tantas abordagens que se fazem necessárias, de modo apenas pontuo alguns tópicos separados nos últimos dias.

    -- Avenida América

    Sem dúvidas, a melhor notícia do atual governo nestes 11 meses de gestão. Moro em Santa Rosa há mais de duas décadas, tempo que ouço falar deste prolongamento, deste desafogo. Qualquer debate que projeta os 100 anos do município se torna inútil sem esta obra. Não é possível continuarmos somente com essa EME que está a Expedicionário.

    Musicanto

    Público foi, mas não para lotar. Era de esperar isso, afinal, o entusiasmo não existiu. Mas gostei do que vi no palco do Centro Cívico no Trilhas Musicanto. Qualidade e emoção com nomes locais e regionais. Apresentações como essas dos Quarteadores, só para citar uma, devem ser repetidas. Fantástico se estivessem em show no festival do ano que vem.

    Prefeitura velha

    A obra avança e tem, a comunidade, enfim, um vislumbre de utilização futura. Daqui da janela do Noroeste se vê o fluxo. A Cidade Interativa, em grupo, deveria visitar o local e conferir o estágio dos trabalhos. Sempre batalharam pelo espaço. É importante verificar se está de acordo com o projeto, afinal, as características do prédio estabilizado devem ser mantidas.

    Fundo de Cultura

    O ano encerra sem uma solução ao impasse criado pelo órgão de Controle Interno da Prefeitura ao apontar a comercialização de eventos e produtos culturais patrocinados pelo Fundo. Em tese, o show não pode cobrar ingresso, o CD e o livro devem ser de graça, etc. O Conselho e a Secretaria buscam uma solução, mas entre lançamento de edital, aprovação de projetos, início dos trâmites, vai-se a 2014. É um recurso que deixou de circular no meio artístico.

    Depósito de lixo

    Um empresário da construção civil enviou-me fotos de um depósito de restos de construção (entulhos) jogados em áreas indevidas. É muito, são dezenas de cargas. Santa Rosa possui uma central de triagem para operar essa separação e reaproveitamento. E mais, largar em qualquer local é crime. Cabe ao município e à Patram, quem sabe até à Fepam fiscalizar isso.

    Realmente Câmara

    Com 15 vereadores o parlamento municipal está mais ativo, mais equânime, produz bem mais que a legislatura anterior. Lendo as proposições ou ao ouvir as sessões percebe-se um intenso debate, claro posicionamento entre oposição e governo. Isso é salutar à comunidade. Vale a pena ligar o Rádio às segundas-feiras para ouvi-los. É ficar sabendo às quantas anda (ou não anda) o município.

    Orlando

    Fervem ódios e amores. Qualquer frase acorda a imbecilidade.