• domingo, 12 de maio de 2013 20:37

    Eram os deuses dinossauros

    O título é, de certa forma, um plágio, sei. Remete a um livro,

    famoso, de Erich Von Däniken. Mas o que nesta vida não é
    cópia, mera repetição? Até as ações dos homens, porque, no fundo, já são esperadas...

    Na verdade, pelo literal, aqui deveria o título ser "Eram os dinossauros deuses". Mas, fiquei a pensar sobre quem seriam os dinossauros e quem seriam os deuses, isso transportando o tema para a Santa Rosa atual. Calma, já desenrolo esse princípio de maluquice...

    A humanidade sempre idolatrou supostos seres com poderes especiais, com capacidade para tornar possível as coisas que nós, meros mortais, não podemos fazer. Daí, se povoou o imaginário da maioria com míticos deuses, os imbatíveis, os "caras" que tinham todas as soluções.

    Isso, até era aceitável quando a humanidade engatinhava e o homem ainda se recuperava do dilúvio. Mas hoje, sinceramente...

    Pois, como toda cidade, Santa Rosa também tem seus deuses. Hoje, tem. Eles estão em vários setores, mas em alguns eles se destacam. É o caso dos deuses "Fura-Fila". Todos sabem que, uma vez acionados, está resolvido. Mas para ter os deuses, por certo haverá também seres pré-históricos vivendo em cavernas, que se importam unicamente com o perigo que ronda sua porta de entrada, como se todos os demais fossem leões.

    Os nossos deuses adoram usar o cetro em favor dos menos favorecidos, fazer pequenos milagres - preferencialmente curas - e assim permanecer no trono da glória. Eles têm adoradores, e ai de quem falar contra eles, mostrar os argumentos que provam a heresia em que estão mergulhados.

    Mas para que estes deuses existam e tenham serviços, algo não funciona adequadamente. Sim, porque só se recorre ao imbatível quando as próprias forças são insuficientes para dar conta do recado.

    Os nossos deuses viajam de uma cidade a outra, rapidamente (mas eles já não usam mais as nuvens para isso), e levam as soluções que as pessoas precisam naquele instante, isso não se discute. Eles têm poder. Assim, os deuses se mantêm no topo da lista, no intocável espaço entre o céu e a terra, com a chave de todas as portas.

    Na gíria, dinossauro é o atrasado, o que já é passado... Por isso, fico confuso algumas vezes, querendo entender se o dinossauro é quem se vale dos deuses ou se dinossauros são os próprios deuses...

    É que, volta e meia, nossos deuses são também dinossauros, não resolvendo o coletivo para resolver o individual e manter o povo refém de algum pequeno milagre. Isso rende... de várias formas...

    O título é, de certa forma, um plágio, sei. Mas o que nesta vida não é cópia, mera repetição? Todos nós já vimos este filme antes. No fundo, todos sabem que o final é sempre o mesmo.

    MÃES

    Poderia poetizar, inventivar alguma, mas...

    A única definição de nosso amor que elas precisam

    é um beijo carinhoso na face...

  • quarta-feira, 8 de maio de 2013 15:59

    Falar ou não disso

    O Madril, na manhã desta quarta-feira, literalmente, pôs panos quentes na questão da segurança pública regional. Ou melhor, na deficiência existente nela. Com ele estavam no estúdio o major Ribas e o capitão Kunkel, do comando da Brigada Militar.

    Ficou claro que a Brigada não quer dizer abertamente que falta efetivo para atender as pequenas cidades da região. Seria comprometedor. No entanto, esse não é um assunto recente. Há mais de ano autoridades políticas da Grande Santa Rosa colocam o tema em pauta, inclusive a Associação dos Municípios reitera a necessidade de contar com maior número de brigadianos.

    O comando da Brigada está entre a cruz e a espada, como se diz.

    Se admitir publicamente o fato, emite um recado à bandidagem, como se publicasse em letras garrafais “venham ao Noroeste gaúcho, venham à Grande Santa Rosa”. Em tempo: os bandidos, eles sabem disso, tanto que nesta semana protagonizaram um episódio digno de filme de Hollywood em Sarandi (logo ali do lado). Eles sabem onde é seguro (para eles)!

    Por outro lado, se a cúpula da Brigada não encarar abertamente o debate, assina embaixo, atesta que está tudo bem, e numa eventual ação da bandidagem, arcará com as consequências. A comunidade cobrará de alguém essa conta.


    Em tempo

    Que se diga abertamente, a Brigada Militar regional tem atuação destacada, elogiosa, com histórico de êxito.

  • domingo, 5 de maio de 2013 12:06

    Área do Parcão não é um debate encerrado

    Iniciei o texto no blog do Jornal Noroeste e pretendo ampliá-lo, até mesmo como sinal de alerta ante a calmaria instalada.

    A notícia de capa do Noroeste, na semana passada, sobre a conquista de verba para um ginásio esportivo à altura de Santa Rosa, pôs panos mornos sobre o assunto. No entanto, a bolha continua ali. A venda da área não foi sepultada, creiam! Noutro texto expus que o terreno do Parcão vale R$ 6 milhões, segundo um corretor imobiliário confidenciou-me. Por isso, não é fácil esquecer uma "coxinha de frango" tão apetitosa.

    É urgente que a área seja utilizada com alguma finalidade maior que aquele ensaio de pista de bicicross. Hoje é um perigo cruzar, seja pelas macegas, seja pelos "bebuns" e afins que transitam em suas sombras assim que a lua desponta.

    Área da ferrovia: um novo debate

    Há sim um debate instalado quanto à venda da área frontal ao Parcão/Mercado Público, a atual pista de bicicross e eventual paradouro do parque infantil. A comunidade se deu em conta que aquilo é dela, que pode fazer uso agora e no futuro, para múltiplos fins. Prefeitura, Ministério Público Federal, entidades, enfim, ampliou-se a discussão.

    Quero propor um olhar ainda mais abrangente, não apenas com relação ao terreno que é do Município (continuidade do Parcão). Que tal ampliarmos a discussão para a área da ferrovia que vai do centro até a entrada da Vila Jardim, essa que a Cidade Interativa deseja ver transformada em uma grande opção de lazer. A saída/venda da Trevosul, cogitada, abriria espaço a este projeto, a menos que outro grande empreendimento se sobreponha aos interesses da coletividade santa-rosense.

    Então, as autoridades poderiam começar por instalar um grupo de trabalho para avaliar quem se utiliza atualmente da área de domínio da RFFSA e com que autorização. Não creio que seja apenas o piquete na entrada do pórtico da Oktoberfest que esteja sobre área pública. Tem mais gente que avançou na metragem. Prefeitura ou Ministério Público poderia inspecionar todo o trajeto, para começar, e iniciar um debate.

    Depois, o passo crucial é estabelecermos - nós, como comunidade - um projeto para a área que inicia na Rua Duque de Caxias. Quase ninguém se dá conta que a malha da ferrovia começa na rua que dá no portão do Quartel do Exército, lá pras bandas do Posto de Saúde do Centro. Um território nobre e imenso.

    Um projeto urbanístico pode contemplar este trecho com múltiplas ocupações, iniciando ali, na Rua Duque de Caxias, e passar pelo "canto do Parcão", seguir atrás da Janeco e do posto, até chegar na Praça Ernani Denardin (frente do Regimento San Martin). Trem algum voltará a circular aí. Depois se vai além, se amplia o projeto...

    Isso é urgente, até porque está no centro e completamente abandonado. Dar a esta área um ar de civilização, sem ébrios e outros drogados tomando conta e instalando pânico em quem passa ao largo da área, é uma medida para ontem.

  • sexta-feira, 3 de maio de 2013 16:14

    O cara que tentou “comprar” os brigadianos

    Aconteceu no final de semana, no município vizinho, onde um indivíduo, com uns tragos na cabeça, viu-se diante dos brigadianos. Sabedor que estava errado, ofereceu grana aos soldados. A um deles, ofertou R$ 500,00. É muito dinheiro, considerando o que ganha um praça da Brigada. Acabou preso. E na DP, cheio de coragem, ameaçou o plantonista da Civil.

    Tenho admiração por esses homens que não vendem a sua dignidade. Não sei quem são os soldados, mas confesso que um ato assim revela que ainda há alguma esperança... Nem tudo está perdido.

    Ouvi poucas e boas nos últimos dias a respeito da atuação dos brigadianos que multaram e guincharam automóveis no centro. Muitos “acharam” que foi exagerada. Mas, se fôssemos mais conscientes, a medida seria desnecessária. Ocorre que a hipocrisia mora na boca do homem. Muitos dos que aplaudem o soldado que multa ou que guincha o carro do outro, são os primeiros a infringir a lei... e nessa hora querem se livrar da punição.

    É preciso ter muita hombridade para não aceitar o suborno. Aplauso a esses homens.