• quarta-feira, 10 de abril de 2013 14:39

    Temos seis vezes mais casos de dengue que Porto Alegre

    Não é para alarmar, nem para atemorizar que traço o paralelo. Quero apenas alertar os leitores quando ao risco real de o santa-rosense ser picado pelo mosquito e contrair dengue. Observe um quadro comparativo:

    A cidade gaúcha com maior número de casos confirmados neste início de ano é a capital do Estado. Em Porto Alegre foram contabilizados, até ontem, 123 casos de dengue, para uma população de um milhão e 400 mil habitantes. A divisão do número populacional pelo número de casos aponta que há um registro da doença para cada 11.382 habitantes.

    Já em Santa Rosa, considerando cerca de 70 mil habitantes, há um registro de dengue em cada grupo de duas mil pessoas. Proporcionalmente, o índice de Santa Rosa é quase seis vezes mais alto que o de Porto Alegre.

    É, no mínimo, para deixar a gente com a “pulga atrás da orelha”.

  • terça-feira, 9 de abril de 2013 09:56

    Expectativa de vida do santa-rosense aumentou

    Uma leitura acurada do boletim da Fundação Municipal de Saúde que traz dados sobre nascimentos e mortes, faz um mapeamento da expectativa de vida do santa-rosense nas últimas três décadas.

    Tanto para os homens quanto para as mulheres as notícias são boas, com aumento superior a seis anos no tempo de vida, com índice crescente na década passada. No entanto, o relatório ainda aponta que a mulher vive, em média, seis anos mais que o homem.

    Em 1980, a expectativa de vida de uma mulher ao nascer era de 73 anos, média que saltou para praticamente 79 anos no início desta década. Já os homens nascidos em 1980 tinham expectativa de vida de 65,6 anos, média que se elevou praticamente para 73 anos.


    É a comprovação da eficácia do Sistema Único de Saúde implantado em Santa Rosa, que já passou por governos de três partidos diferentes e se mantém como referência em resultados.

  • terça-feira, 9 de abril de 2013 08:01

    Um tiro de game?

    Uma amiga minha, que tem filho pré-adolescente, bate o pé com o menino que deseja jogar games violentos, dar uns tirinhos em inimigos. Num olhar inicial poderia parecer radical demais, mas não é.

    Em geral, esses games são violentos ao extremo, com tiroteios e mortes o tempo todo, num prospecto muito próximo da realidade, tudo em 3D, feito para aprisionar o jogador.

    Não éramos violentos na infância? Desse jeito não. Tínhamos nossos revólveres de espoleta, tínhamos nosso brincar de “camói” (nosso jeito de reproduzir cowboy), tínhamos “pega ladrão”, tínhamos tudo isso na infância. Mas a realidade em nossas brincadeiras era distante demais dos fatos, nada que se assemelhe aos games de hoje.

    Aí, quando um menino vai ao quarto, municia uma arma e desfere um tiro no rosto de outro, é apenas um acaso, uma tragédia, uma fatalidade?

    Não, meus amigos, está muito longe disso. Nossos filhos já são expostos demais à violência, eles podem ficar sem esses games que pingam sangue...

  • sexta-feira, 5 de abril de 2013 17:02

    Eu tenho medo...

    Eu tenho medo, todos têm. Não o medo que me impeça de viver as boas coisas da vida, mas medo de que as boas coisas da vida simplesmente deixem de ser boas...

    É filosofando trivialidades que abro um assunto pesado: a violência que ronda Santa Rosa e se instala sorrateira outra vez. E é aí que registro o meu medo. Não medo de ser assaltado na esquina ou deixar de matear na área da ferrovia por conta de baderneiros. Escrevo sobre esse sentimento que classifico como temor social, temor sim... 
    Quanto observo o trânsito e o caos atual na cidade, tenho “medo = temor” que a situação piore. Mas, o tema aqui é outro, é violência urbana, essa que nos atinge aqui em Santa Rosa, no mais longínquo recôndito do Rio Grande. Eu acreditava que essa violência comum e “gratuita” havia sumido, evaporado, banida pela atuação das forças policiais. Era engano. Ela está aí, insidiosa, movimentada especialmente pelo tráfico de drogas. 
    A Polícia não vai dizer isso abertamente, mas todos sabem que há certas ruas onde somente entram se forem em bloco, em tropa. No final do ano passado, todos recordam das notícias sobre a Brigada ser recebida a pedradas em determinada área da Auxiliadora e praticamente bater em retirada. Foi ação de muitos contra poucos policiais. Muitos moradores? Não, gente boa não faz isso porque trabalha no dia seguinte. São marginais, mesmo, infiltrados na comunidade, e não apenas nesta comunidade, que se apropriam de partes da cidade como se elas fossem suas. 
    Eu tenho medo! Tenho medo que, aos poucos, Santa Rosa volte a conviver com a violência que encontrei ao chegar aqui, no final de 1987. As pessoas viviam em pânico. Havia claramente áreas onde a marginalidade era tanta que as pessoas eram orientadas a evitar certas vilas. Ir lá à noite, especialmente à noite, somente com salvo-conduto de moradores conhecidos. Ou alguém acha que o nome da vila “Pau-pega” era um elogio?
    Tenho medo que estejamos voltando àquele tempo. Foi aquela banalização que levou ao assassinato do motorista Ademar Pereira da Luz e logo depois motivou a vinda do Batalhão de Operações Especiais para uma “limpeza” em larga escala. Somente então melhorou. 
    xxx 
    Imagino que todos leram em algum jornal ou site, nesta semana, matérias sobre o índice de desarmamento. O Sul é a única região onde o fluxo se inverteu. Em vez de se desarmar, a população está comprando armas. 
    Aí vem um estudioso de instituto dizer que isso é cultural, que o gaúcho sempre gostou de armas, como se estivesse no seu DNA. Mentira! Outros registram que é porque somos pequenos proprietários rurais, donos de sítios, em busca de alguma proteção. Meia-verdade! 
    Eu nunca tive uma arma e espero não ter. Mas entendo quem está se armando. É medo que leva a isso. O povo quer é segurança, viver em paz e usufruir do fruto do seu trabalho, e quando o Estado não consegue dar essa segurança, esse mesmo povo encontra seu meio de se proteger. 
    O Sul, especialmente Santa Catarina e o Rio Grande do Sul, estão sofrendo com a escalada de violência. É fora da normalidade. E com ela, o cidadão se arma. E também se torna bárbara, basta ver como há “comemorações silenciosas” quando a Polícia metralha algum bandido.