• sexta-feira, 13 de dezembro de 2013 08:27

    Evoluímos!?

    Fim de ano sempre surgem pautas mais leves, quando estamos com o espírito desarmado, pronto para o tal Natal de Hollywood... Dia desses, debatíamos, entre amigos, a propalada evolução do homem como indivíduo social, com opinião quase unânime que a sociedade melhorou consideravelmente nas últimas décadas. Quando o Uruguai, “a menina dos olhos da América do Sul”, legaliza a maconha, estará um passo à frente ou retrocede vários? Tenho comigo a convicção que o homem que se vale dos vícios para dar sentido à vida, já a abandonou faz tempo.
    Quando leio em jornal que hospital alemão tem “gaveta” para mães abandonarem bebês anonimamente, devo supor que entrei em alguma cápsula do tempo e viajei séculos ao passado. Alguém vai dizer “melhor abandonar as crianças deste modo que abortar” ou outro dirá “melhor assim que jogá-las em qualquer beco, sem a mínima assistência”. Alguém vai dizer “que louvável iniciativa” como se a medida sugerisse avanço na civilização.
    Quanto ligo a TV em canais abertos e vejo a imbecilidade camperear solta, com a buçalidade rendendo milhões a apresentadores e artistas completamente desprovidos de cérebro, aí penso que voltamos à época da Roma imperial do “pão e circo”. Quando vejo festas ou motéis para cachorros eu ponho as notícias na mesma cesta onde li sobre mendigos queimados e quadrilhas traficando gente, fico a indagar: há o que fazer? Sei não... O homem - no coletivo - não é capaz de produzir nada muito melhor. Ele sempre estará observando os de sua espécie como presas. Ao meu olhar, aquele que buzina enlouquecido para uma senhora com criança no colo atravessando lentamente uma faixa de segurança é o mesmo cara que assalta o banco. Neles, o sentimento é uma pedra.
    Um homem que andou na Galileia há dois mil anos disse “amai ao próximo como a ti mesmo”. Quem conhece esse sentimento puro é o voluntário em ações sociais, é aquele que se mobiliza nas comunidades, é aquele que põe mãos à obra quando sabe que nada terá como retribuição. Nesses acredito, nesse poder de mudar a pequena aldeia, mesmo que alcance apenas cinco ou seis.
    Enquanto isso, o ano termina com relativa paz e amor na Rosa Santa. Ninguém quer opinar seriamente para avaliar o atual Governo ao terminar o primeiro ano de mandato... No máximo, um que outro sugere, entre sussurros ou um sinal com os dedos para dar média. Tudo guardado sob a pele (de lobos ou cordeiros?).
    Bem, estou em férias por duas semanas. Creio que o Jardel, colega do site, ocupará o espaço neste tempo. Vou à praia, de modo que certamente voltarei com a língua salgada.

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

     

  • sexta-feira, 6 de dezembro de 2013 17:02

    Verdades sobre o Centro Cultural

    Se na comunidade há muitos que discordam do investimento feito na prefeitura velha, é natural que na administração municipal ocorra o mesmo. Aliás, fazer o Centro Cultural neste terreno nobre, no coração da cidade, nunca foi um projeto unânime. Pelo contrário, foi aceito na base da pressão exercida pela Cidade Interativa.

    Então, a cada episódio como este que obrigará a Prefeitura a investir mais R$ 270 mil para avançar nas obras do Centro Cultural, também se erguem vozes contrárias. É compreensível, em tese. Mas recentemente o município deixou de aplicar R$ 150 mil no Fundo de Cultura, porém destinou valor igual para sanar contas do Musicanto. A Santa Rosa dos 100 anos não pode abrir mão de um local como este.

    Tem gente que não se conforma que esta imensa gleba tenha se mantido em mãos do poder público e, por via de conseqüência, do público/população. A especulação imobiliária sempre teve um olho fino puxado para este filão.

    Parêntese um: lucro em negócio é uma coisa, especulação é outra. Estou impressionado com a gana de certas imobiliárias de Santa Rosa para fazer dinheiro fácil. Certa feita pus a casa à venda por R$ 70 mil. Descobri que pediam por ela R$ 88 mil. Caramba! Um conhecido meu pretendia conseguir R$ 150 mil pelo seu imóvel. Descobriu que a imobiliária pedia R$ 213 mil. Céus!

    Mas, voltando à baila anterior... A cidade carece com urgência de outro local para eventos de médio porte, exposições, cinema, eventos. O Centro Cívico está sobrecarregado, esgotado, quase sem datas disponíveis.(Parêntese dois: ele também precisa de investimentos, em assentos novos, por exemplo). Tudo se concentra ali. O Centro Cultural aliviará essa demanda quando estiver totalmente pronto. Isso sem contar na Secretaria de Cultura que precisa urgente de mais e melhor espaço. Terá isso no novo prédio.

    O valor investido é alto? Na época que construíram o "elefante branco" também acharam, aqueles que pensavam pequeno e aqueles que imaginavam que Santa Rosa continuaria sempre uma vila no meio do quase nada...

    Certa estava a Cidade Interativa em bater pé neste projeto. Certa está a Prefeitura em correr atrás e viabilizar os recursos necessários para a obra. O futuro dará razão a quem militou na causa.

    Fora de tempo: Prefeitura precisa urgente desobstruir as bocas de lobo desta cidade. É dela a obrigação. Ontem em muitas ruas era um caos.

  • quinta-feira, 5 de dezembro de 2013 15:31

    Um poema qualquer

    Nos cânions de minha carne

    uma fina nuvem abriu caminhos

    por entre rochas e musgos

    até assomar na raiz dos olhos

    - mar onde tudo culmina.

     

    Os que viram

    Supunham ser água evaporada.

     

    Engano.

    Era fumaça de lava

    Comendo pedras.

  • sexta-feira, 29 de novembro de 2013 17:49

    A Santa Rosa centenária

    Depois de ler esta frase inicial, feche os olhos alguns segundos e reflita: como você gostaria que fosse Santa Rosa em
    2031?

    Opa! Antes, vá fazer um check-up geral de saúde, para estar vivo nesta data e soltar balões (se o Greenpeace deixar, claro!). Se você entrar pela porta do SUS, vá mais cedo à fila. Ser for usuário de plano de saúde, entre em outra fila - que não deixa de ser fila, só que chique. Se precisar de alguns exames específicos, agende muito antes, uns três meses pelo menos.

    Agora, sim, pode se deliciar e pensar no centenário do mais pujante município da Fronteira Noroeste. Sim, isso de região da Grande Santa Rosa já foi pro beleléu. As cidades vizinhas, filhas da mesma mãe, estão rebeladas e querem mudar o sobrenome. Direito delas, e nesse tempo do politicamente correto, melhor não facilitar.

    Não pense em trabalhar. Pense no lazer. Primeiro, pense em você andando pelos calçadões estreitos e cheio de defeitos da Avenida Expedicionário Weber. Depois, se você agora tem 40 anos, pense que estará com 58, já arrastando as chinelas, de modo que deverá dobrar os cuidados para não sofrer quedas ao tropeçar em algum calombo. Ah, sim, em 2031 será bem diferente, afinal o Tape Porã talvez esteja implantado.

    Se você for professor do município, beleza. Mas se for professor no município, porém pago pelo Estado, então ore, reze, faça promessa (para cumprir somente depois) para que um raio caia na cabeça dos governantes e seu salário seja adequado. Ah, saudades daquele tempo que "era bom negócio ser marido de professora". Se você for pai, instrua seus filhos a entrarem na corrente de oração, pois do jeito que a coisa está, pode ser que o professor tenha se tornado espécie em extinção no centenário.

    Teremos um aeroporto melhor em 2031, se o PAC não emPACar. Assim, os vereadores poderão viajar com maior comodidade e conforto, quem sabe até formando um consórcio regional para fretar voos coletivos já que os roteiros são quase sempre para Foz do Iguaçu e algumas cidades com a mesma capacidade de atrair aqueles que são ávidos por qualificação.

    Santa Rosa será uma cidade turística em 2031, pois terá aprendido a explorar as imagens de Xuxa, Taffarel e roteiros relacionados à imigração. Boa notícia para os agricultores, afinal, terão estradas em ótimas condições.

    Centenário em 2014

    Bem, deixando de lado o humor, Santa Rosa é uma cidade maravilhosa, próspera, polo em educação, saúde e geração de renda. Adoro esta terra. Por isso critico, por querê-la sempre melhor. E, para constar, em 2014 é o centenário da demarcação da colônia, daquele marco no Colégio Liminha. Então, aí serão 100 anos. Ou, lendo Tereza Crhistensen, 100 anos já foram duas vezes antes: havia índios aqui e havia mestiços nesses campos antes de 1914.