• segunda-feira, 5 de agosto de 2013 09:24

    Se melhorar, estraga?

     

    Santa Rosa aparece em 31º lugar na lista dos municípios
    gaúchos no ranking do Índice de Desenvolvimento Huma-
    no, o que pode ser traduzido por qualidade de vida. Está classificada no nível alto. Então, se melhorar, estraga?

    O estudo avalia dados oficiais, de 1991 a 2010. Mostra que nesse tempo houve avanços nas três áreas englobadas: distribuição de renda, longevidade (expectativa de vida) e educação. Os números atestam o que é visível a qualquer pessoa que aqui viveu nesse período. Eu, por exemplo, vim para cá em 1987. Vejo, hoje, outra cidade, bem menos marginalizada, com mais saúde, moradia, emprego e investimentos em infraestrutura básica.

    Há pelo menos duas ótimas notícias advindas do estudo: ocupamos um lugar de destaque no Estado e também no País, e a pobreza, aquela "braba", quase desapareceu por aqui. Mas, há sempre um mas, Horizontina - que é logo ali - dá um vareio em nós ao figurar na 11ª posição entre todos os gaúchos.

    Então, cabe a pergunta: Se melhorar, estraga?

    Englobando as áreas do estudo e outras mais, aquelas que respondem por nossa qualidade de vida, vão uns pitacos. Assim como qualquer pessoa percebe "a olhos vistos" os avanços sociais e econômicos das últimas décadas, também pode verificar que surgiram problemas novos para se somar a alguns insolúveis (?).

    O santa-rosense tem mais grana, daí que os carros se multiplicam em nossas ruas, de cara são pelo menos três reclames gerais: engarrafamento constante, falta de vagas ao estacionamento e ausência de asfalto decente em algumas das principais vias. Isso tudo é para ontem!

    Nesta pequena lista de coisas a resolver: filas em alguns postos de saúde e falta de mão de obra qualificada em vários setores.

    Nós já éramos?

    Esse mesmo estudo do IPEA/PNUD dá de ripa na pinha da gauchada. Ele é implacável. Dos 20 municípios em melhor posição na lista, 11 estão no Estado de São Paulo. Aliás, os paulistas asseguraram 55 entre as 100 melhores no Índice de Desenvolvimento Humano. É vareio.

    O Brasil, visto por estes números, é uma desproporção só. Entre os 100 primeiros listados, apenas 14 não são de São Paulo e dos três estados do Sul. Esse é o país desenvolvido. Para nós, gaúchos, um alerta: Santa Catarina emplacou 21 municípios entre os melhores, contra apenas sete do Rio Grande do Sul (3 a 1). Mas o Paraná também decepciona, com apenas três.

    Faz muito que Santa Catarina é a "menina dos olhos", inclusive dos empresários da nossa região, pois fazem significativos investimentos lá. Quanto um metalúrgico que aqui ganha R$ 1 mil me diz que está indo embora, nem precisa perguntar para onde. É para lá, para ganhar o dobro, fazendo a mesma coisa. Praias mais quentes, cidades mais desenvolvidas e melhores ganhos salariais. Isso atrai, e muito.

    O Rio Grande do Sul, salvo algumas ilhas, está ficando para trás. Há anos isso é perceptível. Nossos ranços não permitem certos avanços.

    Quando o povo sai à rua para efetuar cobranças das autoridades políticas, está sim, querendo princípios, mas está exigindo uma sociedade que lhe garanta qualidade de vida.

    Então, se melhorar, estraga?

  • sexta-feira, 2 de agosto de 2013 16:48

    Se melhorar, estraga?

    Santa Rosa aparece em 31º lugar na lista dos municípios gaúchos no ranking do Índice de Desenvolvimento Humano, o que pode ser traduzido por qualidade de vida. Está classificada no nível alto. Então, se melhorar, estraga?

    O estudo avalia dados oficiais, de 1991 a 2010. Mostra que nesse tempo houve avanços nas três áreas englobadas: distribuição de renda, longevidade (expectativa de vida) e educação. Os números atestam o que é visível a qualquer pessoa que aqui viveu nesse período. Eu, por exemplo, vim para cá em 1987. Vejo, hoje, outra cidade, bem menos marginalizada, com mais saúde, moradia, emprego e investimentos em infraestrutura básica.

    Há pelo menos duas ótimas notícias advindas do estudo: ocupamos um lugar de destaque no Estado e também no País, e a pobreza, aquela "braba", quase desapareceu por aqui. Mas, há sempre um mas, Horizontina - que é logo ali - dá um vareio em nós ao figurar na 11ª posição entre todos os gaúchos.

    Então, cabe a pergunta: Se melhorar, estraga?

    Englobando as áreas do estudo e outras mais, aquelas que respondem por nossa qualidade de vida, vão uns pitacos. Assim como qualquer pessoa percebe "a olhos vistos" os avanços sociais e econômicos das últimas décadas, também pode verificar que surgiram problemas novos para se somar a alguns insolúveis (?).

    O santa-rosense tem mais grana, daí que os carros se multiplicam em nossas ruas, de cara são pelo menos três reclames gerais: engarrafamento constante, falta de vagas ao estacionamento e ausência de asfalto decente em algumas das principais vias. Isso tudo é para ontem!

    Nesta pequena lista de coisas a resolver: filas em alguns postos de saúde e falta de mão de obra qualificada em vários setores.

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    Nós já éramos?

    Esse mesmo estudo do IPEA/PNUD dá de ripa na pinha da gauchada. Ele é implacável. Dos 20 municípios em melhor posição na lista, 11 estão no Estado de São Paulo. Aliás, os paulistas asseguraram 55 entre as 100 melhores no Índice de Desenvolvimento Humano. É vareio.

    O Brasil, visto por estes números, é uma desproporção só. Entre os 100 primeiros listados, apenas 14 não são de São Paulo e dos três estados do Sul. Esse é o país desenvolvido. Para nós, gaúchos, um alerta: Santa Catarina emplacou 21 municípios entre os melhores, contra apenas sete do Rio Grande do Sul (3 a 1). Mas o Paraná também decepciona, com apenas três.

    Faz muito que Santa Catarina é a "menina dos olhos", inclusive dos empresários da nossa região, pois fazem significativos investimentos lá. Quanto um metalúrgico que aqui ganha R$ 1 mil me diz que está indo embora, nem precisa perguntar para onde. É para lá, para ganhar o dobro, fazendo a mesma coisa. Praias mais quentes, cidades mais desenvolvidas e melhores ganhos salariais. Isso atrai, e muito.

    O Rio Grande do Sul, salvo algumas ilhas, está ficando para trás. Há anos isso é perceptível. Nossos ranços não permitem certos avanços.

    Quando o povo sai à rua para efetuar cobranças das autoridades políticas, está sim, querendo princípios, mas está exigindo uma sociedade que lhe garanta qualidade de vida.

    Então, se melhorar, estraga?

  • sexta-feira, 26 de julho de 2013 16:25

    Se a moda pega!

     

    Há coisas que vêm encordoadas; assuntos também. Por isso, alguns temas aguardam na fila de espera até que outro o desperte.

    Lá no meu Giruazinho se falava que assunto atado no "fio do bigode" não carecia de assinatura. Ou então que "a palavra bastava". É, mas faz tempo que a Gilette pegou meio parelho.

    Recebi de um amigo, a seguinte notícia: "Testemunhas devem pagar multa por prestar falsas informações em juízo", que em termos básicos registra: "A 5ª Turma do Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (RS) manteve decisão do juiz Maurício Marca, da 2ª Vara do Trabalho de Passo Fundo, que aplicou multa a duas testemunhas que prestaram informações erradas sobre o horário de trabalho de uma reclamante".

    Traduzindo, como atesta o título da matéria veiculada pelo jornal da Serra Gaúcha, as duas pessoas mentiram ao comparecer como testemunhas de uma pessoa que cobrava indenização trabalhista! As figuras foram condenadas a pagar multa, mesmo que de valor baixo, por conta da má-fé diante da Corte.

    Ahã! No decorrer da ação, a juíza percebeu algo errado, pois analisou duas petições distintas do mesmo autor e achou "furo". Mentira da grande! E quem ajudava tecer a mentira (testemunhas) também caíram na malha.

    Quase sempre o empregador marcha nestas ações, principalmente pela dificuldade em conseguir provar o contrário do atestado pelos reclamantes, alguns velhos conhecidos da Justiça.

    Bingo. Se a moda pega, aposto que muita "cosa" muda.

    ***

    Noutro dia, um oficial da Brigada Militar, contava, numa dessas prosas "em off" sobre questões relacionadas à aplicação da Lei Maria da Penha, que tem muito de provalecimento, uso indevido. Mencionou a dificuldade de o acusado fazer defesa antes de ser penalizado de alguma forma. Na maioria das vezes é palavra contra palavra, só.

    Não estou contestando a lei, o seu resultado positivo ou a sua necessidade. Estou citando relatos. Não foi uma pessoa que falou sobre isso, sobre o quão difícil é construir argumentos que livrem de acabar em cana ou sair da casa que também é sua.

    Mas, e quando a mulher mente no registro da ocorrência? Se ela tem clara intenção de prejudicar o marido, pode usar a força da lei para obter vantagem... Então, se no decorrer do processo ficar provado que a mulher mentiu, como fica? Entrar com ação de dano moral?

    Bem caberia uma punição nos moldes dessa aplicada na Serra aos mentirosos.

    Se a moda pega, a "cosa" muda.

    ***

    Para furungar mais longe... Que tal aplicar à política, às promessas feitas em campanha alguma penalização? Uma vez que um candidato registra em plano de governo, que fala na TV e nas rádios, que usa de discurso enganoso para com o povo, deveria haver algum enquadramento legal. Deveria ser punido. Afinal, usam de mentiras para acessar benefícios que são concedidos por voto, ou seja, é quase um estelionato.

    Seria bem simples de acompanhar. Bastaria registrar todos os materiais publicitários de campanha em cartório e depois, no decorrer do governo, observar o que se fez. Claro, caberia defesa, justificativa, mas coerente, tipo: "não fiz porque a arrecadação do município diminuiu xis %". Mas daria seriedade à política.

    Isso tudo posto diante da Justiça ia dar pano prá manga! E no Judiciário, quase sempre, a gente confia.

    Já que o "fio do bigode" anda sumido com tanta similar de Gilette no mercado, é bom ver a Justiça com este zelo.

  • sexta-feira, 19 de julho de 2013 14:59

    Acorda, João!

    Acorda, João, acorda ou a Maria vai estar mil anos luz à tua frente quando você sair do cochilo desta idade de ouro...

    Entenda por idade de ouro a mais bela fase da vida, dos anseios juvenis, dos namoros quentes, das baladas varando a noite. É bom curtir tudo isso, mas é bom também não desligar os motores e ficar para ver os carros em ultrapassagem.

    Acorda, João, que esse Dia do Homem é mais que uma data para pensar na saúde, é para refletir sobre a vida e as portas que se abrem ou se fecham. E esse tom poético e jocoso é para pegar pesado mesmo, que tem muito João dormindo em berço esplêndido enquanto a Maria seguiu seu caminho faz tempo.

    Dia do Homem!!! Um amigo meu suou frio, já pensando que era Dia do Homem lavar louça, fazer a comida, ajeitar a casa! Chegou a dizer: "De novo!"

    Dia do Homem? Para quê? Ah, sim, para alertar para a necessidade de realizar periodicamente os exames de saúde, principalmente aqueles como eu, à beira dos 40 anos, que vão ao médico somente quando a coisa enfeia, mas enfeia mesmo.

    Talvez no futuro o Dia do Homem "cole", dê certo como data comemorativa. Quem sabe também passemos a receber presentes, flores (sim, por que não?) e jantares especiais... Afinal, mamãe ganha presente, papai também, mulher também... Quero o meu todo ano a partir de agora!

    Vou mais longe neste pensar. Acho que Dia do Homem é para o homem acordar. Nesse tempo maluco, em que tudo muda em poucos dias, quem menos voa é jato, e quem não estiver disposto a avançar logo será tartaruga ao sol. Elas sabem disso e aprenderam a decolar Boeing enquanto alguns ainda pilotam teco-tecos.

    Há 20 anos eu ingressava na faculdade de Letras na primeira turma da Unijuí em Santa Rosa. Éramos cinco homens no início do curso. Somente eu me formei, com 20 moças. A proporção era a mesma em quase todos os cursos superiores, com exceção de Educação Física. Era fácil perceber que a mocidade masculina estava fora das salas de aula após o Ensino Médio, que preferia a gandaia. E já falávamos da ascensão feminina, de como elas tomariam o poder.

    O homem é mais prático, mais direto, quer logo fazer carteira de motorista, cair na festa, ou ir para o mercado de trabalho imediato, aquele que rende algum dinheiro para dizer que é seu, para fazer da vida o que quiser. E assim se afasta dos estudos. Quer o hoje, sem tempo para ver o amanhã.

    A mulher, mais ponderada, mais cabeça-feira aos 18 anos, continua nos estudos. Daí que não é surpresa alguma constatar, passadas duas décadas, que elas estão em todos os ambientes de trabalho, com postos de gerências, gestoras e conduzindo rumos. Aproveitaram cada espaço, com maestria e dedicação.

    O estudo já fazia toda a diferença. Fará cada vez mais à medida que o governo investe pesado para oferecer novas portas de acesso. A nova sociedade vai cobrar preço elevado de quem não estudar, se aperfeiçoar, seguir inovador.

    Sempre haverá espaço para o trabalho braçal, a pior parte do serviço e as menores remunerações. Acorda, garoto, que a festa sempre é tentadora, mas a ressaca também vem. Acorda, João, que a juventude é só um breve período no todo da vida!

    Antes que as mulheres encham meu email com farpas, não estou sendo machista. Estou é preocupado com a meninada. Tenho visto muito piá se largando nas cordas depois do Ensino Médio. Acorda, garoto, que a festa sempre é tentadora, mas a ressaca também vem.