• terça-feira, 23 de abril de 2013 14:16

    Área da ferrovia: um novo debate

    Há um debate instalado quanto à venda da área frontal ao Parcão/Mercado Público, a atual pista de bicicross e eventual paradouro do parque infantil. A comunidade se deu em conta que aquilo é dela, que pode fazer uso agora e no futuro, para múltiplos fins. Prefeitura, Ministério Público Federal, entidades, enfim, amplia-se a discussão.

    Quero propor um olhar ainda mais abrangente, não com relação ao terreno que é do Município (continuidade do Parcão). Que tal ampliarmos a discussão para a área da ferrovia, do centro à entrada da Vila Jardim, que a Cidade Interativa deseja ver transformado em uma grande opção de lazer. A saída/venda da Trevosul, cogitada, abriria espaço a este projeto.

    Então, as autoridades poderiam começar por instalar um grupo de trabalho para avaliar quem se utiliza atualmente da área de domínio da RFFSA, e com que autorização. Não creio que seja apenas o piquete na entrada do pórtico da Oktoberfest que esteja sobre área pública. Prefeitura ou Ministério Público poderia inspecionar todo o trajeto, para começar.

    Depois, o passo crucial é estabelecer um projeto para a área que inicia na Rua Duque de Caxias, passa pelo “canto do Parcão”, passa atrás da Janeco e do posto, até chegar na Praça Ernani Denardin (frente do Exército). Isso é urgente, até porque está no centro e completamente abandonado. Dar a esta área um ar de civilização, sem ébrios e outros drogados tomando conta e instalando pânico em quem passa ao largo da área, é uma medida para ontem.

  • sexta-feira, 19 de abril de 2013 13:28

    Impressionam nossos finais de semana

    Nós, repórteres, temos acesso às ocorrências policiais da Brigada Militar e da Polícia Civil. Divulgamos algumas, ou

    tras ignoramos, mas colocamos nelas nossos olhos, pelo menos para cruzar de relance na informação.

    O que chama atenção, mesmo é a grande quantidade de casos qualificados como Lei Maria da Penha. Especialmente nos finais de semana. É pelo menos um caso em cada dia de sexta a domingo, mas, em geral, há mais registros. Os números da Brigada Militar estão aí para confirmar isso.

    É tudo álcool, é tudo em casa. É a explosão da covardia de quem não pode agredir o mundo e passa a agredir aqueles que são o seu mundo. É quando o homem não trabalha, vê sua miséria, suas frustrações pessoais, se joga no álcool, e para não se dar conta dessa miserabilidade, violenta o mundo ao seu redor.

    Os finais de semana são de terror para muita gente. Muita mesmo.

    Enquanto isso, o governo fomenta as indústrias fabricantes de bebidas alcoólicas, altamente lucrativas em termos de impostos, num contraditório discurso que prega menos violência no trânsito, em casa, nos estádios de futebol. Se cortar o álcool da vida das pessoas já muda todo o cenário.

  • sexta-feira, 19 de abril de 2013 13:26

    As meninas que engravidam cedo demais

    Uma vez, quando lecionava numa escola municipal, constatei

    que as meninas ingressavam cedo demais no mundo do
    sexo. Crianças brincando com a verdade.

    Ao conversar com Elenir Vicini, que coordenava um programa de gravidez na adolescência, fiquei ainda mais abismado quando ela contou que essas adolescentes, algumas delas verdadeiras crianças, queriam engravidar para sair de casa. Gravidez era uma esperança de ter sua própria miséria, só que não partilhada com uma prole de irmãos e pais.

    Há poucos dias, ative-me a olhar atenciosamente os dados da Fundação de Saúde sobre gravidez na adolescência em Santa Rosa. Comemorei silenciosamente uma boa notícia: o índice de casos diminui muito nos anos mais recentes. Xinguei, mentalmente, uma má notícia: ainda é nas vilas de menor poder aquisitivo que as jovens engravidam cedo demais.

    As ocorrências de gravidez entre jovens com menos de 20 anos, há apenas sete anos somavam 16%. Esse número agora está situado em 10,6%. Soltemos rojões, façamos festa! A condição social melhorou e com ela, as expectativas, os sonhos, e as jovens se dão conta que podem mais que amamentar outra criança. Mas também é verdade que surte efeito o trabalho educativo nas escolas, nos postos de saúde, nas famílias. Por outro lado, dói perceber que ainda é nas comunidades com menor poder aquisitivo que as jovens deixam de lado os estudos para cuidar de filhos e fraldas. Traduzindo, significa partilhar a pobreza, redistribuir o quase-nada. O distrito de saúde que apresentou o número mais elevado foi a Agrícola, com 18,9 %, ou seja, quase um em cada cinco partos foi de mãe com menos de 20 anos. Depois aparece a Auxiliadora (17,8 %), a Planalto (16,3%) e a Sete de Setembro. A leitura é simples: é justamente aí que devem ser concentrados todos os esforços para mudar mentes.

    Avançamos, como sociedade, sim, mas é possível ir além. Todo nosso esforço deve ser para ofertar mais livros, mais cultura, mais sonhos aos adolescentes, dar a eles oportunidades e janelas. É isso que muda a vida!

     

     

  • quarta-feira, 17 de abril de 2013 10:46

    A página que sumiu

    Muito se falou e escreveu nos últimos dias, entre os apaixonados pelo debate franco, a respeito da página 4 do Jornal Noroeste que não foi publicada na edição de sexta-feira, 12. A página que sumiu!

    Em tese, há quem pense que a página do Bem-te-vi, as colunas do Gilberto Kieling e deste autor, além do Observador, foi suprimida definitivamente. Nada disso! Ela volta nesta semana.

    Outros pensam que foi censurada, devido seu teor altamente crítico, como pode ser conferido no formato online que publicamos neste site no final de semana. Também não foi este o motivo!

    Outros argumentam que foi boicotada por forças invisíveis!!! Menos, gente, menos!

    Simplesmente não foi publicada por conta de um erro técnico, da gráfica, que recebeu duas páginas com o número 4: uma para o caderno e outra com o Bem-te-vi e colunas. Houve rodagem duplicada da página do caderno Casa, como percebe quem tem o exemplar impresso.

    Mas está tudo aqui, no site. Eu, o Beto e o Bem-te-vi, com toda a carga crítica que possuía.

    BOM MESMO é saber que as pessoas nos leem e sentem imediatamente a ausência. Isso vem para comprovar a força da NOROESTE na comunidade.