• sexta-feira, 12 de abril de 2013 14:49

    Venda do Parcão e do Moroni vai esquentar

    O secretário municipal Carlos Nasi anunciou na semana passada que a Prefeitura estuda vender áreas do município para investir na construção de um grande ginásio de esportes e outros projetos. Teoricamente, nada demais.

    Teoricamente. Ocorre que Nasi citou duas áreas de valor sentimental e imobiliário que vão dar pano pra manga: Ginásio de Esportes João Batista Moroni e o trecho que pertencia à rede ferroviária e coube ao município no mesmo processo que abriu espaço para o surgimento do Parcão.

    Há muitas outras áreas, terrenos que são de propriedade do município, sem uso, que vão entrar nessa venda. Tuparendi também faz isso, ofertando lotes que pertenciam a escolas desativadas. Então, é um artifício legal, com possibilidade de arrecadar valores úteis em outras iniciativas. Tudo certo!

    Ocorre que a venda do terreno do Parcão e do "ginasião" tem tudo para se transformar em uma grande dor de cabeça ao prefeito. Nasi falou por Vicini, deu o indicativo da venda. O negócio é contestado dentro do próprio partido do prefeito Vicini, onde tem gente que não quer nem ouvir falar no assunto. Se em casa o tema é polêmico, o que dizer fora dela.

    Nesta sábado uma galera que gosta da ecologia promoverá uma manifestação na Travessa Teixeira Mendes, na frente do Parcão. Para localizar o leitor, a área em questão é onde tem a pista de bicicross e volta meia um circo ou parque infantil monta acampamento provisório. Espaço nobre, no coração da cidade. Nosso povo, já hoje, mas no futuro mais ainda, há de querer espaços para lazer, para curtir o bom que a vida oferece, e conta com este espaço.

    O secretário está contradizendo o prefeito, ou o próprio prefeito está se contradizendo. Vicini tem falado abertamente em defesa do projeto da Cidade Interativa de criar o tal "Caminho Verde" que iria do Centro até a entrada do Bairro Cruzeiro, utilizando o largo da ferrovia. Se o Parcão é o começo do Tape Porã, esse espaço é a sequência, indo para as bandas do quartel, Trevosul, Oliveira, etc.

    O vereador Valdemar Fonseca já baixou a lenha na Administração sobre este mesmo assunto na Rádio Noroeste. Argumentou com convicção contra a venda, contra o leilão, que tende a puxar o valor dos lotes para baixo, e o assunto deve ganhar o plenário da Câmara nas próximas sessões.

    Quanto vale uma área tão nobre, ou melhor, duas áreas tão nobres no centrão da cidade? Alguns/muitos milhões. A área da ferrovia vai até a Rua Duque de Caxias, numa extensão de 200 metros ou mais, por muitos de largura. Já o Ginásio Moroni, que realmente está um caco, é terreno de esquina, em área que se valorizou demais nos últimos anos com a instalação dos bancos e empreendimentos imobiliários.

    Um amigo, corretor imobiliário, fez uma avaliação "descompromissada" a meu pedido. Arriscou que a área do Moroni vale mais de R$ 2,5 milhões. Contou que a esquina da nova Caixa, no lado oposto da Praça da Independência, foi vendida há quase dois anos por R$ 1 milhão. E o terreno era muito, mas muito menor. Por outro lado, valeria R$ 6 milhões ou mais o terreno do Parcão, aquele canto entre a Avenida Expedicionário Weber e a Teixeira Mendes, com fundos para a Travessa Egon Kunde.

    É muita grana. Vai dar pano pra manga!

  • quinta-feira, 11 de abril de 2013 17:17

    Impróprio para estacionar

    Há muitos locais em Santa Rosa, especialmente próximo a esquinas, onde deveria ser proibido estacionar.

    Nosso trânsito já é um caos, por “ene” razões, e uma que contribui muito para tornar ainda mais lento o fluxo de veículos é a existência permissão para estacionar em locais que atrapalham. Cito três, somente para exemplificar: Parcão, parada de ônibus na Vencal e Escola Paul Harris.

    Perto da Vencal para mais de uma dezena de ônibus nos horários de pico. Eles precisam de espaço. E não é raro encontrar carro estacionado bem na saída deste brete (em local onde é permitido estacionar). Isso obriga os motoristas dos coletivos a manobrar para o meio da pista, de modo que se forma uma imensa fila para trás, sem fluxo. É uma esquina vital para fluir o trânsito.

    No Parcão é quase a mesma coisa. Quem vem de Nacional e quer dobrar para a rótula da Brigada, volta e meia sofre com veículos estacionados na esquina - na frente do parquinho, onde o espaço é mínimo. Pode? Pode, sim. Mas se tem um veículo maior na pista, aí tudo vira fila única, e congestionamento que vai de rótula a rótula.

    Uso ainda como exemplo a Escola Paul Harris porque passo lá todos os dias, embora em outros educandários a situação não é muito diferente. Ali a rua frontal à escola é estreita e nos horários de aula os dois lados da via estão tomados por carros estacionados (que ficam ali o dia todo), o que dificulta muito a passagem de veículos. Deveria ser liberado apenas um lado para estacionar, como fizeram com a Rua Francisco Timm, na Timbaúva.

    Certo está o motorista em utilizar estas áreas se estão disponíveis para este fim. Ainda mais em uma cidade que está cada vez mais cheia de carros e minguada em espaços... Quem deveria fazer uma revisão completa do quadro é a Prefeitura, através da Secretaria de Mobilidade Urbana.

    São pequenas atitudes que podem fazer muita diferença.

  • quarta-feira, 10 de abril de 2013 14:39

    Temos seis vezes mais casos de dengue que Porto Alegre

    Não é para alarmar, nem para atemorizar que traço o paralelo. Quero apenas alertar os leitores quando ao risco real de o santa-rosense ser picado pelo mosquito e contrair dengue. Observe um quadro comparativo:

    A cidade gaúcha com maior número de casos confirmados neste início de ano é a capital do Estado. Em Porto Alegre foram contabilizados, até ontem, 123 casos de dengue, para uma população de um milhão e 400 mil habitantes. A divisão do número populacional pelo número de casos aponta que há um registro da doença para cada 11.382 habitantes.

    Já em Santa Rosa, considerando cerca de 70 mil habitantes, há um registro de dengue em cada grupo de duas mil pessoas. Proporcionalmente, o índice de Santa Rosa é quase seis vezes mais alto que o de Porto Alegre.

    É, no mínimo, para deixar a gente com a “pulga atrás da orelha”.

  • terça-feira, 9 de abril de 2013 09:56

    Expectativa de vida do santa-rosense aumentou

    Uma leitura acurada do boletim da Fundação Municipal de Saúde que traz dados sobre nascimentos e mortes, faz um mapeamento da expectativa de vida do santa-rosense nas últimas três décadas.

    Tanto para os homens quanto para as mulheres as notícias são boas, com aumento superior a seis anos no tempo de vida, com índice crescente na década passada. No entanto, o relatório ainda aponta que a mulher vive, em média, seis anos mais que o homem.

    Em 1980, a expectativa de vida de uma mulher ao nascer era de 73 anos, média que saltou para praticamente 79 anos no início desta década. Já os homens nascidos em 1980 tinham expectativa de vida de 65,6 anos, média que se elevou praticamente para 73 anos.


    É a comprovação da eficácia do Sistema Único de Saúde implantado em Santa Rosa, que já passou por governos de três partidos diferentes e se mantém como referência em resultados.