sexta-feira, 10 de março de 2017 16:34

A eternidade do prefeito

Vou riscar dois elogios ao prefeito e uma crítica, e trazer de volta à cena a Cidade Interativa. Simples assim.
Quando Vicini assumiu a prefeitura, em 2013, escrevi uma coluna em que listava três obras que o colocariam em patamar diferenciado no tocante a obras deixadas para a posteridade. Citei o Tape Porã, a Avenida América e o Centro Cultural. Isto feito, não nessa ordem, necessariamente, o prefeito saltaria ao topo entre grandes homens que Santa Rosa conheceu. Sim, porque não basta ser o gestor tantas vezes, tem que assinar legado!
Hoje, mesmo com tão pouco tempo de apropriação pela comunidade o Tape Porã é cartão postal do município, talvez o local mais querido pelas pessoas nos dias atuais. E se Vicini ou os prefeitos que o sucederem levarem o projeto adiante, com execução de mais obras e infraestrutura (e a arborização que somente o tempo trará), então teremos o espaço de lazer para nossos netos. Gol de placa do Vicini.
Quando o projeto Tape Porã foi concebido pela Cidade Interativa (sim, foram os malas que sonharam isso) havia a visão de futuro, muito embora talvez nem mesmo aqueles que estavam no movimento conseguissem dimensionar exatamente quão grandioso seria o impacto do novo parque. Da mesma forma como foi com o Parcão.
Ocorre o mesmo com a Avenida América, obra sonhada há décadas e que dormiu sobre a mesa de muitos prefeitos, porque sabemos que aciona o play do futuro. Não é de Vicini o mérito todo, não. Mas é dele o esforço para executar a maior parte da via, concluir e entregar para tráfego. Ninguém sabe o que acontecerá em seu entorno nos próximos anos, mas certamente uma nova cidade se desenha a partir dessa obra. Golaço.
Tape Porã e Avenida América já são do cidadão santa-rosense. Sob minha perspectiva, falta o Centro Cultural. Sei que outros dirão que falta, antes, o ginásio esportivo para cinco ou 10 mil pessoas. É outra prosa! O Centro Cultural é o coração da cidade, é onde todos passam o tempo todo. É local que estará ligado ao Centro Cívico, à Biblioteca, à Praça Cívica, aos nossos principais eventos culturais, inclusive o Brique na Praça (que precisa urgentemente ser fomentado).
Também o Centro Cultural é luta da Cidade Interativa, OSCIP adormecida nos dias atuais. E creio que todos os políticos certamente comemoram essa dormência. Por que escrevo isso? Porque apenas na última semana ouvi duas pessoas falarem com ganas de trazer a entidade outra vez à luz. Que notícia maravilhosa Dr. Facchin!
Sim, Borges foi tachado de muitas coisas desagradáveis quando quis fazer o Centro Cívico, aquela babilônia no centro. Hoje se vê quem estava certo. Por favor, concluam o Centro Cultural e revitalizem esse entorno. E depois, por favor, tragam das cinzas o Musicanto.

 

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Comentários
  • Marister Faccin sábado, 11 de março de 2017 20:48

    Parabéns pelo comentário. Sou totalmente favorável as 3 abordagens