sábado, 4 de novembro de 2017 08:47

A prosa sobre ideologia de gênero

Dia desses, vi o Zelindo questionar com veemência: Quem está por trás da ideologia de gênero? Os partidos de esquerda ou de direita?

Eu mudaria esta pergunta, Zé. Eu a faria da seguinte forma: Quem tira proveito de toda essa discussão em torno da ideologia de gênero?

No entanto, qualquer leitor que queira responder as perguntas formuladas acima se verá diante de uma resposta em comum: há um viés político por trás de todo este cenário. Isso é indiscutível.

Penso que há algo muito maior, algo orquestrado, por trás de todas estas discussões recentes em torno das exposições e manifestações dos grupos de ativistas dos movimentos LGBT e afins. E, sinceramente, me faltam peças para montar o quebra-cabeça.

Concordo com o pensamento da maioria, esse que dissemina a ideia do berço comunista/socialista de esquerda ao fomento da ideologia de gênero. Tem esse viés de desconstituir a sociedade tradicional, retirar o foco das coletividades para fortalecer indivíduos, desta forma é mais fácil controlar as pessoas. Há uma cartilha para isso.

Mas, então, se o movimento é de esquerda, porque empresas capitalistas de grande poder econômico, como Unillever, Itaú e Santander financiam exposições e projetos que focam identidade de gênero? Em tese, este seria o ápice do capitalismo, financiar uma revolução social promovida pela esquerda mais ortodoxa? Podem crer que não!

Essa marcha em torno dos direitos dos homossexuais (e tantas outras definições) sempre existiu. É de anos essa caminhada. Porém, ganhou espaço tão enorme recentemente, por quê? Ou então, talvez devêssemos nos perguntar: Conservadorismo interessa a quem? Moralismo interessa a quem? O MBL trabalha para quem?

Penso, cá com meus botões, claro, que o resumo da ópera é o seguinte: não há questões familiares e sociais em discussão, embora as igrejas e grupos se manifestem em nome da família. Há apenas um jogo político. Os partidos que brigam pelo poder nacional querem tirar proveito deste caos semeado.

A esquerda quer se valer da ideologia sim, conquistar os eleitores jovens, os milhões de simpatizantes e os mais liberais. Já a direita (e o centrão é direita) se apoia no moralismo para reconquistar votos que perdeu com as merdas que fez apoiando o governo Temer.

Há dois pontos em comum nisso tudo: os dois lados querem ganhar politicamente fomentando a discussão, os dois querem puxar o tema à baila para fazer o povo esquecer os roubos que cometeram.

Toda essa discussão tem um nó bem dado. As velhas hienas que estão no poder querem se manter lá e contam com nossa cegueira.

No meio disso, estamos no mesmo cenário que 1964. Acorda povo! Renovação 100%. Não vote em ninguém da esquerda, direita, centro ou seja lá o que for que esteja lá.

Faça seu comentário