segunda-feira, 11 de dezembro de 2017 08:24

A reforma da previdência e geração de riquezas

Certo dia li uma entrevista do Olavo de Carvalho, talvez o grande guru da direita brasileira (que não vive no Brasil, diga-se), na qual ele mostrava desalento com seu pupilo Bolsonaro.

Carvalho deu a entender que falta à Bolsonaro, e à direita nacional, uma vocação nacionalista verdadeira, autêntica. Alguém que dê aos patriotas um motivo para se orgulharem da pátria. Alguém que seja capaz de gerar riquezas aos brasileiros. Ele ajudou a criar Bolsonaro, mas mostra desapontamento. Embora o apoie.

Pois bem, traga isso ao país de hoje. Ora, o PMDB atual é a direita no poder, assim como é o PSDB e todos esses partidos alinhados a eles. Não há uma política voltada ao Brasil, que vise levar a assumir papel de relevância mundial, de enriquecimento que permaneça. Há uma política de entreguismo. Ela pode refrigerar por alguns dias, mas nos deixará pobres, se não miseráveis.

Essa sanha em torno da Reforma da Previdência é ilusória. Há apenas duas coisas em jogo, e não é a estabilidade futura da nação.

A primeira é o olho grande espichado para os fundos de pensões. Pensa, somente em Santa Rosa o fundo dos servidores municipais tem em conta R$ 200 milhões. Projeta isso para o todo e perceberá a fatia de riqueza que há a explorar. Quem vai ficar com o bolo?

Porém, o que está em jogo é que somos a última geração de trabalhadores braçais. Os jovens que estão se dirigindo ao mercado de trabalho não sonham se tornarem metalúrgicos como eu sonhava para ter condições de pagar o aluguel da minha mãe. Eles querem vida melhor. Pergunte lá no SENAI quantos bolsistas ficam nas empresas depois do curso...

Sem nossa mão de obra barata, só se comprarem escravos na África... É, eles vendem ainda. A Ásia também. Isso não é novidade. Somos a geração que precisa ser explorada ao máximo.

Olavo de Carvalho diz que a riqueza deve ser empregada para erguer uma nação forte, um povo garboso. Nisso concordamos todos.

Como gerar novas riquezas? Não sei! Mas, certamente não é entregando de graça todos os nossos recursos. Certamente passa pelo aproveitamento, na industrialização, de tudo que é recurso natural deste país rico e imenso.

Que se abasteça o Brasil com o preço justo ao brasileiro, e se venda o excedente aos EUA, com valor mais elevado, e eles que paguem, se quiserem pagar. E que se partilhem os recursos financeiros gerados com a população, não com os bancos que já levam bilhões de nosso capital.

Uma pesquisa recente mostrou que a metade dos brasileiros ganhou menos de um salário por mês no ano passado. Assim, vai comprar o quê? Mal pagará a comida.

Se tivéssemos um governo inteligente ele faria alianças com as grandes empresas, não entregaria tudo de graça a elas. Nesse aspecto, talvez o último inteligente tenha sido Getúlio Vargas... Isso faz tempo.

Para piorar, até agora, nenhum dos nomes especulados à Presidência da República convence.

Sinceramente, o Brasil não é o país do futuro.

 

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