sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 09:18

Da série re/leituras e perguntas

Algumas frases ou situações não precisam de tradução para o português popular ou internetês. Alguns exemplos...

“O deputado Darcísio Perondi (MDB) esteve, nessa quarta-feira (31), pela segunda vez, com o embaixador argentino em Brasília, Carlos Magariños, para tratar da construção da ponte internacional entre Porto Xavier, no Brasil, e San Javier, na Argentina. A primeira reunião foi no dia oito de novembro do ano passado e contou com a presença também do deputado Cajar Nardes. Magariños informou que o Chanceler de seu país, Jorge Faurie, está aberto ao diálogo e disposto a receber uma delegação brasileira. Ele sugeriu que haja uma manifestação expressa do governo brasileiro, da pessoa do presidente Michel Temer, diretamente para o presidente argentino, Mauricio Macri, como forma de fortalecer a posição binacional em favor da ponte. Perondi se comprometeu a trabalhar para que essa manifestação aconteça”.

Essa, por exemplo, que é um Saara de nada... (nada em todos os nadas possíveis).

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O post de um internauta sobre um menino de sete anos sair algemado de uma escola porque agrediu a professora. “Nos Estados Unidos é isso que acontece”... O advogado não disse, mas sua postagem sugere que defende a medida, do contrário não a compartilharia, apenas para dizer: “Vejam que notícia curiosa”! É isso que se lê nas entrelinhas.

É uma provação clara a respostas que desqualificam Paulo Freire e culpam o pensador da educação brasileira pelo sistema atual. Porém omite os fracassos dos nossos governos. E dos EUA também. Se o modelo EUA é tão bom, por que seguidamente lemos notícias de massacres provocados por estudantes que atiram contra professores e colegas, muitas vezes com mortandade bem acentuada, como foi Columbine?

Volto ao tema noutra oportunidade...

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Fique bem claro que não ouço Pablo Vittar, não iria a show dele (nem de graça) e não espero que o tragam a Santa Rosa.

Houve toda uma agitação na comunidade quando alguém cogitou que a Fenasoja poderia trazê-lo para show. Então, pudemos ver o quanto ainda somos primitivos.

Pablo Vittar não.

Mas Mister Catra e suas não sei quantas esposas e quase 30 filhos sim (mesmo sabendo que no Brasil poligamia é crime). Ele é o cara, o espelho do garanhão que dá conta de todas.

Pablo não.

Mas a dupla sertaneja sim, aquela que mandou chamar um harém inteiro das mais belas garotas de programa da região para saciar a fome de carne depois do show, enquanto as esposas dormem em casa...

Não estamos discutindo valor artístico, que sinceramente acho que Pablo não tem.

Estamos discutindo moralismos.

É essa a sociedade que alimentamos, que namora com 1964 sem escrúpulo algum.

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Há muito que se sabe que nossa sociedade adoeceu, em todos os sentidos.

“Janeiro de 2018 - Em novembro de 2017, segundo a Associação Brasileira de Distribuição e Logística de Produtos Farmacêuticos (Abradilan) houve crescimento de 10,8% nas vendas de medicamentos e não medicamentos (cosméticos) na comparação com o mesmo período de 2016. As vendas totalizaram R$ 440,3 milhões”...

Uéh, cadê a crise econômica? Ela está aí, nesses números. Crise acentua problemas de saúde. Há quem lucre.

 

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