sexta-feira, 22 de dezembro de 2017 16:17

Há tantas coisas a dizer

O Natal está às portas. Época de festejar. Blá-blá-blá. Período usado para reflexões. Blá-blá-blá.

O ano finda pior do que começou. Termina com o povo servido à mesa como peru de Natal.

Há sim muito a comemorar. No âmbito local, por exemplo, é preciso reconhecer que os servidores estarem com os vencimentos em dia é louvável diante do cenário desalentador que percebemos no Estado e Brasil afora.

Notícia boa é o vice-prefeito anunciar que o Centro Cultural estará em uso no final de 2018. E reabrir a discussão com relação ao destino do Ginásio Moroni, que não pode simplesmente permanecer aos ratos como hoje está. E nova etapa na Avenida América...

As polêmicas recentes, porém, não podem ser ignoradas, como a falta de verbas e a greve na Abosco, o corte do vale-alimentação aos servidores aposentados, o pagamento de um 13º aos vereadores. Situações como estas nos demonstram o quanto a classe política ainda precisa evoluir para caminhar de encontro aos anseios da população.

Não é para comemorar a ignorância de torcedores (de Grêmio e Inter) nas redes sociais, porque elas comprovam o quão rasteiras algumas pessoas conseguem ser. Dói porque nessa hora se percebe como realmente somos medíocres enquanto sociedade.

Também dói chegar na biblioteca e ser informado que uma escola pública está devolvendo livros porque os pais não gostam do conteúdo. Dói porque a censura moralista é tosca, porque passamos a nos importar mais com quem fulano ou fulana “fica” do que com a honestidade e a ética tão em falta no País.

Há tanta coisa a dizer da política nacional que eu precisaria o Noroeste todo e ainda faltaria espaço. É tão trágico que nos parece comédia. Como é comédia essa nova moda da troca de nomes de partidos que apodreceram dominados pelos cânceres. É jogo de cena para enganar bobos.

E, se eu usasse todo o Noroeste, faltaria espaço para narrar as mentiras que os dois lados (esquerda e direita) contaram durante o ano para iludir o povo. As deslavadas são tantas que a população prefere qualquer tosquice a ver noticiários de TV ou ler jornal. Uma, apenas para ilustrar, é a inflação em queda, como se não sentíssemos na pele os aumentos na luz, combustível, gás...

É NATAL. Época de renovação. Por isso eu tenho esperança. Tenho porque há eleições em 2018 e penso que os jovens vão responder à altura, vão remover essa velharada corrupta. Tenho porque nós, os honestos, somos maiorias. Tenho porque historicamente todo povo massacrado reage.

E tenho porque não posso crer que a covardia nos torne perus natalinos!

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