segunda-feira, 22 de janeiro de 2018 14:52

O que os blocos não entendem

O julgamento do Lula, no dia 24, ainda dará muito pano para manga, e não encerra antes das eleições deste ano. Quem sabe, nem mesmo depois do pleito.

Eu pensava a respeito dos fatos, a partir do nível de corrupção exibido pela Lava-Jato, e buscava compreender a inércia do povo. Há tanta lama escorrendo de Brasília (Senado, Parlamento e Governo) que, sinceramente, não sei como a população ainda silencia. Silencia porque não se espelha em nada do que vê...

O que isso tem a ver com o julgamento? Nada. Ou tudo. Haverá movimento nas ruas em Porto Alegre? Creio que sim. Quem? Grupos de militantes, sindicalistas, petistas declarados, enfim, o bloco tradicional da esquerda.

Eis o ponto um! Estavam enganados aqueles que diziam que conceitos políticos, tais como esquerda e direita, eram ultrapassados. Poucas vezes, ao longo das últimas décadas, estiveram tão claros. Eis o ponto dois! Igualmente, agora se percebe que também estiveram camuflados os ranços de cor da pele, sexualidade e classe social que julgávamos superados. Estavam escondidos sob uma camada de pó, quase adormecidos sobre móveis de luxo. Quase!

A esquerda promoveu avanços significativos no Brasil, por mais que a direita os negue. Porém, quando a esquerda quer propor uma Venezuela aqui, ela finda em si mesma. Já a direita tenta mascarar que não houve golpe. Houve sim, e conta com a influência dos Estados Unidos e dos grandes capitais.

O que isso tem a ver com o julgamento de Lula? Tudo. Os blocos estão por trás desse cenário todo. Não é o brasileiro que move peças. São os extremos da esquerda e da direita que se movem e agitam a cortina do teatro. E se der “quebradeira”, será entre eles. O brasileiro estará em casa, a ver TV.

O que os blocos (esquerda e direita) ainda não perceberam é que o brasileiro não os quer como blocos de ranços. Não quer a esquerda, essa do MST e das invasões às escolas/universidades. Da mesma forma não quer a direita do PMDB/PSDB que entrega o país ao capital estrangeiro.

O BRASILEIRO QUER UM PAÍS PARA VIVER DIGNAMENTE.

O brasileiro não quer essa violência desenfreada e uma política de direitos humanos que trata o bandido como se ele fosse o mocinho. Mas também não quer se aposentar aos 65, em regime que se assemelha à escravidão. O brasileiro não quer pagar centavos pela gasolina se tiver que trabalhar uma semana para pagar um quilo de carne, como acontece na Venezuela. Como também não quer pagar uma fortuna pelo litro de gasolina ou um botijão de gás, como no Brasil, porque o petróleo não deve mais ser nosso.

Eu sou brasileiro, e quero o Brasil (ou um Brasil) para meus filhos. E hoje, sinceramente, não o vislumbro entre os blocos que produzem ranços.

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