sexta-feira, 30 de junho de 2017 18:06

Tenho que escrever sobre as notícias

Escrevo ciente que me xingarão porque defendo os “bandidos”.Não que me importe com isso, porém me ofende a certeza de que há indivíduos potencialmente incapazes de ler o que realmente se esconde para além da camada rasteira das manchetes.
O caso ocorreu há poucos dias. Massacre de pobres. No Brasil, claro. Que grande país é esse em que a TV mal noticia o assassinato de 10 posseiros (sem terras) em uma fazenda no Pará? E a mídia coloca o assunto à baila usando o termo “confronto armado deixa 10 mortos”.
Não é uma coluna contra a polícia, até porque a respeito muito. É sobre aquele episódio. Dez mortos e nove armas recuperadas. Policiais contra MST? Para se perguntar: 10 corpos de posseiros perfurados à bala e nenhum ferido no lado dos policiais? Que confronto é esse? A OAB e o Ministério Público qualificaram como massacre.
Toda a ação foi motivada porque queriam prender suspeitos de matar um segurança da fazenda.
Não faz muitos dias nove agricultores sem terra foram chacinados porque um madeireiro (hoje foragido) queria as terras (griladas) para extrair toras.
Até quando isso? Até quando a Justiça não será justa?
Até quando os imbecis vão culpar o MST por tudo?
Até quando os ‘doutores’ seguirão com seus discursos, repicados na mídia?
O Brasil precisa ser justo, antes de mais nada. Ou nunca será nada!
A questão é o certo e o errado. E nem me venham com essa de “depende de como se olha”.
Agora é sobre a guria de São Luiz que sumiu em Porto Alegre num sábado, depois de avisar a família que regressaria naquele dia para o interior. Não embarcou. A mãe entrou em desespero. Celular desligado ou caixa postal. Dois ou três dias que a Polícia colocou o aparato para procurá-la.
E no final, foi encontrada no hotel. Brigada com namorado... Não pensou na família? Não pesou as consequências? Quanto tempo da polícia desperdiçado, os custos disso. Quem paga?
Os nossos jovens de hoje querem tudo... do seu jeito. O resto não importa... Um egoísmo que caminha para o vazio.
A sociedade caminha para este vazio. Importa o que Eu quero e penso. Egoísmo que destrói.
O caminho pede uma rótula, pede um retorno. Urgente! Voltar aos valores fundamentais, voltar a ter clara noção do que é certo ou errado, valorizar o que é bom.
Isso me incomodou profundamente.

P.S: Enquanto escrevia sobre fatos negativos perdi meu celular no centro da cidade. A dona Irís, da Morada do Sol, encontrou e me devolveu (sem cobrar nada). Ainda dá para acreditar nos humanos...

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