sábado, 18 de novembro de 2017 11:54

Uma lenha na fogueira do Parque

É para ontem que se faça uma discussão mais profunda em torno do uso do Parque de Exposições de Santa Rosa, reconhecidamente um dos mais bonitos do Estado. Quem tem que puxar a frente? A Prefeitura, ora.

Cabe impor certas medidas, mesmo a contragosto. E não penso no dito custo mensal. A Prefeitura, segundo dito pelo secretário Rodrigo Burkle, gasta mais de R$ 60 mil mensais com a manutenção, limpeza e segurança da estrutura. Ou seja, R$ 720 mil ao ano.

Parece muito, mas apenas a Fenasoja, dito pelo presidente Alexandre Maronez, investiu R$ 6,6 milhões em melhorias e estruturas novas nos últimos anos. Junte a este valor o agregado pelas etnias nas Praças das Nações, associação de kart, Hortigranjeiros, etc e tal, e teremos um número bem maior.

Colocado assim, vê-se que a prefeitura muito ganha com a presença das entidades diversas, e que seu valor mensal aportado é pequeno. E a Prefeitura não pode se eximir de cuidar do espaço que é seu.

No entanto, fica claro em qualquer discussão mais franca, como foi o debate na Rádio Noroeste no último sábado, que o Parque de Exposições carece de formar um grupo gestor, um núcleo de decisões, e isso é para ontem. Um conselho que reúna todas as entidades sediadas lá, e não são poucas, com poder decisório.

A Prefeitura já fez tentativas nesse sentido, de estabelecer um plano diretor e formar um grupo capaz de decidir uso do espaço. Freou nas reações de alguns. Recuou. Tem que bater pé, bater martelo, e pronto.

Do modo como está, a Prefeitura se omite e é refém dos contratos de concessão já assinados. Simples assim, há vários espaços em que a Prefeitura não manda. É do Município, mas também não é. Não estou citando esta ou aquela entidade, até porque seria injusto.

Convenhamos, o Parque de Exposições é público e administrado pelo ente público, que tem todos os custos. Quem paga algo para a Prefeitura? Uma taxa de uso de R$ 1.500,00 por dia de evento promovido é nada diante do lucro que alguns eventos auferem.

Meu pensamento é simples. Parte do lucro de todas as entidades que promovem eventos (rodeios, bailes da terceira idade, kart, shows, etc.) deve ficar para o caixa comum do Parque de Exposições. Não para a Prefeitura. E esse conselho gestor decide como investir.

Essa discussão é para ontem.

Ah, tem Festa das Etnias no Parque neste final de semana.

Faça seu comentário