• quinta-feira, 1 de outubro de 2015 09:20

    Estudantes com necessidades especiais participaram do Salão do Conhecimento

    A necessidade especial auditiva de Cleonice Zawastski acadêmica do 10º semestre de curso de Administração da UNIJUÍ Câmpus Santa Rosa, não impediu que a mesma acompanhasse as apresentações de trabalhos durante o Salão do Conhecimento.

    A Universidade possibilita através do acompanhamento de uma intérprete de libras que a mesma consiga obter sua graduação, e mostrando que neste caso a necessidade especial não impede o aprendizado.

    Cleonice teve o auxílio da intérprete Ana Schmidt e acompanhou atentamente a explanação dos trabalhos apresentados durante a noite da terça-feira, 30. “É riquíssimo o aprendizado desta noite, pois saímos um pouco da teoria e partimos para a prática, o que também me auxiliará no meu Trabalho de Conclusão de Curso”, afirmou a acadêmica.

    Sobre sua vida acadêmica a aluna destacou que o início da caminhada acadêmica foi um pouco complicada, pois teve que se habituar a uma nova realidade, mas com muito esforço está chegando a sua graduação, mas uma intérprete auxiliou muito no trabalho. Questionada se sofreu algum tipo de preconceito ela afirmou que alguns colegas inicialmente, por desconhecer sua necessidade especial, de um certo modo a isolavam, por não saber conversar com ela, mas com o passar do tempo eles notaram a normalidade, e hoje tem um relacionamento normal com todos eles.

    A Educação inclusiva na UNIJUÍ Câmpus Santa Rosa, conforme o pró-reitor Ariosto Sparemberger, busca atender os alunos com problemas auditivos e outras necessidades especiais. “A UNIJUÍ possui o Núcleo de Educação Inclusiva, que oferece suporte para a inclusão de pessoas com necessidades educacionais especiais no ensino superior. Em Santa Rosa já formamos três administradores e a Cleonice será a quarta”, destacou.

  • segunda-feira, 3 de agosto de 2015 10:02

    #Eunãocompartilho

    #Eunãocompartilho

    A Cruz Vermelha filial de Santa Rosa lança nesta segunda-feira a campanha #Eunãocompartilho. Conforme Juliana Knorst, presidente da entidade, o intuito é conscientizar a comunidade a não compartilhar foto de acidentados e vítimas de tragédias em redes sociais.

    Com o questionamento: Já pensou se fosse um familiar seu? A campanha busca inibir esta ação, evitando assim que familiares recebam fotos de seus entes queridos antes mesmo de serem comunicados do acidente.

    Eu compartilho a campanha, mas #Eunãocompartilho fotos de acidentados.

  • sexta-feira, 19 de junho de 2015 16:28

    Meta é assegurar trabalho a todos os apenados

    Um projeto que está em andamento no Presídio Estadual de Santa Rosa foca, principalmente, a recuperação dos apenados. Conforme Cláudio Harley Bardo, administrador da casa de detenção, o objetivo é promover a ressocialização. Hoje, 75% dos 370 presos trabalham, dentro e fora da instituição penal.

    A intenção é, até o mês de outubro, ter 100% dos apenados realizando alguma atividade. A meta somente é possível de alcançar através de parcerias com indústrias locais. Hoje, duas metalúrgicas estão com seu chão de fábrica instalado dentro da unidade prisional. Além delas, acordos com a Fundação Municipal da Saúde, Mugica (coleta do lixo), Lar do Idoso, Padaria Lago e uma empresa de obras e serviços, utilizam essa mão de obra.

    Cristiano Rodrigo Criveletto é quem coordena o trabalho da Metalúrgica Netz. “Estamos com a parceria com o presídio há dois anos. É um trabalho social que a empresa realiza, ligado também com a redução de custos da produção”, explica. Cada apenado recebe, mensalmente, cerca de um salário mínimo, além de ter sua pena reduzida. A cada três dias trabalhados é assegurado um dia a menos de detenção.

    A psicóloga Letícia Cella Côas, coordenadora da equipe técnica da administração, afirma que o trabalho é importante na recuperação do preso. “O projeto contempla inúmeras ações de saúde, religião, educação e trabalho que os prepara para voltar a conviver com a comunidade”, argumenta.

    Para o apenado é uma nova oportunidade para quando terminar de cumprir a pena, voltar à sociedade e ter de novo sua vida digna. A encarcerada P.R.S. cumpre pena por tráfico e está no presídio há três anos. “Acabei me envolvendo com a venda de drogas e perdi minha liberdade. Hoje aproveito a oportunidade para retomar minha vida de forma correta. Estou estudando e quando sair daqui terei uma profissão”, afirmou. Ela não esconde o desejo de uma vida melhor: “Fazer pão, hoje é muito mais que uma ocupação. É algo que me deixa entusiasmada e me faz esperar o dia de amanhã. Quando eu sair, levarei a vontade de acertar e proporcionar uma vida digna para meus filhos, os quais sofrem muito com minha ausência”, reiterou.

    Cláudio Bardo acrescenta a grande maioria das pessoas que cumpre pena, cerca de 75%, é por envolvimento com o tráfico de drogas. Conforme o setor de Saúde, neste caso existe uma preocupação também em acompanhar os dependentes químicos. “Realizamos um tratamento, com o auxílio de profissionais das unidades terapêuticas, para recuperar e retirá-los do círculo da droga”, afirma.

    A educação é outro projeto prioritário. “Estamos buscando parcerias para oportunizar cursos técnicos, formando assim profissionais capacitados e prontos para o mercado de trabalho. Hoje os apenados podem concluir o ensino fundamental e médio, dentro da prisão”, relata Cláudio. Todas essas iniciativas são realidade devido o incentivo comunitário. “O recurso repassado pelo Estado é insuficiente para manutenção e ações de educação, mas com a ajuda da população conseguimos avançar”, encerrou.

    • Atualmente 75% dos apenados já trabalham. Meta é chegar aos 100%. Atualmente 75% dos apenados já trabalham. Meta é chegar aos 100%.
  • segunda-feira, 8 de junho de 2015 10:31

    Ainda sobre o concurso

    A Câmara de Vereadores deve um pedido de desculpas à comunidade. O Ministério Público, através de apontamento dos vereadores Sônia Conti e Dado Silva, investigou e “obrigou” a casa a cancelar o concurso. A decisão pegou a mesa diretora desprevenida, pois não sabia de supostas irregularidades, as quais foram comprovadas pelo promotor. Ou sabia?

    Em discurso a Câmara disse que a responsabilidade pelos erros era da empresa. No meu aponto de vista, caberia ao legislativo acompanhar todo o processo, pois quem promove deveria zelar pela clareza, evitando erros. Claro, isso se estiver dentro dos interesses de alguns. Como ocorre regularmente na política.

    Sobre as tais “cartas marcadas”, não é novidade que isso ocorra em nosso país. Mas cabe a nós exigir clareza, dificultando a ação dos mal intencionados.

    O MP foi sábio e evitou que mais de 1.900 pessoas se prejudicassem com um futuro cancelamento após as provas serem realizadas. Conheço inúmeras pessoas que estão estudando para este concurso. São horas e horas de dedicação, e isso deve ser levado em conta.

    Com o TAC assinado, em torno de 90 dias uma nova empresa deve ser contratada.

    Primeiro passo agora é os vereadores exigir uma nova comissão para coordenar o concurso, já que a atual não foi capaz de fiscalizar os editais. Isso mostrará a preocupação de que o processo ocorra da melhor forma possível.

    O que deixa a comunidade mais tranqüila, é que o promotor acompanhará de perto este processo.