• terça-feira, 22 de agosto de 2017 16:03

    Grávida aos 40!

    O desejo de se tornar mãe existe no coração de praticamente todas às mulheres.

    Tornei-me mãe pela primeira vez aos 17 anos, tudo fácil, rápido e cheio de novidades. A segunda gestação ocorreu aos 30 anos, difícil, demorado e ainda cheio de novidades.

    Nem sempre querer é poder. Muitas mulheres passam anos tentando engravidar, realizam tratamentos médicos e buscam alternativas para realizar o sonho de ser mãe.

    O tempo passa e bum...grávida aos 40!

    O momento de tornar esse desejo realidade é algo a ser discutido em nossa conversa de hoje. A Médica da família Ediléia Fischer ressalta que atualmente existe um grupo de mulheres que buscam liberdade financeira e estabilidade na carreira profissional e acabam optando em serem mães aos 40 anos.

    Essa decisão pode causar alguns riscos. As anomalias genéticas podem ocorrem em 5% dos fetos em gestações com mulheres com essa idade, a síndrome de down, por exemplo, está entre as anomalias.

    O risco de abortamento salta de 10% em uma gestante de 20 anos para 40% em uma gestação de uma mãe de 40 anos. A diminuição na taxa de fertilidade aumenta o risco de diabetes gestacional e doença hipertensiva. “Mulheres que tem este desejo aos 40 anos deverão consultar um médico antes de engravidar”, destaca Ediléia.

    Mas é claro que nem tudo são números, porcentagens e fatores de risco. Existe o lado glamuroso da gestação nesse período. A maturidade deixa a mulher mais segura, tornando-se mães maravilhosas.

    Zenaide Lenz, adovogada tornou-se mãe pela segunda vez aos 43 anos. “Depois de 26 anos, após o nascimento do meu primeiro filho Charles, meu presente de Deus chegou, Joaquim”. Zenaide afirma ter tido uma gravidez, calma, tranquila “quase parando”, brincou.

    A mãe destaca que não teve medo da gravidez, mas sim de começar tudo novamente.

    O melhor motivo de todos para ser mãe aos 40 é que sua vida irá começar toda de novo. Tudo o que já havia se tornado cansativo, rotineiro e sem emoção, irá renascer pelos olhos do seu filho. A cada pedacinho do mundo que você apresenta a seu filho, você também o conhece de novo como se fosse à primeira vez.

    Precauções para ser mãe aos 40:

    1. Será necessário prestar atenção especial à alimentação, comendo frutas e verduras, legumes, cereais integrais, ácidos graxos ômega-3; assim como proteínas tanto vegetais como de origem animal e é preciso evitar o excesso de sal, as gorduras e os doces em excesso.
    2. É necessário manter um peso saudável, para o qual colaborarão uma dieta saudável e o exercício diário.
    3. Realize exercícios moderados todos os dias, onde os passeios e pequenas caminhadas diárias contribuirão para o bom estado físico.
    4. Claro que você deve evitar o excesso de café e as bebidas alcoólicas.
    5. Não tome medicamentos sem consultar o seu médico e siga todas as orientações que ele tenha recomendado.

    Quando fazer tratamentos para engravidar depois dos 40 anos?

    Caso após algumas tentativas a mulher não conseguir engravidar, ela pode optar pelas técnicas de fertilização assistida ou adotar uma criança. Algumas técnicas que podem ser usadas quando a gravidez natural não acontece são:

    • Indução da ovulação;
    • Fertilização in vitro;
    • Inseminação artificial.

    Estes tratamentos são indicados quando o casal não consegue engravidar sozinho após 1 ano de tentativas. Eles são uma boa alternativa para quem tem dificuldade em engravidar mas também podem ser bastante desgastantes pois a cada ano que passa as chances da mulher conseguir engravidar ou manter uma gravidez vão sendo reduzidas e cada um destes tratamentos só devem ser realizados 1 vez por ano.

    Dicas para engravidar mais rápido

    Se você tem 40 anos e deseja engravidar, aqui estão algumas dicas que podem ajudar:

    • Realizar um check-up antes de começarem as tentativas para engravidar;
    • Verificar sua taxa de fertilidade através dum exame de sangue para checar os níveis de FSH e/ou estradiol no início do ciclo menstrual. Os níveis destes hormônios podem sugerir que os ovários já não respondem aos hormônios que induzem a ovulação.
    • Começar a tomar ácido fólico 3 meses antes de começarem as tentativas para engravidar;
    • Praticar exercícios físicos de forma regular e se alimentar bem;
    • Evitar o estresse e a ansiedade;
    • Ter relações durante o período fértil. Para saber quando é o seu próximo período fértil insira seus dados:

    Maternidade - Amar é cuidar!

    • Zenaide Lenz, grávida aos 40 anos Zenaide Lenz, grávida aos 40 anos
    • Joaquim Joaquim
  • quarta-feira, 16 de agosto de 2017 15:14

    Avaliação Oftalmológica em bebês

    Quando minhas filhas nasceram o olhar delas me encantou. Elas literalmente abriram os olhos para o mundo. Duas janelinhas recebendo toda luz que o mundo pode oferecer. Os olhinhos dos nossos bebês merecem cuidados especiais.

    A maioria dos prematuros desenvolvem problemas de visão futuros quando não ocorre uma avaliação oftalmológica. Para evitar, ou já começar a tratar determinadas situações, o Hospital Vida & Saúde passou a oferecer atendimento oftalmológico durante a internação na UTI Neonatal.

    A avaliação que antes era realizada somente em casos de urgência, agora, passou a ser permanente. O Oftalmologista, Dr. André Simoni de Jesus faz as avaliações, “Devemos ter o cuidado, principalmente, quando o paciente é prematuro e necessita de oxigênio, pois essa combinação pode estimular o surgimento de neovascularização na retina levando a complicações como a retinopatia da prematuridade” destaca o médico.

    Para alívio das mamães, o teste do olhinho é fácil, não dói, não precisa de colírio e é rápido (de dois a três minutos, apenas). Uma fonte de luz sai de um aparelho chamado oftalmoscópio, tipo uma "lanterninha", onde é observado o reflexo que vem das pupilas. Quando a retina é atingida por essa luz, os olhos saudáveis refletem tons de vermelho, laranja ou amarelo,

    Logo após a avaliação Dr. André já troca informações com a Dra Michele Otani responsável técnica da UTI Neonatal, "Estamos com serviço cada vez mais multidisciplinar com avaliação de Fisioterapeuta, Nutricionista, exames de ecografia cerebrais, e agora, o atendimento oftalmológico, que pode auxiliar na prevenção e tratamento de doenças causadas pela prematuridade", destaca Dra. Michele. Este atendimento qualifica ainda mais o importante atendimento oferecido na UTI Neonatal do Hospital Vida & Saúde.

     

    Os bebês estão em fase constante de desenvolvimento, então mamães e o papai observem as fotografias de seus filhos.

    Se em vez do reflexo vermelho que fica nos olhos aparecer uma mancha branca, procure um oftalmologista.

    Pergunte ao pediatra do seu bebê quais exames que foram realizados ao seu nascimento. Se o teste do olhinho não estiver entre eles, converse com o médico a possibilidade de realizá-lo.

    A catarata não é um problema só de idoso, não. A catarata congênita é uma patologia presente ao nascimento e uma em cada cem crianças nascidas apresenta essa alteração.

    Maternidade - Amar é cuidar!

     

     

     

     

  • terça-feira, 15 de agosto de 2017 14:22

    Dia da Gestante: amor que só cresce!

    Há um ano vivenciei a gestação com direito a chutes fantásticos e azias intermináveis.

    Até parece repetição, mas a gravidez é algo purpurinado, glamuroso e dolorido. Os sentimentos se misturam. Insegurança e expectativa.

    Mas o lado purpurinado foi o melhor. Estar grávida é ver a barriga, amor e nariz crescendo juntinhos. Quando alguém te disser que tudo tem um lado bom, acredite, é verdade.

    A gravidez não é doença. Mas a dor que sentimos em nossas pernas nos fazem pensar diferente. O lugar dos enjoos e azias, após o sexto mês de gestação é ocupado pela expectativa e amor por aquele serzinho que amamos antes mesmo de conhecer.

    Não é fácil “ser gravidinha”. Manter uma alimentação saudável garante as mamães uma gestação livre de diabetes gestacional, anemias e hemorragias. Tente fazer cinco refeições preparadas com ingredientes que são fontes de proteínas, ferro, cálcio e ácido fólico, preferencialmente com um baixo teor de gordura. Mas se não der tudo bem.

    Emagreci lindamente durante a gestação. Nada parava em meu estomago. Fiquei feliz em saber que nesse período não existe peso ideal, podem esquecer aquela frase de "me alimento por dois", o certo é variar entre nove e doze quilos em todo o período gestacional.

    Podemos praticar exercícios físicos, claro que cada caso é um caso. Eu caminhava, só. Pilates com orientação profissional, alongamentos e hidroginástica são indicadas para as gestantes, pois são atividades com baixo impacto. Além de beneficiar o equilíbrio emocional da mãe a prática de exercício é um momento que ficamos em contato com o próprio corpo, sentindo como o bebê reage aos seus movimentos.

    Quer ficar linda durante a gravidez. É um desafio eu sei. Mas é possível. Para evitar as temidas estrias nada melhor do que fazer uso de hidratantes e emolientes e recomenda-se evitar as tinturas nos cabelos, em razão da química. Faça um escova, hidratação e corte.

    Por falar em cabelos, eles costumam ficar mais bonitos e a razão é biológica devido ao aumento da taxa de hormônios femininos em nosso corpo durante a gestação. O cabelo da mulher cresce em um ritmo diferente, ganha mais brilho e força.

    Na minha primeira gestação aprendi que dormir do lado esquerdo facilita o fluxo sanguíneo e previne o inchaço. De lá pra cá passaram-se 12 anos e mantenho essa posição.

    Feliz Dia para que “está gestante”, para que já foi gestante e para quem está tentando ser gestante. Muita emoção por cada chutinho, pela vida gerada e pelo amor cultivado!

     

    • Camila dos Reis Camila dos Reis
    • Nathy Santos Nathy Santos
    • Gabriela Buss Gabriela Buss
    • Solange Villar Solange Villar
    • Luana Sivert Luana Sivert
    • Tainara Leonarczyk Tainara Leonarczyk
    • Marilia Branco Marilia Branco
    • Maiara Brum Maiara Brum
    • Alessandra Oliveira Alessandra Oliveira
    • Cristina Reus Cristina Reus
    • Elisiane Pimentel Elisiane Pimentel
    • Angela Feiden Angela Feiden
    • Cheila Feltraco Cheila Feltraco
  • segunda-feira, 14 de agosto de 2017 10:55

    Teste da orelhinha

    Navegando pelas páginas do facebook me deparei com um vídeo. Um vídeo emocionante. Um bebê ouvindo pela primeira vez!

    Essas imagens me inspiraram a escrever sobre o teste da orelhinha. Lembro que na primeira semana de vida de Melissa, papai e mamãe realizaram o teste com a moça e nenhuma alteração foi encontrada. Ficamos felizes, pois ela ouviria frases como “calma filha, nós estamos aqui e te amamos”.

    Um dos sintomas mais importantes do mundo é ouvir. Os sons situam a criança no ambiente. A voz dos pais, música e barulho da chuva. Eles vão aprendendo a lidar com esses “barulhinhos”.

    O ser humano desenvolve a fala através da audição. E os estímulos auditivos devem ser realizados desde o nascimento do bebê. Então quanto antes se diagnosticar problemas de audição e tratá-los, melhor para o desenvolvimento da criança. E por isso é importante realizar o “teste da orelhinha”.

    Como funciona?

    É um teste simples, que tecnicamente se chama “Teste da presença de emissões otoacústicas”. Através dele pode-se saber se o bebê ouve, ainda que nos primeiros dias de vida. É um exame rápido e sem desconforto.

    Fatores de risco

    1. outros casos de surdez na família
    2. prematuros
    3. baixo peso ao nascer
    4. uso de antibióticos ototóxicos e diuréticos no berçário
    5. infecções congênitas principalmente citomegalovirose e rubéola

    No Brasil, por lei, todos os bebês devem ser submetidos a este exame, ainda na maternidade.

    Em Santa Rosa os exames podem ser realizados no Centro Especializado em Reabilitação - Auditiva e Intelectual.

    O bebê passou no teste, ok, vida que segue. Mas e se o bebê não passar no teste, não se desespere. Uma avaliação otorrinolaringológica será realizada.

    Se confirmada à perda auditiva a família deve ser orientada para iniciar a reabilitação auditiva.

    Informações adicionais da Organização de Otorrinopediatrica

    Quando o bebê não passa no teste, mas tem audição normal. Esta condição é comum. A presença de líquido na orelha média, vernix caseoso no conduto auditivo e até mesmo cerúmen, podem levar a um resultado positivo. Ai está a importância da avaliação médica e do reteste do bebê. Muitas instituições complementam a avaliação com Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático (PEATE automático), que é mais específico que o exame de emissões otoacústicas e em não se altera frente as condições acima.

    Frente ao teste positivo, o bebê deve ser submetido a exames mais detalhados, como o PEATE diagnóstico, comumente conhecido como BERA. Este exame poderá nos dar informações valiosas sobre a audição do bebê, determinando se ele ouve ou não e até que intensidade sonora ele ouve (limiar auditivo).

    Se confirmada a perda auditiva, o bebê deverá ser acompanhado pela equipe de otorrinolaringologistas e fonoaudiólogos que vão inciar o processo de reabilitação auditiva (surdez.org.br e implantecoclear.org.br).

    O quanto antes a criança for reabilitada, melhor será seu desenvolvimento global e o desenvolvimento da linguagem.