• quinta-feira, 21 de setembro de 2017 18:18

    Mãe de anjo

    A expectativa em ter o bebê nos braços toma conta do coração de mães e pais que sonham em encher de carinho aquele ser que ainda nem conhecem.

    E quando esse sonho não se torna realidade? Quando a dor toma o lugar da alegria?

    O que fazer nesse momento tão dolorido e repleto de perguntas?

    As mamães de anjo são tema do nosso bate-papo de hoje. Sei que falar de sofrimento não é fácil, mas faz bem trocar experiências.

    Na semana passada uma mãezinha me enviou um email com o seguinte conteúdo:

    “ Olá Fran, acompanho o Blog Maternidade há algum tempo. Gosto muito de ver e ler os textos falando da maternidade. Ainda não vi você falar sobre mães que perderam seus sonhos, seu filhos tão amados. Me chama D.S. e sou mãe de anjo. Faz quase meio ano que perdi meu Valentin. É a primeira vez que consigo escrever sobre o assunto. Não consigo continuar, não sei mais viver e não suporto essa dor que me acorda toda noite. Fran existem mais mães de anjos por ai, queria o conselho delas, me ajude, nos ajude!”.

    Sou mãe de anjo também. Perdi um anjinho um ano antes de engravidar da minha Melissa que hoje está com um aninho. Não é fácil, mas o que me ajudou bastante foi ouvir histórias de outras mães que passaram por essa situação e superaram. Pensando nisso seguem alguns depoimentos e conselhos de mães de anjo.

    Arlise Callai, mãe de um anjo

    “Eu sou mãe de um baby que partiu antes de nascer. Eu estava com 16 semanas, não foi fácil. Não sabendo que estava grávida comecei a organizar, lavar e passar todas as roupas que eram do meu filho que estava com 5 anos. Na época tomava anticoncepcional e não sabia da gravidez, mas quando descobri foi maravilhoso.

    Quando fui ao médico o querido fez exame de toque e falou que era grande e que estava com 16senanas (Porque não fez ecografia?).

    Quando cheguei em casa estava com sangue na calcinha. De madrugada começou a tortura... Fui ao hospital e estaca com aborto retido...Me mandaram embora com cinco comprimidos abortivos. Fui tomando ao longo do dia e às 17h da sexta-feira que antecedia o domingo do dia das mães meu baby foi pelo vaso do banheiro.

    Passei um dia das mães nada agradável! Na segunda quando cheguei no pronto socorro uma enfermeira chefe me reconhece e pergunta “o que você está fazendo aqui? Prontamente respondi que vim fazer uma eco , pois havia tomando remédio abortivo em casa e não sei se saiu tudo. Percebi o desespero da enfermeira...”Você não fez curetagem? Eu não acredito!

    Aí ela colocou as mãos na cabeça e sai desesperada no corredor.

    Imagina como eu e meu esposo ficamos... Fui fazer ecografia e estava lá um pedaço da placenta enorme. Fui direto p cirurgia.Eu podia ter morrido!

    Bom, mas não morri...não foi fácil chegar em casa e ver as coisas arrumadas para o baby. Lembro que meu filho chorou muito.

    Era hora de ser forte! Mas não foi fácil ...eu acordava aos prantos de madrugada e meu marido me consolava. Não tive psicólogo pelo baita erro médico.

    Tive um marido muito amoroso que teve muita paciência e carinho. Meu filho perguntava se teria um mano? Respondia que teria sim quando Deus quisesse.

    Nunca mais tomei anticoncepcional na minha vida! Usei outros métodos, tabelinha e preservativo. Não quis mais morar na casa que tudo aconteceu. ...vendemos a casa. Nove meses depois estava grávida. Tive uma gravidez de risco ...meu filho nasceu enorme . Ele vai fazer 20 anos em outubro deste ano.

    Na época eu não sabia o que sei hoje, tinha uma vida espiritual , acreditava em Deus mas não entendia o porque de tudo que passei . Quando meu filho tinha um ano e pouco fui apresentada ao evangelho de Cristo. Aprendi que meu "filho ou filha" veio para esta terra para adquirir um corpo e que voltou para casa e que um dia vou poder abraçar "ele ou ela". Estamos nesta terra para sermos provados e testados, sei que aqueles que partem antes não precisam passar pelas coisas cruéis e tristes desta vida ...eles são abençoados por isso.

    Eles ressuscitarão um dia e terão uma vida plena como todos nós. Mesmo aqueles que não acreditam, a ressurreição e para todos,bons ou ruins, cristãos ou ateus.Eu acredito nisso, faz com que eu possa continuar firme e poder dizer para essas mães: você consegue não é fácil, mas é possível por isso somos mães mesmo com o nosso filho longe essa é uma dádiva dada às mulheres, somos fortes, somos guerreiras e não nos a batemos facilmente".

    Letty Antunes, mãe de dois anjos

    Quando eu tinha 19 anos eu e meu marido decidimos que queríamos ter um filho então começamos a tentar quando veio o positivo ficamos muito felizes, mas também surpresos. Minha gestação era tranquila tudo dando certo nenhuma dor e a pressão sempre normal. Em uma sexta feira fui em uma consulta de rotina e falei que estava com um pouco de dor nas costas e um pouco de cólica então a enfermeira do posto que eu ia tentou ouvir os batimentos do bebê, mas infelizmente não conseguiu. Já estava com 34 semanas de gestação fui encaminhada para a maternidade e ali meu pesadelo começou. Eu e meu marido sofremos muito, pois nunca estamos prontos para perder um filho. Foi tão difícil fazer a eco e tudo ficar mudo meu bebê já estava com Deus.

    Então induziram meu parto, depois de muitas dores durante a madrugada consegui ganhar meu amado Arthur de parto normal induzido. Que dor saber que eu passaria por tudo aquilo, mas não teria minha recompensa em meus braços para ninar , amar, dar carinho e educar. Tudo aquilo me deixou traumatizada. Deus me dando forças para continuar e eu sempre orando junto com meu marido e familiares. A fé me ajudou a superar a perda.

    Passaram três meses após a perda do meu Arthur, procurei uma médica particular em outra cidade próxima a Porto Alegre e lá em uma consulta longa conversamos e ela disse meu corpo estava pronto pois o parto foi normal.

    Então engravidei novamente com fé que tudo daria certo!

    Fiz todos os exames e descobrimos que teríamos mais um menino. Nosso Pedro! Estávamos muito felizes. Mas com cinco meses de gestação fizemos o exame morfológico e lá estava um problema. Até então nada certo, mas parecia que nosso bebê teria um problema no coração uma Possível CIV (CIV, ou Comunicação Interventricular, ocorre quando existe um orifício ou ... entre as duas câmeras do coração chamadas de ventrículos (esquerdo e direito)).

    Nosso mundo mais uma vez desabava. Meu deus pra que tanto sofrimento era só o que pensávamos. Meu Deus não me tira mais um filho!

    Bom, seguimos minha gestação com exames, correrias, medos, choros e orações.

    Fizemos mais exames e tudo indicava que nosso bebê nasceria com uma estenose pulmonar(estenose pulmonar (pulmônica) é um estreitamento da abertura da válvula pulmonar que diminui o fluxo de sangue do ventrículo direito para a artéria pulmonar. Geralmente, ela está presente no nascimento (congênita) e, portanto, afeta crianças).

    Fui internada 10 dias antes de o Pedro nascer, pois estávamos tentando leito para Porto Alegre. Então por pura coincidência o Pedro nasceu no dia 07 de abril de 2015 bem pertinho do dia do irmão Arthur que nasceu no dia 11 de abril de 2014.

    Então nosso Pedro nasceu e fomos para Porto Alegre. Chegando lá nosso mundo desabou mais um pouco. Nossa,foi horrível!

    O problema que ele tinha era grave. Pedro uma chamada tetralogia de fallot (Os defeitos da tetralogia de Fallot causam fluxo de sangue pobre em oxigênio para fora do coração e para o resto do corpo. Os fatores de risco incluem uma doença viral como a rubéola durante a gravidez, alcoolismo materno ou histórico familiar da doença. Os sintomas incluem pele azulada e falta de ar. A cirurgia costuma ser realizada no primeiro ano de vida, seguida de tratamento contínuo). Resumindo nosso Pedro tinha quatro problemas no coração graves e um deles era a aplicação de válvula pulmonar.

    Tanta tristeza eu já nem sabia mais onde eu estava. Só pedia para Deus me dar forças!

    Então passaram alguns dias e fizeram a cirurgia dele. Eu disse para Deus que eu queria muito ter ele comigo, mas que a vontade de Deus fosse feita, pois não queria meu filho sofrendo. E infelizmente lá se foi mais um pedaço de mim depois de nove paradas cardíacas meu Pedro se foi.Ficamos sem rumo.

    Mas não poderíamos desistir ali, pois o propósito de Deus na nossa vida não era esse.

    Seguimos e sofremos. Foi difícil e sim ainda é!

    Mas passou e eu só queria um filho,mais um mas para ficar comigo. Para eu cuidar.

    Então passou o tempo e como tive cesariana do Pedro tive que esperar mais.

    Fui liberada depois de seis meses da minha cesárea. Engravidei depois de quase oito meses!

    E no ano novo de 2016 o nosso tão esperado positivo veio novamente. Com a fé no nosso Deus seguimos confiantes, pois os planos de Deus em nossa vida eram de vitória!

    Minha gestação foi seguindo e descobrimos que seria uma menina, nossa pequena Laura, nosso milagre. Laura veio ao mundo no dia 11 de agosto de 2016 um pouco antes do tempo, mas com muita saúde.

    Tive uma depressão pós parto, Mas como Nosso Deus nunca me abandona ele mais uma vez me levantou e me ajudou e fui superando tudo. Hoje minha Laura já está com 1 ano e alguns meses.

    E mesmo que todos me chamassem de louca eu sabia o que eu queria. Eu queria filhos e eu ia lutar nem que eu perdesse minha vida mas eu queria pois se eu não tivesse minha vida não teria sentido.

    Como superei tudo isso?

    Na verdade 100% não estou, mas com Deus sigo e consigo continuar a viver, me divertir, curtir minha família e minha vida afinal só temos essa vida. Tenho certeza que meus pequenos não iam gostar de me ver abatida e chorando. Isso também não resolveria nada. Hoje tenho minha vitória com o apoio dos meus irmãos em Cristo e de toda minha família.

    Obrigada mamães pela troca de experiências. Conviver com a dor não é nada fácil. Para auxiliar as mães e pais que perderam seus anjinhos, a psicóloga Daniara Wolf Kerkhoff fala sobre o sofrimento e processo de luto na perda de um filho.

    O luto não é um tema fácil de ser discutido somente no momento atual que vivemos, e sim é uma questão que atravessa toda história, devido ao homem ser o único ser consciente de sua finitude. No entanto, a forma como vivenciamos a morte de um filho e o luto que se segue é subjetiva para cada mãe, independentemente de crenças ou conhecimento, pois gera muita ansiedade e temor.

    Neste momento, é importante ressaltar que as mães precisam falar, dividir com alguém os sentimentos que podem surgir, como a raiva, tristeza, o desânimo, a saudade. Pois é necessário permitir-se vivenciar todos esses sentimentos e saber que o processo de luto leva algum tempo para ser elaborado (compreendido). Conviver esse momento sozinha é difícil e a companhia de pessoas próximas efetivamente é importante, para a reestruturação No processo de gerir o filho, traz consigo idealizações, desejos, expectativas internas tanto da mãe quanto do pai. Até mesmo enquanto está no período da gestação, o apego é um dos principais afetos estruturados.

    Um filho não é apenas uma extensão ou continuidade biológica de seus pais, mas também psicológica por ter sido investido de cuidado, atenção e carinho. Se tudo vai bem, há satisfação e um senso de segurança. Se a relação está ameaçada, existe ciúme, ansiedade, raiva. Se ocorre uma ruptura, há dor e depressão. A morte é vivenciada como “perda de um pedaço” de si. Quando a vida de um filho é interrompida, os pais são violentamente atingidos.

    A perda de uma pessoa com a qual se mantém vínculos afetivos, como um filho, é uma experiência dolorosa que fere, machuca e expõe o ser humano à própria impotência. Desde o momento da concepção até a morte, a dor é um amadurecimento pessoal. Saber que a vida de seu filho vai deixar de existir e não poder fazer nada para mudar isso é muito doloroso e causa uma enorme desestruturação nos pais.

    A morte de um filho traz aos pais sensação de falha na sua responsabilidade, pois a criança é tida como um ser frágil e indefeso que necessita de cuidado e da proteção dos adultos, por isso a sua morte causa grande frustração e culpa. Considera-se necessário ressaltar que as questões do enlutamento, à medida que afetam o comportamento da família, mudando o curso de seu ciclo vital com consequências negativas, devem ser avaliadas com extremo cuidado, para que possa ser realizadas intervenções de auxílio.

    Para isso, no entanto, é fundamental que exista uma atitude em relação ao luto, entendido como fator que origina-se de dificuldades sérias no funcionamento familiar. Observar como a mãe e o pai vivenciam e enfrentam a perda, será importante para poder auxiliar neste momento. Lembrando que é necessária a busca de um profissional neste momento, pois devido aos variados sentimentos que surgem, os pais podem não suportar todas as emoções que virão.

    Quer conversar com a psicóloga Daniara Wolf Kerkhoff, segue o link:

    https://www.facebook.com/daniarawolf.kerkhoff.5

    Oração para mães de anjo

    Mãezinha, se você pensa que seu bebe se foi...Se você chora pela saudade que seu bebe deixou no coração...e se pergunta, entre lágrimas:

    POR QUE MEU BEBE SE FOI?

    Saiba que seu bebe não se foi...Continua entre nós, de um jeito diferente.Está vivo de um jeito diferente!Com certeza do jeito perfeito, o jeito de Deus!

    Não pergunte por que seu bebe já foi tão cedo...Pergunte-se: por que ele veio?

    Por que Deus teria dado este bebê a você?O que seu bebe veio fazer entre nós?

    Seu bebe veio porque tinha uma missão,a missão de amar e ensinar a amar.E a sua missão como mãe é a de amá-lo eternamente.Seu bebe foi um raio de luz, uma mensagem de Deus.Veio e se foi...Mas sua passagem tão breve deixou tanto AMOR,tanta SAUDADE, que seria impossível esquecê-lo!Hoje mãezinha você só pode agradecer a Deuspor Ele ter enviado este presente para o seu ventre...

    A vida de seu bebe vivida contigo,mesmo que fosse por tão pouco tempo.Faça esta oração e a paz reinará novamenteem seu coração:Deus meu Pai, hoje eu sofro a dor da saudade.

    A dor de não poder mais tocar neste Anjo de Luz.Mas, mesmo entre lágrimas, te agradeço.Obrigada por ter me permitido viver com meu bebezinhotão especial, meu anjinho de luz.Obrigada pelo tempo que ele passou comigo...

    Dá-me hoje a generosidade de devolvê-lo a Ti.Toma-o, Senhor,Agora meu bebe é seu,Inteiramente Teu...

    Embora, continue sendo meu também.Que meu bebe seja um Anjo de Luz entre eu e o Senhor meu Deus;

    O mensageiro a levar minha oração ao teu coração de Pai.Conforta-me Deus, me ensinea aceitar a sua vontade, hoje e sempre.

    Amém.

     

    • Pais da Laura, após duas perdas, deram a volta por cima. Pais da Laura, após duas perdas, deram a volta por cima.
    • Princesa Laura Princesa Laura
    • Mãe Letty no Chá de Fraldas do presente de Deus Laura. Mãe Letty no Chá de Fraldas do presente de Deus Laura.
    • Mãe Letty no Chá de Fraldas do anjo Pedro. Mãe Letty no Chá de Fraldas do anjo Pedro.
    • Mãe Letty no Chá de Fraldas do anjo Arthur. Mãe Letty no Chá de Fraldas do anjo Arthur.
    • Família da mãe Arlise Callai. Família da mãe Arlise Callai.
  • segunda-feira, 18 de setembro de 2017 15:30

    A extração de células-tronco pelo dente de leite

    A maternidade é uma fonte inesgotável de descobertas. Parece clichê, mas é isso mesmo. Em uma pesquisa amigável em meu amigo e companheiro de madrugadas, “google” , encontrei um artigo falando sobre a extração de células-tronco pelo dente de leite. Logo pensei, como pode isso?

    Os tratamentos com células-tronco estão cada vez mais acessíveis e eficazes (ainda bem). Armazenar essas células preserva a saúde das novas gerações. Muito se fala que a medicina avança a cada milésimo de segundo, piscamos e um novo tratamento ou medicamento é inventado. Pensando nisso já podemos ter uma prévia do futuro. Doenças como diabetes e Alzheimer poderão não causaram tantos sofrimentos.

    O dente de leite contém células-tronco capazes de auxiliar na regeneração de diversos tipos de tecidos e órgãos. Embora tenham características comuns, as células-tronco variam na capacidade de formação. As do dente de leite são mesenquimais - podem dar origem a diversos tecidos do nosso corpo como neurônios, músculos, ossos e tecido adiposo. Atualmente, as terapias que utilizam as células-tronco embrionárias podem vir a precisar das provenientes do dente de leite. Ambas são capazes de gerar os mesmos tipos de tecidos sólidos, mas as células-tronco mesenquimais (do dente de leite) têm a vantagem de permitir que o paciente use as próprias células, minimizando o risco de rejeição e os dilemas éticos.

    É complicado. Mas e quem disse que seria fácil, ser mãe não é fácil. Mas esse assunto merece nossa atenção.

    De acordo com o odontopediatra Fábio Bibancos, diretor do Instituto Bibancos de Odontologia as células-tronco extraídas da polpa do dente de leite podem se tornar músculos, pele, ossos, tecido cardíaco e nervoso, por exemplo. Isso porque funcionam como uma chave-mestra celular”, diz. “Entre as terapias realizadas atualmente, ou em fase final de testes, estão enxertos em queimaduras, regeneração da córnea e lesões ósseas. O fato é que temos, em andamento, uma revolução na área da saúde”, finaliza.

    “A gente extrai uma quantidade muito pequena de células do dente de leite e, rapidamente, consegue multiplicá-las quase que infinitamente”, diz o periodontista José Ricardo Muniz Ferreira, membro da Sociedade Internacional de Pesquisas com Células-Tronco e da Sociedade Internacional de Terapia Celular.

    Franci, quanto custa tudo isso?

    O custo para o paciente varia entre R$ 2.980 e R$ 3.500; a anuidade é de R$ 750. Após a expansão e testes de qualidade, o cliente recebe um certificado de criopreservação.
    A criopreservação da célula-tronco do dente de leite não tem prazo de validade.

    Como fazer?

    A célula-tronco é retirada da polpa do dente de leite.
    Para que o processo seja eficaz, é necessário que o dente seja extraído no consultório do dentista. Isso é muito importante, tem de ter esse planejamento e acompanhamento.
    É importante uma consulta prévia para que o profissional avalie qual o melhor período para realizar a extração sem prejudicar a erupção do permanente, além de verificar se a polpa do dente de leite está em boas condições para a extração de células-tronco.
    Quando os pais ou responsáveis notarem que o dente está ficando mole, devem levar a criança para uma consulta. O período de queda dos dentes de leite começa aos 7 anos, quando tem início o nascimento dos permanentes. Esse período vai até aproximadamente os 13 anos, quando caem os caninos e pré-molares.

    Vale o investimento. Lembrando que não é propaganda, é conhecimento. E conhecimento nunca é demais né gente. Até o próximo bate-papo.

  • segunda-feira, 11 de setembro de 2017 14:21

    Encontro Anual de Mães que Amamentam no Bairro Cruzeiro

    Olha que valorização bacana para as mãezinhas que amamentam. Um encontro para reforçar a importância e os benefícios do aleitamento materno a Equipe de Saúde da Família de Cruzeiro realizou o Chá do Aleitamento.

    O Encontro Anual de Mães que Amamentam foi realizado nas dependências do CEU, no Bairro Cruzeiro na semana passada.

    De acordo com a organização o principal objetivo é incentivar o aleitamento materno, e promover a troca de experiência entre as usuárias participantes, bem como, através da divulgação do tema incentivar a prática do aleitamento em toda a comunidade.

    Benilde Cherer, coordenadora da unidade, explica que através destes encontros, a equipe possa estimular para que cada vez mais, as mães amamentem seus filhos por um período exclusivo até os seis meses de idade, para que se tenha crianças saudáveis. Benilde ressaltou ainda que amamentação é extremamente importante para a saúde da criança, pois aumenta a imunidade, evitando diversas doenças.
    Um número expressivo de mães participaram do evento durante toda a tarde que teve diversas atividades, bem como confraternização através de lanche.

    Parabéns pela iniciativa e parabéns para todas as mamães que participaram!

    Quero participar do próximo ou quem sabe o Blog Maternidade promova um Chá do Aleitamento qualquer dia desses. Até o próximo bate-papo.

     

  • sexta-feira, 8 de setembro de 2017 09:02

    Fórmulas infantis

    As fórmulas são diferentes entre si para atender as exigências nutricionais de cada fase do desenvolvimento de um bebê ou necessidades especiais. Confesso que tive várias tentativas frustradas de oferecer fórmulas para minhas meninas. A tentativa mais recente foi há alguns meses, Melissa não se adaptou a nada. Resultado: apenas peito e muitas comidinhas. O dia todos ela se alimenta normalmente na escolinha, sem tomar leite algum. A tarde ela se esbalda com leite do peito.

    Conversando com a nutricionista Mirelli Papalia, percebi que não é bem assim. A fórmula infantil deve ser oferecida no momento em que o bebê não quiser mais o peito, ou até uma situação onde não existe a presença do leite materno. “Amamentar é a melhor atitude que você pode ter para o seu bebê. O leite materno é insubstituível sob todos os pontos de vista. Na impossibilidade total da criança receber leite materno, por exemplo, se a mãe tem muita dificuldade de amamentar ou pouca produção de leite, deve ser introduzido a fórmula infantil”, destacou Mirelli.

    Por isso, seu uso deve ser sempre recomendado por um pediatra ou nutricionista. Confira alguns tipos de fórmulas presente no mercado.

    Para prematuros - esse tipo de fórmula possui uma composição diferenciada para oferecer os nutrientes que um bebê prematuro precisa, além de ser modificado para facilitar a digestão. Geralmente possui mais proteínas, misturas e gorduras bem balanceadas e adição de ácidos graxos específicos, essenciais para o desenvolvimento cerebral, visual e psicomotor. Vale lembrar que muitas vezes esse tipo de fórmula é apenas um complemento, já que os especialistas no geral recomendam que o bebê prematuro seja alimentado com leite materno, recebendo principalmente o colostro.
    Fase 1 - chamadas de fórmulas de partida atendem as necessidades nutricionais de crianças saudáveis até seis meses de idade. A lactose é o principal carboidrato e são acrescidas de amido, sacarose e maltodextrina. O teor protéico é maior que o do leite materno e as gorduras podem ser acrescidas de óleos vegetais com a finalidade de melhorar a digestibilidade. A composição dos ácidos graxos de cadeia longa é modificada para se chegar num ideal para o desenvolvimento do sistema nervoso central. Estas formulações têm também um teor maior de micronutrientes em relação ao leite materno, como ferro e aminoácidos.
    Fase 2 - são as fórmulas para o segundo semestre de vida da criança e o diferencial é um maior teor de ferro, já que a quantidade de proteínas é semelhante aos leites do primeiro semestre.
    AR ou Antirrefluxo - esse leite um pouco mais engrossado foi criado exclusivamente para bebês que apresentam regurgitação - o refluxo gastroesofáfico (RGE). Ele é similar às fórmulas da fase 1 mas, além dos carboidratos habituais, possui amido de arroz ou milho pré gelatinizado que se espessa em contato com a secreção gástrica, minimizando o refluxo.
    Fórmulas sem lactose - criada para crianças com intolerância a esse carboidrato. É recomendado para bebês que passaram por alguma patologia que teve como sintoma uma diarreia persistente, que acaba por alterar a flora intestinal e diminuir a produção da enzima que digere a lactose, a lactase. Esse acontecimento chamasse intolerância à lactose é passageiro e o bebê pode depois, com a recomendação do pediatra, voltar para o leite normal.

    HA ou Fórmulas Hipoalergênicas - fórmula infantil à base de proteína do soro do leite parcialmente hidrolisada, o que confere uma característica hipoalergênica ao leite, sendo recomendada para crianças com histórico familiar de alergia ao leite de vaca (APLV).

    Fórmulas à base de soja - podem ser um substituto para crianças com mais de seis meses que são alérgicas a proteína do leite de vaca, com intolerância a lactose ou para famílias que optam por uma alimentação vegetariana. Estas fórmulas são feitas à base de proteína isolada de soja, isentas de lactose e sacarose. Geralmente contém mais vitaminas e minerais e são suplementadas com aminoácidos.

    Fórmulas diferenciadas - de tempos em tempos existem lançamentos de fórmulas criadas para situações específicas como por exemplo, com mais fibras para crianças com constipação intestinal ou com ingredientes específicos e levemente hidrolisados para bebês com cólicas. Mas apenas um pediatra ou nutricionista pode recomendar seu uso.

    Todas feitas sob medida para cada situação, mas é importante relembrar que apenas o nutricionista e o pediatra poderão receitar e indicar qual a fórmula seu bebê poderá ingerir com segurança. Até o próximo bate-papo de mãe.