• sexta-feira, 8 de abril de 2016 09:47

    Fritar ou cozinhar?

    Neste final de semana você vai cozinhar para seus amigos e família, mas têm dúvidas em relação a forma de preparo. Fritar ou cozinhar?

    Atualmente existe uma variedade de óleos e é tanta que fica difícil saber qual é o mais apropriado para usar em receitas e na culinária em geral. Tem óleo de canola, milho, soja, azeite, girassol, coco, entre muitos outros. Apesar de serem muito versáteis, é possível aproveitar melhor os nutrientes dos óleos usando a opção certa para determinada finalidade, seja para fritar, cozinhar, assar ou temperar saladas. Confira:

    ÓLEOS DE COZINHA: PRINCIPAIS DIFERENÇAS

    As principais diferenças entre os óleos são o tipo de gordura (poli-insaturada, monoinsaturada ou saturada), o tamanho da cadeia de ácidos graxos, que pode ser curta, média ou longa (quanto maior a cadeia, mais calórico é o óleo) e o ponto de fumaça, que é o momento em que o óleo começa a produzir substâncias tóxicas e as propriedades antioxidantes de cada um.

    As gorduras são essenciais para diversas funções importantes no organismo, mas é preciso ficar atento ao tipo de gordura e a quantidade consumida. As gorduras consideradas boas são as insaturadas, que podem ser as monoinsaturadas ou as poli-insaturadas, encontradas nos azeites, abacate, nozes e castanhas, óleos vegetais e peixes gordurosos, como o salmão. O consumo dos alimentos fontes de gordura insaturada está relacionado a menor risco de doenças cardiovasculares.

    As gorduras saturadas estão presentes em maior quantidade nos alimentos de origem animal, como as carnes (principalmente as vermelhas), ovos, leite e derivados. Em grande quantidade, a gordura saturada pode aumentar o risco de desenvolvimento de doenças cardiovasculares, por isso seu consumo deve ser limitado, evitando carnes com gordura aparente, frango com pele ou alimentos embutidos, como salsicha e linguiça. Portanto, embora considerada uma gordura ruim, apenas o excesso da gordura saturada traz prejuízos à saúde, como aumento do colesterol e do risco para problemas cardíacos.

    Já a gordura trans é obtida a partir da hidrogenação de óleos vegetais, mudando sua formação líquida para sólida. Esse processo é feito industrialmente e muito utilizado para melhorar a textura de alimentos e aumentar a duração dos produtos. A gordura trans está presente em alimentos como sorvete, biscoitos, salgadinhos e lasanhas congeladas. Seu consumo pode aumentar a gordura abdominal e elevar os níveis de colesterol, causando problemas a longo prazo.

    AZEITE E ÓLEO DE COCO

    As melhores opções para cozinhar é o azeite e o óleo de coco. Isso porque o azeite possui um ponto de fumaça superior e gera menos substâncias maléficas no calor, por mais que perca as propriedades antioxidantes com o aquecimento. Por isso ele é tão apropriado para temperar saladas. Uma vez que é utilizado com essa finalidade, não aquece e não perde suas propriedades antioxidantes. Já o óleo de coco é muito bom para cozinhar, principalmente por ser estável ao calor, capaz até de manter as suas propriedades antioxidantes mesmo quando submetido a elevadas temperaturas.

    Lembre-se: quando um óleo é aquecido, o mais importante é evitar que ele gere muitas substâncias tóxicas.

    ÓLEO DE SOJA, MILHO E GIRASSOL

    Os óleos de soja e milho não são muito recomendados, principalmente porque são extraídos de alimentos transgênicos. Já os óleos de girassol e de milho são considerados os piores óleos, sobretudo para o cozimento/fritura. Isso porque possuem maior quantidade de ácidos graxos poli-insaturados e, com isso, acabam produzindo muitos aldeídos e peróxidos, que são elementos tóxicos associados a doenças cardiovasculares e câncer.

    ÓLEO PARA FRITURA

    É importante esclarecer que nenhum óleo foi “feito” para fritar. Essa opção não é saudável e produz muitas substâncias tóxicas que degradam o alimento e provoca danos em quem consome. Porém, caso opte por essa forma de preparo esporadicamente, escolha o azeite de oliva, já que ele forma menos produtos tóxicos com o aquecimento e as suas substâncias produzidas no calor são menos nocivas que as de outros óleos.
    Vale lembrar que azeite é diferente do óleo composto. O azeite é puro, já o óleo composto é uma mistura com pouquíssimo azeite (5% aproximadamente) e muito óleo, como o de soja.

    E que tal uma receitinha para colocar em prática nosso aprendizado!

    Coxinha fit de batata-doce

    - 500 gramas de peito de frango cozido e desfiado.

    - 100 ml da água onde o frango foi cozinhado.


    - 2 tomates bem maduros.

    - 1 cebola grande.


    - 350 gramas de batata doce já assada.

    - sal rosa do Himalaia.


    - orégano, pimenta, outros temperos de sua preferência.


    - 1 ovo inteiro.

    - 2 dentes de alho.


    - 1 colher de óleo de coco ou outro óleo.

    - 3 colheres de farinha de linhaça dourada.


    - 2 colheres de sopa de farinha de amaranto.

     

  • quinta-feira, 7 de abril de 2016 10:21

    Descubra o seu peso ideal

    Quando se fala em peso ideal logo a imagem de um ser humano esbelto e perfeito surge em sua mente. Gente! O peso ideal é sinônimo de saúde e qualidade de vida, manter esse objetivo pode trazer diversos benefícios para a mente e o corpo, já que ajuda a prevenir diversas doenças relacionadas à obesidade, como hipertensão, diabete, câncer, problemas articulares e suas complicações.

    E você sabe qual é o seu o peso ideal?

    Ele pode variar de acordo com o perfil de cada pessoa, pois é levado em conta fatores como idade, sexo, altura, peso atual, dentre outros.

    Veja como medir seu peso ideal:

    A maneira mais simples de avaliar o peso ideal é através de uma fórmula chamada Índice de Massa Corporal, o IMC, que consiste em dividir o peso (Kg) pela altura (m²). A partir desse resultado é possível classificar o seu peso ideal da seguinte maneira:

    IMC (Kg/m²)

    Classificação

    Menor que 18,5

    Baixo peso

    Entre 18,5 a 24,9

    Peso normal

    Entre 25 e 29,9

    Sobrepeso

    Igual ou maior que 30

    Obesidade

    Fonte: Ministério da Saúde

    Como conseguir alcançar o peso ideal?

    Para atingir o peso ideal é necessário manter uma alimentação saudável e praticar exercícios. O desafio é diário, principalmente quando tentações com cobertura de chocolate e confetes nos hipnotizam. Tenha uma meta concreta criando hábitos saudáveis. O inicio da sua trajetória de sucesso pode estar no jogo de vôlei com as amigas.

    Alimentos saudáveis já!

    Para manter ou alcançar o peso ideal é necessário priorizar o consumo de alimentos saudáveis e integrais, evitando preparações ricas em sódio e gordura, como alimentos industrializados e altamente processados, além de não deixar de lado a prática de atividade física. Quando se trata de perder peso, muitas pessoas arriscam a saúde fazendo dietas restritas, com exclusão de grupos alimentares ou baixas calorias, que podem trazer muitos riscos para a saúde, além de prejudicar o funcionamento do metabolismo, tornando a perda de peso mais difícil. Além disso, a restrição de alimentos pode aumentar a compulsão alimentar, fazendo com que o ganho de peso seja ainda maior. Por mais que seja fácil calcular sozinho o peso ideal, é preciso consultar uma nutricionista. O ideal é que seja realizada uma avaliação individualizada por um nutricionista para que seja feita a definição de calorias para o peso ideal, ajustada ao seu estilo de vida e respeitando as suas necessidades nutricionais diárias.

    10 dicas para chegar ao peso ideal

    Confira algumas dicas para você recuperar ou manter o peso sem sofrimento.

    Evite permanecer mais do que 3 horas em jejum.
    Troque os doces ricos em açúcar por frutas frescas da época.
    Faça atividade física diariamente.
    Evite o consumo de bebidas açucaradas, como sucos prontos e refrigerantes.
    Inicie as refeições pela salada, assim aumentará a saciedade.
    Evite o consumo de alimentos ricos em sódio e gorduras, como presunto, salsicha e mortadela.
    O interessante é ter no mínimo 5 cores no prato.
    Prefira as preparações cozidas, assadas ou grelhadas.
    Utilize temperos naturais, como alho, cebola e ervas variadas.
    Beba, no mínimo, 2 litros de água ao dia.

     

  • quarta-feira, 6 de abril de 2016 08:52

    Zika na gravidez

    Pensando nas inúmeras dúvidas que surgem nas rodas de conversas das futuras mamães, pesquisei mais sobre zica na gestação. A informação é a melhor maneira de prevenir qualquer situação de risco. Ações simples e conscientização amenizam a gravidade da situação. Então vamos à leitura!

    O que é a zika?

    A zika é uma doença causada por um vírus transmitido por mosquitos Aedes, incluindo o Aedes aegypti e o Aedes albopictus, que também transmitem a dengue e a chikungunya. A doença é recente, e o Brasil foi o primeiro país de grande população a ter um surto. Os sintomas da zika são manchas pelo corpo, coceira, febre e conjuntivite, além de dor nas articulações. A zika chegou em 2015 ao Brasil, atingindo primeiramente o Nordeste.

    A zika prejudica o bebê dentro do útero?

    O vírus é capaz de atingir a placenta, o líquido amniótico e o bebê. Embora pesquisas ainda estejam sendo conduzidas, o que se sabe até agora é que existe uma relação entre infecção por zika na gravidez e malformações neurológicas como a microcefalia (o bebê nascer com a cabeça menor que o padrão).
    Isso não quer dizer, contudo, que toda grávida que teve zika terá um bebê com malformação. Os mecanismos da contaminação do feto ainda estão na fase de investigação pela comunidade científica e, infelizmente, muitas perguntas ainda não têm resposta definitiva. Também existe a suspeita de outras malformações no bebê e de risco à gestação. Uma grávida que esteja com coceira e manchas avermelhadas pelo corpo deve procurar atendimento médico o mais rápido possível. Somente um profissional de saúde pode distinguir se se trata de zika ou de outra doença. Uma vez confirmada a zika, a gravidez e o desenvolvimento do bebê devem ser acompanhados com cuidado extra pelos médicos. Caso, com o avanço da gestação, seja constatada microcefalia ou qualquer outra alteração, o bebê será examinado quando nascer para que sejam indicadas terapias e tratamentos. Não se sabe ainda em que fase da gravidez a zika é mais perigosa para o bebê, mas os três primeiros meses são sempre o período mais crítico para malformações, porque os órgãos estão em formação. Mesmo que não apresentem microcefalia, todos os bebês nascidos de mãe que teve zika na gravidez precisam ter um acompanhamento de saúde atento nos primeiros anos de vida.

    Como se pega zika?

    Só o que se sabe com certeza é que a doença é transmitida pela picada do mosquito Aedes. O inseto pica uma pessoa infectada e passa a propagar a doença quando pica outras pessoas.Existem registros de transmissão sexual, pela presença do vírus no sêmen. Por isso é recomendado que grávidas façam sexo seguro, com preservativo, durante a gestação, e evitem contato com sêmen em geral. Há também indicações iniciais da presença do zika vírus em outros fluidos do corpo, como a saliva e a urina, mas não existe comprovação científica de transmissão por esses meios. Uma medida de cautela é tentar evitar contato próximo com pessoas que apresentem os sintomas da zika.

    Quais são os sintomas da zika?

    As manchas pelo corpo, que podem causar coceira intensa, são a principal característica da zika. Veja uma foto das pintinhas causadas pela infecção por zika. Entre outros sintomas estão febre baixa, conjuntivite, dor de cabeça, dor muscular, inchaço e dor nas articulações e aparecimento de gânglios. A doença pode levar até 12 dias para se manifestar após a picada. Os sintomas costumam ir embora sozinhos depois de 2 a 7 dias.

    Como é o tratamento?

    Apenas os sintomas da zika são tratados. É importante beber bastante líquido e fazer repouso. Não é exigido tratamento no hospital, ao contrário do que acontece nos casos mais graves de dengue. Assim como na dengue, não devem ser usados medicamentos a base de ácido acetilsalicílico (aspirina). Em certas situações, o médico pode receitar analgésicos e medidas para aliviar a coceira. Não tome nenhum remédio sem orientação médica, mesmo que tenha sido recomendado para a vizinha ou uma amiga e tenha dado tudo certo. Você pode tomar banhos com maisena ou aveia para melhorar a coceira. Também pode usar pasta d'água. Se a coceira estiver incomodando demais, fale com o médico.

    É verdade que a zika pode levar a uma doença grave?

    Tem sido registrado, em regiões com surto de zika, o aumento de uma síndrome neurológica chamada Guillain-Barré. Qualquer pessoa que tenha tido zika precisa procurar atendimento médico rápido se, de 1 a 4 semanas depois da zika, começar a sentir dor, formigamento ou fraqueza nos pés e nas pernas.
    Conforme a síndrome progride, a fraqueza muscular pode evoluir para paralisia, podendo haver grande dificuldade em caminhar ou subir escadas. É preciso fazer tratamento no hospital.

    Como vou saber se estou com zika ou outra doença?

    Só o médico pode dizer se você está com zika ou alguma outra doença, como dengue, chikungunya, rubéola (para quem não foi vacinado) ou citomegalovírus. O diagnóstico pode ser confirmado por exames de sangue. Existe a possibilidade de ter zika e dengue ou chikungunya ao mesmo tempo. A febre alta e de início repentino que é comum em casos de dengue e chikungunya é bem rara na zika. Infecções por citomegalovírus podem causar febre prolongada, de duas semanas ou mais, o que também é incomum na zika. Coceira forte no corpo também pode ser sinal de complicações na gravidez relacionadas ao fígado, ou sinal de alguma alergia. É muito importante que você consulte o médico.

    Como posso me proteger da zika?

    A principal forma de prevenção é o combate aos focos de mosquito, em especial nos períodos de calor e de chuvas. Segundo o professor e infectologista Kleber Luz, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, a zika se propaga ainda mais rápido que a dengue, porque o mosquito espalha o vírus com mais facilidade. Ele aconselha cautela máxima por parte das grávidas.

    Alguns cuidados para ter em mente:

    Não deixe água limpa se acumular em sua casa ou quintal. Isso inclui vasos de plantas, móveis e enfeites em áreas externas.

    Fique de olho em poças d'água que se formam após a chuva.

    Use roupas claras, e, de preferência, mangas e calças longas.

    Use preservativos nas relações com seu parceiro e evite contato com o sêmen.

    Em todo o caso, se puder, procure não ter contato muito próximo com pessoas doentes.

    E é sempre bom, em qualquer situação, manter bons hábitos de higiene: lavar as mãos com frequência, não compartilhar talheres e copos com outras pessoas.

    Passe repelente contra insetos, inclusive na roupa, para tentar aumentar a proteção. Reaplique a cada seis horas ou de acordo com as instruções da embalagem.


    Todos os repelentes aprovados pela Anvisa são considerados seguros para grávidas, desde que usados de acordo com as instruções da embalagem. São considerados eficazes e seguros repelentes à base de DEET, icaridina e EBAAP ou IR3535. Os com óleos essenciais como o de citronela podem ser usados mas não têm eficácia comprovada. Outra arma são os inseticidas elétricos ou em spray para a casa, deixando a substância se dispersar por alguns minutos antes de ficar no mesmo ambiente.

    Fui diagnosticada com zika. Posso amamentar?

    O que se sabe até o momento é que, embora exista a possibilidade de encontrar o vírus zika no leite materno, isso não significa que o bebê será contaminado.
    Especialistas acreditam que a amamentação deva continuar de qualquer forma, para que o bebê receba pelo leite materno toda a imunidade contra doenças em geral, além da alimentação mais completa e perfeita para o seu desenvolvimento. Essa também é a recomendação da Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, diante da incerteza que cerca a zika devido à falta de estudos conclusivos sobre o vírus, é compreensível que uma mãe com a doença pense em interromper a amamentação. Em momentos assim é muito difícil saber como agir. Se você está preocupada em amamentar, converse com um médico de sua confiança e leve em conta o que considera melhor no seu caso e o do seu bebê. Lembre-se de que o mais importante de tudo é que seu filho seja alimentado de maneira apropriada e que seja coberto por seu carinho e seus cuidados. Tome sua decisão com tranquilidade. Outra coisa fundamental que você pode fazer por seu bebê é lavar sempre muito bem suas mãos e evitar a presença dos mosquitos em casa, para que ele não pegue a doença pela via de transmissão mais comum, a picada.

    Quem pega zika fica imune para o resto da vida?

    Pelo que se sabe até agora, os especialistas acreditam que a zika promove a imunização de quem adoece. Ou seja, se você já pegou o zika vírus (ZIKV) uma vez, não pegaria de novo. De qualquer forma, ainda poderá pegar outras doenças causadas por vírus transmitidos pelo mosquito Aedes aegypti, como os quatro tipos de dengue e a febre chikungunya.
    Ainda não existe vacina contra a zika.

     

  • terça-feira, 5 de abril de 2016 14:40

    H1N1: saiba mais sobre vacina, prevenção, sintoma e tratamento

    A chegada antecipada do vírus e a severidade dos casos têm chamado a atenção dos médicos e provocado uma corrida às clínicas de vacinação.

    Veja perguntas e respostas sobre o H1N1 e outros vírus da gripe:

    É comum haver tantos casos graves e mortes por gripe nesta época do ano?

    Não. Houve uma antecipação da temporada de gripe no Brasil. “O esperado para seria ter o pico de casos no mês de julho. O que está acontecendo neste momento é uma antecipação de circulação do H1N1”, diz a pediatra Lucia Bricks, diretora médica de Influenza na América Latina da Sanofi Pasteur. Especialistas discutem várias hipóteses que podem explicar a antecipação da chegada do vírus, que vão desde fatores climáticos até o aumento de viagens internacionais que podem ter trazido o H1N1 que circulava no hemisfério norte.Também chama a atenção dos médicos a grande proporção de casos graves e mortes em adultos. Em geral, complicações costumam ser mais comuns em idosos, gestantes, crianças pequenas e outros grupos de risco. Até 19 de março, o país já tinha registrado 305 casos e 46 mortes por H1N1, segundo dados divulgados pelo Ministério da Saúde. Mais da metade dos casos graves e mortes registradas este ano foram na faixa etária de 40 a 60 anos.

    Já é possivel se vacinar este ano?

    As clínicas particulares já têm disponível os primeiros lotes da vacina trivalente contra influenza de 2016, que protege contra H1N1, H3N2 (ambos vírus da Influenza A) e uma cepa da Influenza B. A vacina trivalente pode ser usada a partir dos 6 meses de idade.Já a vacina tetravalente ou quadrivalente - que além de proteger contra o H1N1, o H3N2 e a Influenza B também protege contra uma segunda cepa da Influenza B - ainda está começando a ser distribuída. A vacina tetravalente pode ser usada a partir dos 3 anos de idade.

    Como será a vacinação na rede pública?

    A campanha nacional de vacinação contra gripe está marcada para começar no dia 30 de abril e vai até o dia 20 de maio. Na rede pública, a vacinação contra influenza é destinada a alguns grupos prioritários: crianças de 6 meses a 5 anos, gestantes, idosos, profissionais da saúde, povos indígenas e pessoas portadoras de doenças crônicas e outras doenças que comprometam a imunidade.

    A vacina muda todo ano?

    Sim. Todo ano, a Organização Mundial da Saúde (OMS) faz uma previsão de quais serão os vírus Influenza que devem circular no inverno do hemisfério norte e do hemisfério sul com base em amostras de pacientes coletadas em centros sentinela distribuídos em todo o mundo. As vacinas são desenvolvidas com base nessa informação, que costuma ser divulgada pela OMS em setembro no caso do hemisfério sul. O processo de desenvolvimento da vacina é complexo e leva, em média, 6 meses.

    Quem tomou a vacina no ano passado está protegido este ano?

    Não. Mesmo para o vírus H1N1, que permanece o mesmo do ano passado, a quantidade de anticorpos diminui ao longo dos meses, reduzindo o grau de proteção. Em relação ao vírus H3N2 e ao Influenza B, não há proteção nenhuma, já que os vírus mudaram.

    Além da vacina, quais são as medidas preventivas contra a gripe?


    Lavar as mãos com frequência e manter os ambientes ventilados continuam sendo medidas de prevenção importantes contra qualquer tipo de gripe.

    Quais são os sintomas do H1N1?


    A gripe - tanto a H1N1 quanto a H3N2 ou a Influenza B - tem como sintomas febre alta e súbita, tosse, dor de garganta, dor no corpo, dor nas articulações e dor de cabeça. No caso do H1N1, um sintoma que chama a atenção é a falta de ar e o cansaço excessivo. É importante distinguir a gripe do resfriado comum, que é muito mais leve, com sintomas menos graves como coriza, mal estar, dor de cabeça e febre baixa.

    Como é o tratamento do H1N1?


    O tratamento deve envolver boa hidratação, repouso e uso do antiviral específico, prescrito pelo médico. Trata-se de um antiviral específico contra o vírus Influenza, indicado para pessoas com maior risco de desenvolver complicações. É importante que o paciente consiga tomar a medicação nas primeiras 48 horas do início dos sintomas, para que a eficácia seja maior. O tratamento também pode envolver o uso de analgésicos para aliviar os sintomas.