segunda-feira, 18 de setembro de 2017 15:30

A extração de células-tronco pelo dente de leite

A maternidade é uma fonte inesgotável de descobertas. Parece clichê, mas é isso mesmo. Em uma pesquisa amigável em meu amigo e companheiro de madrugadas, “google” , encontrei um artigo falando sobre a extração de células-tronco pelo dente de leite. Logo pensei, como pode isso?

Os tratamentos com células-tronco estão cada vez mais acessíveis e eficazes (ainda bem). Armazenar essas células preserva a saúde das novas gerações. Muito se fala que a medicina avança a cada milésimo de segundo, piscamos e um novo tratamento ou medicamento é inventado. Pensando nisso já podemos ter uma prévia do futuro. Doenças como diabetes e Alzheimer poderão não causaram tantos sofrimentos.

O dente de leite contém células-tronco capazes de auxiliar na regeneração de diversos tipos de tecidos e órgãos. Embora tenham características comuns, as células-tronco variam na capacidade de formação. As do dente de leite são mesenquimais - podem dar origem a diversos tecidos do nosso corpo como neurônios, músculos, ossos e tecido adiposo. Atualmente, as terapias que utilizam as células-tronco embrionárias podem vir a precisar das provenientes do dente de leite. Ambas são capazes de gerar os mesmos tipos de tecidos sólidos, mas as células-tronco mesenquimais (do dente de leite) têm a vantagem de permitir que o paciente use as próprias células, minimizando o risco de rejeição e os dilemas éticos.

É complicado. Mas e quem disse que seria fácil, ser mãe não é fácil. Mas esse assunto merece nossa atenção.

De acordo com o odontopediatra Fábio Bibancos, diretor do Instituto Bibancos de Odontologia as células-tronco extraídas da polpa do dente de leite podem se tornar músculos, pele, ossos, tecido cardíaco e nervoso, por exemplo. Isso porque funcionam como uma chave-mestra celular”, diz. “Entre as terapias realizadas atualmente, ou em fase final de testes, estão enxertos em queimaduras, regeneração da córnea e lesões ósseas. O fato é que temos, em andamento, uma revolução na área da saúde”, finaliza.

“A gente extrai uma quantidade muito pequena de células do dente de leite e, rapidamente, consegue multiplicá-las quase que infinitamente”, diz o periodontista José Ricardo Muniz Ferreira, membro da Sociedade Internacional de Pesquisas com Células-Tronco e da Sociedade Internacional de Terapia Celular.

Franci, quanto custa tudo isso?

O custo para o paciente varia entre R$ 2.980 e R$ 3.500; a anuidade é de R$ 750. Após a expansão e testes de qualidade, o cliente recebe um certificado de criopreservação.
A criopreservação da célula-tronco do dente de leite não tem prazo de validade.

Como fazer?

A célula-tronco é retirada da polpa do dente de leite.
Para que o processo seja eficaz, é necessário que o dente seja extraído no consultório do dentista. Isso é muito importante, tem de ter esse planejamento e acompanhamento.
É importante uma consulta prévia para que o profissional avalie qual o melhor período para realizar a extração sem prejudicar a erupção do permanente, além de verificar se a polpa do dente de leite está em boas condições para a extração de células-tronco.
Quando os pais ou responsáveis notarem que o dente está ficando mole, devem levar a criança para uma consulta. O período de queda dos dentes de leite começa aos 7 anos, quando tem início o nascimento dos permanentes. Esse período vai até aproximadamente os 13 anos, quando caem os caninos e pré-molares.

Vale o investimento. Lembrando que não é propaganda, é conhecimento. E conhecimento nunca é demais né gente. Até o próximo bate-papo.

Faça seu comentário