segunda-feira, 10 de julho de 2017 11:05

Benefícios do corte tardio do cordão umbilical

Durante nove meses carregamos nossos pacotinhos e a hora da separação é uma mistura de sentimentos. Essa separação pode ser amenizada de uma forma sutil para a mãe e o bebê. É importante saber que o cordão umbilical é responsável por unir o bebê à mãe e, por meio dele, o pequeno recebe sangue, oxigênio e nutrientes necessários para se desenvolver. Tradicionalmente, os obstetras fazem o corte dessa estrutura assim que a criança nasce, mas estudos têm mostrado que adiar esse processo só traz vantagens.

A passagem dos hormônios - especialmente a ocitocina - para o bebê é um dos pontos positivos. Além disso, o corte tardio do cordão umbilical permite maior passagem de sangue para a criança, o que diminui a chance de anemia na primeira infância.

E os benefícios não param por aí: ao esperar um pouco mais para realizar a ruptura, a criança tem a oportunidade de ficar mais tempo com a mãe por meio do contato pele a pele e até a respiração é trabalhada nesse momento. Quando o bebê sai do útero e você deixa o cordão pulsando, ele começa a respirar pelo pulmão, mas também recebe oxigênio por meio do cordão umbilical.

Por quanto tempo esperar?

Os especialistas acreditam que o corte deve ser feito de 1 a 3 minutos depois do nascimento, mas essa é uma questão que varia de profissional para profissional. Alguns especialistas indicam que o processo seja feito quando o cordão umbilical parar de pulsar.

E na cesárea?

O corte tardio da estrutura que liga o bebê na mãe não precisa ser realizado somente no parto normal. Na cesárea, a placenta descola antes e pode ser que o cordão umbilical não pulse por tanto tempo. Mesmo assim, os obstetras podem aguardar um pouco para cortá-lo.

O corte tardio pode ser feito em todos os casos?

Não. Em algumas situações que apresentam riscos a técnica não é recomendada - como quando a mãe tem diabetes gestacional ou alterações sanguíneas importantes. Já para os prematuros, o método não é indicado em casos extremos, mas pode acabar beneficiando os bebês que nasceram antes das 37 semanas de gestação. É importante conversar com o obstetra antes do parto para que todas essas questões sejam avaliadas.

Mas o bebê pode ter icterícia (amarelão)?

Algumas pessoas acreditam que adiar o corte do cordão umbilical depois do nascimento pode ter relação com o surgimento da doença que acomete os recém-nascidos, deixando a pele deles amarelada.

Se não fizer a ordenha do cordão - quando o médico puxa o sangue do lado da mãe para o bebê, apertando e forçando a sua passagem - e deixar tudo correr espontaneamente -, não há ampliação da icterícia.

E agora que sabemos um pouco mais sobre esse assunto, que tal conversar com seu médico e ver a melhor forma de realizar esse processo. Até nossa próxima troca de experiência!

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