sexta-feira, 8 de setembro de 2017 09:02

Fórmulas infantis

As fórmulas são diferentes entre si para atender as exigências nutricionais de cada fase do desenvolvimento de um bebê ou necessidades especiais. Confesso que tive várias tentativas frustradas de oferecer fórmulas para minhas meninas. A tentativa mais recente foi há alguns meses, Melissa não se adaptou a nada. Resultado: apenas peito e muitas comidinhas. O dia todos ela se alimenta normalmente na escolinha, sem tomar leite algum. A tarde ela se esbalda com leite do peito.

Conversando com a nutricionista Mirelli Papalia, percebi que não é bem assim. A fórmula infantil deve ser oferecida no momento em que o bebê não quiser mais o peito, ou até uma situação onde não existe a presença do leite materno. “Amamentar é a melhor atitude que você pode ter para o seu bebê. O leite materno é insubstituível sob todos os pontos de vista. Na impossibilidade total da criança receber leite materno, por exemplo, se a mãe tem muita dificuldade de amamentar ou pouca produção de leite, deve ser introduzido a fórmula infantil”, destacou Mirelli.

Por isso, seu uso deve ser sempre recomendado por um pediatra ou nutricionista. Confira alguns tipos de fórmulas presente no mercado.

Para prematuros - esse tipo de fórmula possui uma composição diferenciada para oferecer os nutrientes que um bebê prematuro precisa, além de ser modificado para facilitar a digestão. Geralmente possui mais proteínas, misturas e gorduras bem balanceadas e adição de ácidos graxos específicos, essenciais para o desenvolvimento cerebral, visual e psicomotor. Vale lembrar que muitas vezes esse tipo de fórmula é apenas um complemento, já que os especialistas no geral recomendam que o bebê prematuro seja alimentado com leite materno, recebendo principalmente o colostro.
Fase 1 - chamadas de fórmulas de partida atendem as necessidades nutricionais de crianças saudáveis até seis meses de idade. A lactose é o principal carboidrato e são acrescidas de amido, sacarose e maltodextrina. O teor protéico é maior que o do leite materno e as gorduras podem ser acrescidas de óleos vegetais com a finalidade de melhorar a digestibilidade. A composição dos ácidos graxos de cadeia longa é modificada para se chegar num ideal para o desenvolvimento do sistema nervoso central. Estas formulações têm também um teor maior de micronutrientes em relação ao leite materno, como ferro e aminoácidos.
Fase 2 - são as fórmulas para o segundo semestre de vida da criança e o diferencial é um maior teor de ferro, já que a quantidade de proteínas é semelhante aos leites do primeiro semestre.
AR ou Antirrefluxo - esse leite um pouco mais engrossado foi criado exclusivamente para bebês que apresentam regurgitação - o refluxo gastroesofáfico (RGE). Ele é similar às fórmulas da fase 1 mas, além dos carboidratos habituais, possui amido de arroz ou milho pré gelatinizado que se espessa em contato com a secreção gástrica, minimizando o refluxo.
Fórmulas sem lactose - criada para crianças com intolerância a esse carboidrato. É recomendado para bebês que passaram por alguma patologia que teve como sintoma uma diarreia persistente, que acaba por alterar a flora intestinal e diminuir a produção da enzima que digere a lactose, a lactase. Esse acontecimento chamasse intolerância à lactose é passageiro e o bebê pode depois, com a recomendação do pediatra, voltar para o leite normal.

HA ou Fórmulas Hipoalergênicas - fórmula infantil à base de proteína do soro do leite parcialmente hidrolisada, o que confere uma característica hipoalergênica ao leite, sendo recomendada para crianças com histórico familiar de alergia ao leite de vaca (APLV).

Fórmulas à base de soja - podem ser um substituto para crianças com mais de seis meses que são alérgicas a proteína do leite de vaca, com intolerância a lactose ou para famílias que optam por uma alimentação vegetariana. Estas fórmulas são feitas à base de proteína isolada de soja, isentas de lactose e sacarose. Geralmente contém mais vitaminas e minerais e são suplementadas com aminoácidos.

Fórmulas diferenciadas - de tempos em tempos existem lançamentos de fórmulas criadas para situações específicas como por exemplo, com mais fibras para crianças com constipação intestinal ou com ingredientes específicos e levemente hidrolisados para bebês com cólicas. Mas apenas um pediatra ou nutricionista pode recomendar seu uso.

Todas feitas sob medida para cada situação, mas é importante relembrar que apenas o nutricionista e o pediatra poderão receitar e indicar qual a fórmula seu bebê poderá ingerir com segurança. Até o próximo bate-papo de mãe.

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