• sábado, 19 de agosto de 2017 10:19

    Santa-rosense

    Estamos no mês de agosto, no qual também se comemora o aniversário de Santa Rosa. Vi mensagens de todo tipo, na imprensa e nas redes sociais. São 86 anos, uma cidade ainda jovem. Conheço moradores daqui que nasceram antes do município, veja só.

    Mas o que eu queria mesmo lembrar é que o gentílico é a palavra utilizada para designar o local de origem de alguém ou de alguma coisa. Quem nasce no Brasil, nada mais óbvio, é brasileiro. O gentílico comum nosso, pois, é “brasileiro”. Dizemos, corretamente, automóvel brasileiro, petróleo brasileiro, música brasileira, etc.

    Existem gentílicos curiosos. Quem nasce no Estado de São Paulo é paulista. Mas quem nasce na capital daquele Estado é paulistano. No Espírito Santo, é capixaba. No Rio Grande do Sul, gaúcho. O mais curioso continua sendo o de Salvador, na Bahia: soteropolitano. Vá entender...

    Mas, pelas mensagens que vi na última semana, as pessoas sempre tropeçam nos gentílicos compostos, talvez por um estranho medo do hífen. Pois quem nasce em Porto Alegre é porto-alegrense. Em Santo Ângelo, santo-angelense. Em Santa Maria, santa-mariense.

    Repare que em todos tem o hífen separando as palavras. Por aqui, no entanto, existe uma insistência em eliminá-lo. As pessoas escrevem “santarrosense”, inclusive em matérias jornalísticas e em anúncios de empresas. É uma forma gráfica antiga e incorreta. O acordo ortográfico manteve a forma com hífen.

    Por isso fiz um alerta tempos atrás, aqui mesmo no Noroeste. O que tem origem em Santa Rosa é “santa-rosense”. Não tenha medo do hífen. Ele não morde.

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    A CPI criada pelo Senado Federal para analisar as contas da Previdência Social só encerrará suas atividades em setembro, e pode ser prorrogada por mais tempo. Mas um relatório preliminar veio a público, e revela o que já sabíamos. A previdência social no Brasil não é deficitária.

    A CPI mostrará também que a sonegação (valores não repassados à Previdência) é gigantesca, e que a dívida (não cobrada) também é espetacular.

    Aquele blá-blá-blá de que a previdência está quebrada precisa ser repensado. Aliás, toda a Previdência social precisa ser repensada. Mas essa conversa de que tudo está quebrado serve apenas para justificar um discurso malicioso, sem qualquer análise aprofundada. Discurso que acaba escondendo as reais dificuldades do sistema previdenciário.

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    Curioso, tratando-se do novo acordo ortográfico entre os países de língua portuguesa, é o caso da palavra “Mega-Sena”, do concurso de números que embala o sonho de muita gente todas as semanas.

    Pelo acordo, a palavra “mega” só tem hífen se a palavra seguinte começar com “H” ou com vogal igual à última do sufixo. Assim, pela regrinha, deveríamos escrever sempre “megassena”.

    Você já deve estar se perguntando: por que então usamos “mega-sena”, com hífen, e até a Caixa Federal escreve desta forma?

    Acontece que o tal concurso se tornou uma marca, é um registro legal. Ninguém pode, por exemplo, criar um concurso ou um produto chamado Mega-Sena. Mal comparando, é como o nome de uma pessoa grafado erradamente pelo tabelião. Será quase impossível, portanto, que a Caixa Federal venha a alterar o nome da Mega-Sena. Vamos continuar sonhando com a grafia antiga.

  • sábado, 29 de julho de 2017 12:20

    Coisas da cidade

    Dia desses um amigo comentou a situação. Poucos dias depois, outro fez comentário semelhante. É claro que isso despertou o meu interesse. A situação, ou, no caso as circunstâncias, devem chegar até à Prefeitura, para providências.

    O asfalto no trecho entre o trevo do cemitério municipal e o crematório está se desfazendo. Virou aventura passar por lá. As crateras já estão disputando espaço. Além disso, a ponte, por seu estado precário, amedronta qualquer motorista. Vale conferir...

     

    Outro caso curioso é o da avenida Tuparendi, uma das principais vias da cidade, cuja sinalização de solo desapareceu. À noite, ou sob chuva, está perigosa. Também requer providências. Recados dados, pois.

     

    No último sábado, o show com Humberto Gessinger, um dos artistas mais completos no atual cenário cultural brasileiro, foi um belo espetáculo, com ótimo público. Vale registrar que Santa Rosa tem recebido bons eventos artísticos, inserindo-se no circuito cultural do Estado, e o público da cidade e da região tem correspondido. Isso é muito bom.

    Registre-se, porém, a reclamação de muitos que lá estavam. O espetáculo só começou quando faltavam alguns minutos para as 2 horas da madrugada. Muitos reclamaram, pois não ficara claro, nos anúncios, que o show seria àquela hora da noite. Confesso que não sei dizer se essa definição de horário foi dos promotores ou do artista. Se todos soubessem, o público certamente seria menor. Vale repensar esta questão. O cansaço foi geral.

     

    Esta semana circulou nas redes sociais um apócrifo manifesto conclamando a população para não abastecer seus veículos na última terça-feira, dia 25, como forma de protesto. O texto, de forma ingênua, dizia que assim estaríamos mudando o Brasil.

    Não é preciso dizer que nada aconteceu.

    Como todo mundo já percebeu, aquela greve de caminhoneiros em 2014 foi apenas uma grande manipulação. Certamente não será com iniciativa desse tipo que iremos mudar o Brasil. Não podemos ser ingênuos a esse ponto.

    O preço mais alto envolve apenas mais arrecadação tributária. Não tem nada a ver com a Petrobrás, com as distribuidoras ou com o dono do posto de combustível. A questão é de caráter estritamente político. Se o seu candidato diz, durante a campanha, que não tolera aumento de impostos, e depois dá sustentação a esse tipo de medida, temos de concordar num aspecto em particular. Você também é um pouco responsável por isso...

     

    O show Pratas da Casa em homenagem ao Musicanto, na última terça-feira, encheu o Centro Cívico de um clima saudosístico. Os artistas locais apresentaram músicas consagradas do festival e despertaram em muita gente o desejo de ver novamente o Musicanto em plena forma.

    Acredito que foi uma boa largada, com o entusiasmo do Nando Keiber e o apoio de todos os que lá estavam. A cidade tem diversos eventos consagrados. O que teve maior alcance, digamos, geográfico-cultural (acho que inventei a palavra nesse momento) foi o Musicanto. E é justamente o evento que busca se recuperar.

    Portanto, jamais negue o seu apoio.

  • sexta-feira, 21 de julho de 2017 14:47

    Notícias inesperadas

    Veja só. Já estamos na segunda quinzena de julho. Metade do ano se foi, e acho que não vi passar. Onde foi parar a primeira metade? Sei lá. Isso me faz lembrar uma frase do Mário Quintana, que chega a assustar: “O mais feroz dos animais domésticos é o relógio de parede. Conheço um que já devorou três gerações da minha família”.

    ***

    Os drones são a grande novidade tecnológica. Em algumas cidades da Europa já são utilizados para entregas domiciliares, como pizzas e pequenos objetos. Uma dor de cabeça para o varejo. Também estão sendo testados para o transporte de pessoas e até para substituição dos automóveis. Na hora do rush vai bem....

    Pois no domingo passado, na penitenciária de Charqueadas, os policiais abateram a tiros um drone que circulou sobre o prédio e se dirigia para uma das janelas. Ele transportava dois celulares, duas baterias e um pacotinho de cocaína.

    Entrega a domicílio é isso! Em termos de tecnologia a bandidagem não fica atrás de ninguém.

    ***

    Eis uma notícia que despertou o meu interesse. Em setembro acontece em Tuparendi o “Festival de Cucas” (dia 09, na praça central). Imagina só. Considero-me um fã incondicional da cuca. Num festival, então, acho que vou me esbaldar.

    Pois descobri que há controvérsias sobre a origem da cuca. Em alemão, diz-se “kuchen”. Nos primórdios, era um bolo para datas especiais, como o Natal, porque a farinha e o açúcar eram ingredientes muito caros. Na forma como é conhecida hoje, com a sua cobertura cocrante e muito doce, ela veio mesmo da Alemanha. Aqui no Rio Grande não há qualquer questionamento. E foi muito bem-vinda!...

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    No folclore brasileiro temos uma outra “cuca”, trazida de Portugal. Estou falando do ser mitológico, caracterizado como bruxa velha e feia, que rouba as crianças. Na época da colonização essa imagem já era utilizada para assustar os pequenos.

    Bem mais tarde tornou-se personagem famosa nas histórias de Monteiro Lobato. E todos nós conhecemos a velha canção, também assustadora, usada para embalar as crianças: “Dorme, nenem, que a cuca vem pegar... Papai foi na roça, mamãe foi trabalhar...” A criança dormia, mas desconfio que com algum pesadelo...

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    No Paraná, a partir de Foz de Iguaçú, está ocorrendo uma grande mobilização em defesa da UNILA, como é conhecida a Universidade Federal de Integração Latino-Americana. Como o próprio nome diz, a universidade acolhe estudantes de diversos países da América, e também apoio financeiro desses países, e funciona quase como uma instituição multi-língua. Uma universidade inovadora, moderna.

    Pois agora um deputado do PMDB, muito afinado com os propósitos do governo de destruir a educação pública, está propondo modificação na estrutura que significará o desmantelamento da UNILA. Aliás, é fácil perceber que o ensino público universitário está sob ataque no Brasil de hoje.

    A população do Paraná está se mobilizando. Há valores que precisamos defender. Um deles é a universidade pública. Sem ela, o Brasil desce a ladeira...

  • sábado, 15 de julho de 2017 11:17

    Alô?!

    Se você enxergar alguém, com o celular na mão, saindo às pressas de algum prédio ou moradia, não se assuste. Não é incêndio, não é terremoto. A pessoa em questão está apenas tentando captar sinal da telefonia móvel.

    Às vezes até consegue...

    ***

    O que é mais difícil de encontrar: o sinal da Vivo ou aquele pessoal que bateu panela pedindo impeachment?

    ***

    Em breve a publicidade será a seguinte:

    “A Vivo lhe deseja um ótimo final de semana! Como sua ligação não vai funcionar mesmo, o bom é encontrar amigos pessoalmente. Este é o segredo da felicidade. Encontre os amigos e divirta-se!

    E temos uma grande novidade: com a Vivo você não paga nada para falar com sua sogra. Este é o nosso novo plano! Basta ir até a casa dela e conversar bastante. É de graça!”

    ***

    E a moça (dizem que é loira) ouviu o celular tocar, pegou o aparelho e se jogou no chão da sala para atender à ligação. A amiga que a visitava estranhou:

    — Por que você atende a ligação deitada?

    — Para a ligação não cair...

    ***

    Crise política, para nós, não é novidade, mas igual a esta que este estamos assistindo eu nunca tinha visto.

    Por exemplo: o cara que há algum tempo defendia o governo Temer hoje está como o vendedor de um Fiat 147 com vinte anos de uso. Nem com rosário, nem macumba, consegue convencer alguém...

    ***

    E dizem que um deputado federal, na sala do cafezinho da Câmara, fazia considerações filosóficas:

    — Se alguém acha que vou me dobrar por uma propina de 500 mil, saiba que está totalmente certo...

    ***

    O que aconteceu no Senado, na última quarta-feira, com a votação da reforma trabalhista, é mesmo vergonhoso. Políticos movidos por propinas, votando em favor do atraso. E dois senadores gaúchos pisotearam a imagem de gente politizada que o Rio Grande ainda tinha. É dose!...

    ***

    O meu celular está infestado de vírus. Esta é a conclusão a que estou chegando. Às vezes eu digo: “Alô, tudo bem?”, e ele responde: “Alô, tudo bem?”. Eu paro de falar por alguns instantes e continuo: “Sabe quem está falando?” e ele responde: “Sabe quem está falando?”. Na segunda oportunidade descobri que é a minha própria voz respondendo, em eco.

    Assim, encontrei uma nova utilidade para o celular, ou seja, conversar comigo mesmo. Antigamente a gente refletia sobre a vida e dizia: “estou conversando com meus botões”. Hoje, podemos dizer: “estou conversando com meu celular”.

    Tenho mantido conversas muito sérias com ele. E algumas discussões. Espero que o meu celular tenha um espírito compreensivo...