• domingo, 7 de junho de 2015 09:36

    Desde o início do ano...

    São apenas 5 meses, mas os números impressionam e nos fazem pensar. Aliás, são números que têm força de mudar nossa cabeça, nossa forma de ver o mundo. Do início de janeiro até o final de maio último, já nasceram 57.454.000 pessoas nesse nosso pequeno planeta. Isso mesmo. Já nasceram mais de 57 milhões de pessoas. É uma montanha de bebês.

    Em contrapartida, o número de mortes foi de 23.707.000. Acredite. Já morreram este ano quase 24 milhões de pessoas. É uma montanha de cadáveres.

    O balanço disso significa que a população mundial, até o final do mês passado cresceu cerca de 33.747.000 de pessoas, chegando a 7.318.714.000 de “moradores” no planeta Terra. Isso mesmo. Somos 7 bilhões e 318 milhões de seres humanos.

    Nascem cerca de 304.000 bebês todos os dias, e morrem 126.000 pessoas de todas as idades. Conclusão: as maternidades e os cemitérios são mesmo ambientes muito movimentados!

    Diante dessa imensidão de seres iguais a nós que nascem e morrem, você ainda tem coragem de se achar o tal, o mais importante, a cereja do bolo? Ainda tem aquela sensação de que a sua vez não chegará? O melhor é repensar essa imagem, não é?

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    Mas a roda dos números que surgem no mundo não se esgota em mortes e nascimentos. Há outros impressionantes.

    Já foram produzidos 29.416.000 de automóveis este ano. Em compensação, também foram produzidas 58.664.000 de bicicletas. Essa guerra é acirrada!....

    Na área de tecnologia parece que o mundo é um formigueiro incansável. Em 5 meses já produzimos 105.825.000 computadores e 4.364.000 celulares. O número de usuários da internet alcançou 3.134.865.000, isto é, passamos a barreira de 3 bilhões de pessoas conectadas na internet, um número que cresce a todo instante, sem parar.

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    Certamente você já está curioso para saber alguns números envolvendo alimentação e saúde no nosso planeta. Pois veja.

    Enquanto 25.000 pessoas morrem, todos os dias, pela fome, o número de obesos no planeta chegou a 536.337.000 pessoas no final de maio. Ou seja, a coisa está mesmo muito mal distribuída. Dá pra entender?

    Este ano já morreram 3,1 milhões de crianças antes de completar 5 anos. Também morreram 695.000 pessoas com AIDS e 405.080 com malária. O câncer já matou 3.394.900 pessoas este ano. O mundo não é um lugar saudável, como podemos ver.

    Para encerrar essa sequencia de números chocantes, é oportuno saber que, em cinco meses, a humanidade já gastou US$ 165.343.150.000 somente para comprar drogas ilegais em todo o planeta.

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    Não, não somos apenas um número da estatística. Somos seres humanos. Mas é certo que nos tornamos ainda mais humanos quando pensamos nos outros. Por isso, leia de novo o texto. Os números sempre ajudam a pensar.

  • domingo, 24 de maio de 2015 09:34

    Barragens à vista

    As rádios argentinas estão divulgando um áudio publicitário envolvendo a construção das barragens de Garabi e Panambi. O áudio é longo, tem cerca de cinco minutos. Diz, entre outras coisas, que todos os direitos dos atingidos serão respeitados e que o meio ambiente não sofrerá agressão.

    A iniciativa tem objetivos óbvios. Como a resistência às barragens, do outro lado do rio, é muito forte, começou a campanha de contrapropaganda.

    Isso significa que a partir de agora entramos num outro terreno, num outro clima. A guerra de interpretações e convencimentos começou. Por outro lado, o movimento dos atingidos por barragens continua trabalhando em sentido contrário.

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    Existe, ainda, o aceno dos “royalties” que serão destinados às prefeituras dos municípios atingidos. Alguns políticos sonham com valores altos, mas a coisa não é bem assim. Talvez seja apenas um ilusão.

    Segundo dados da Eletrobrás, a usina de Panambi vai gerar cerca de R$ 55 mil para cada município. O movimento dos atingidos pelas barragens faz uma comparação bem simples. Essa “receita” é a mesma proporcionada por 300 vacas leiteiras. O valor, se confirmado, é pequeno, muito pequeno.

    Isso resolve alguma coisa? Duvido.

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    A audiência pública realizada em fevereiro, em Porto Mauá, parece já ter dado algum resultado. O Ministério Público Federal passou a acompanhar tudo o que está acontecendo.

    Entre os diversos questionamentos (além da questão da proteção à reserva do Yucumã) está a real necessidade de geração de mais energia. Os promotores querem descobrir, com clareza, o quadro energético do sul do Brasil.

    A bacia do rio Uruguai, formada pelos rios Canoas e Pelotas, conta com sete hidrelétricas de médio e grande porte já construídas: Itá, Machadinho, Barra Grande, Campos Novos, Monjolinho, Foz do Chapecó e Passo Fundo. Do lado argentino, há pouco tempo foi inaugurada a gigantesca barragem de Yaciretá.

    Ou seja, já estamos cercados por barragens. Aí está a dúvida. Precisa mais?

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    Temos que admitir. A questão das barragens, além dos aspectos econômicos propriamente ditos, tem um componente sentimental.

    De modo especial para nós, que vivemos próximos à fronteira, o Uruguai representa belas paisagens e histórias envolvendo pescarias, balseiros e contrabandos. Tudo isso mexe com a nossa imaginação, nossas memórias e nossos sentimentos.

    Sabemos, também, que as barragens significam o fim do rio Uruguai. Em quase toda a extensão da fronteira Brasil-Argentina haverá apenas lagos e reservas. O rio que move nossa imaginação estará morto.

    Apenas não sabemos em que data dará seu último suspiro.

  • sexta-feira, 15 de maio de 2015 16:46

    Coisas da cidade (e dos livros)

    Tem Feira do Livro na praça da Bandeira. Pois bem. Não vou estender a conversa acerca da importância do livro, esse velho companheiro da humanidade. Você sabe muito bem disso.

    Hoje temos até mesmo livros digitais, que são úteis em algumas circunstâncias. O surpreendente, mesmo, é a paixão das pessoas pelo livro em papel. Já ouvi amigos dizerem que, tão bom quanto o conteúdo, é o cheiro do papel. Eu mesmo já me flagrei cheirando livros em livraria.

    O hábito de manusear livros é tão arraigado que ele, o livro, sobrevive num tempo em que tudo parece virtual, até os negócios, até os amores.

    Pois abrir o livro resiste a esse mundo célere, marcado pela pressa, pela urgência. Abrir um livro e beber um mate nos parece sinônimo de felicidade.

    Concordo plenamente.

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    A ciclovia, que gerou polêmica e algumas resistências, finalmente está consolidada. A utilização é crescente. Aliás, também é crescente o número de ciclistas na cidade motivados por aquele espaço físico. Até ha pouco tempo muitos expressavam o medo de transitar com bicicletas. Pois este medo acabou.

    É visível, também, que os motoristas já se acostumaram com a ciclovia ao lado da pista no sentido bairro-centro. Era apenas uma questão de tempo.

    A ciclovia veio para ficar. E é muito bem vinda, diga-se.

    ***

    Hoje à noite, no Hotel Imigrantes, os advogados da região estarão reunidos para palestra e debate sobre o novo Código de Processo Civil.

    Embora seja um tema de interesse direto do mundo jurídico, ele alcança a toda a população. O judiciário abarrotado, lento e quase paralisado que temos hoje preocupa a todos os brasileiros. Se você reclama do Legislativo e do Executivo, nem queira saber do caos do Judiciário.

    Existe a esperança que o novo código, que entra em vigor no início do próximo ano, contribua para a agilização e efetividade da prestação jurisdicional. O Brasil precisa disso.

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    O programa vale-livro, da Prefeitura, destinou vales de R$ 15,00 para os estudantes e de R$ 20,00 para professores. Eles certamente serão “descontados” na Feira do Livro, beneficiando muita gente.

    Pois convido você a fazer uma comparação simples, mas provocativa. No último Gre-nal, em Porto Alegre, uma cadeira bem posicionada no Beira-Rio custou R$ 400,00. Levando a esposa, o torcedor pagou R$ 800,00.

    Com tal valor daria para comprar, por exemplo, 26 livros de R$ 30,00. O que você acha?

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    Gosto da frase atribuída ao Joseph Conrad, que disse: “O autor só escreve metade do livro. A outra metade é completada pelo leitor”.

    É fácil de entender. Cada leitor, com suas emoções e experiências, complementa aquilo que escritor colocou no papel. Isso torna os livros tão interessantes. Servem até para troca de ideias entre os leitores de um mesmo livro, como se o texto ainda estivesse incompleto.

  • sexta-feira, 8 de maio de 2015 08:49

    Da criação do mundo

    Acho que a Assembleia Legislativa do RS anda meio sem trabalho. É só ver o projeto que está causando polêmica na casa dos deputados gaúchos: a deputada Liziane Bayer (PSB) quer que as escolas ensinem o criacionismo.
    Pois bem. É surpreendente que o tema ganhe espaço nos debates do legislativo, por isso acho que eles estão com bastante folga no trabalho.
    O criacionismo tem por base as histórias dos livros sagrados, especialmente a Bíblia, e as leva ao pé da letra. Esse é o erro. Para eles, o mundo foi criado em seis dias. E foi criado há mais ou menos 6.000 anos. Ou seja, é uma concepção puramente religiosa, baseada na fé.
    Já a verdade científica é bem diversa. Até a Igreja Católica, que já mandou para a fogueira quem contrariasse seus dogmas, hoje acata o que a ciência revelou nos últimos séculos. A evolução das espécies é realidade observável pela ciência, que comprova a existência de seres humanos há milhões de anos. O universo, bilhões de anos.
    A questão é separar o que é simbolismo da fé, das religiões, daquilo que é constatação científica. Não há oposição ou contestação entre uma e outra. A evolução não significa, necessariamente, que as pessoas não possam acreditar em Deus. Mas para as mentes atrasadas, a questão continua a ser esta, infelizmente.
    ***
    Isso, porém, não é novidade. Pesquisa feita nos EUA revelou que quase metade da população não acredita na evolução, preferindo acreditar na história de Adão e Eva e do barro que teria sido soprado pelo Criador. No Brasil, chega a 25% da população.
    Pobres dos professores de biologia!
    ***
    Falando em evolucionismo, lembro da história da menina que perguntou à mãe sobre a origem da espécie humana. A mãe explicou:
    “Deus criou Adão e Eva. Assim a raça humana se reproduziu e se multiplicou”.
    Depois, a menina fez a mesma pergunta ao pai e este explicou:
    “Há milênios existiam macacos que evoluíram até chegarem aos humanos que você conhece hoje”.
    Confusa, a garotinha voltou a comentar o assunto com a mãe e esta respondeu:
    “Olha, filha, é muito simples: eu falei da minha família e o papai falou da dele...”
    ***
    Alerta para a Prefeitura de Santa Rosa. Aqueles postes de metal, instalados no centro da cidade para a iluminação natalina, são ocos e estão cheios dágua. A cada chuva, os postes enchem. Para esvaziar pode levar semanas, pois a evaporação é lenta.
    Constatei o fato a partir de vídeo divulgado na internet, pois o fato ocorreu em outra cidade do país. Observando os postes em Santa Rosa, dá para ver que, em alguns deles, a base está apodrecendo por ação corrosiva da ferrugem.
    Ou seja, tem água lá dentro. E possivelmente mosquitos....