• sábado, 23 de novembro de 2013 12:13

    Coisas da cidade

    Quando falamos em área pública, não há necessidade de uma definição mais detalhada. É uma área que pertence à administração pública e é de uso comum. O uso por particulares é regulado por lei. Nada mais simples. Se a área é privada (como o imóvel de sua casa, por exemplo), é de uso particular e só pode ser usada por terceiros mediante sua autorização.
    Com essa conversa introdutória, estou me referindo a áreas públicas que vêm sendo usadas, indiscriminadamente, para anúncios e propagandas particulares. Começou no Parcão e se espalhou para os canteiros centrais de diversas avenidas. A rótula de entrada do Bairro Cruzeiro virou um festival de propagandas. O resultado disso (além do uso ilegal) é que a poluição visual se torna gritante, e gera reclamações muito apropriadas.
    A questão é que devemos levar em conta um princípio chamado isonomia. Se alguém pode usar, todos podem. É área pública, certo? Se uma empresa utiliza, todas as demais também têm direito? É claro que não. Quem está errado é aquele que a usa sem autorização legal. O correto, no caso, é ninguém utilizar, para que todos sejam respeitados. A cidade fica mais bonita e agradece.
    ***
    As obras de ampliação do Hospital de Caridade têm um efeito, para a cidade, como a serotonina para o corpo de cada um de nós: proporciona entusiasmo e alegria. Usei esta comparação porque, afinal, estamos falando de saúde, no caso, da saúde pública. E a serotonina, como explicou meu médico, mexe com o humor, o sono, o ritmo cardíaco e até com as funções intelectuais.
    Afora essas explicações fisiológicas, o fato é que a obra trouxe à comunidade uma certa alegria, e a certeza de que em breve os serviços de saúde da cidade serão melhores.
    ***
    A retomada das obras do Centro Cultural (antiga prefeitura) também é uma notícia saudada com entusiasmo. Aos poucos, parte por parte, chegaremos lá. Não há nenhum problema nisso. Obras desse porte, voltadas para a cultura e o entretenimento, sempre demandam tempo. Verbas públicas, licitações, pregões, e outras coisas do gênero as tornam demoradas.
    A estratégia de fazer o trabalho de forma segmentada está correta. Vamos por partes. Logo teremos um local que será o orgulho de Santa Rosa.
    É assim mesmo. Veja o Teatro São Pedro, em Porto Alegre, cuja ampliação vem sendo executada há uma década, e ainda demandará algum tempo para ficar pronta.
    ***
    Orçamento de Santa Rosa, para 2014, será próximo de R$ 250 milhões. O número reflete o crescimento econômico dos últimos anos, e mostra que administrar bem e programar o futuro devem ser palavras de ordem. O caldo engrossou, pois não somos mais um pequeno município com questões meramente provincianas e paroquiais. Somos uma cidade em desenvolvimento. É diferente.
    ***
    Você já percebeu? Faltam 36 dias para o ano acabar! Cruzes!!

  • sexta-feira, 22 de novembro de 2013 14:47

    Coisas da cidade

    Quando falamos em área pública, não há necessidade de uma definição mais detalhada. É uma área que pertence à administração pública e é de uso comum. O uso por particulares é regulado por lei. Nada mais simples. Se a área é privada (como o imóvel de sua casa, por exemplo), é de uso particular e só pode ser usada por terceiros mediante sua autorização.

    Com essa conversa introdutória, estou me referindo a áreas públicas que vêm sendo usadas, indiscriminadamente, para anúncios e propagandas particulares. Começou no Parcão e se espalhou para os canteiros centrais de diversas avenidas. A rótula de entrada do Bairro Cruzeiro virou um festival de propagandas. O resultado disso (além do uso ilegal) é que a poluição visual se torna gritante, e gera reclamações muito apropriadas.

    A questão é que devemos levar em conta um princípio chamado isonomia. Se alguém pode usar, todos podem. É área pública, certo? Se uma empresa utiliza, todas as demais também têm direito? É claro que não. Quem está errado é aquele que a usa sem autorização legal. O correto, no caso, é ninguém utilizar, para que todos sejam respeitados. A cidade fica mais bonita e agradece.

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    As obras de ampliação do Hospital de Caridade têm um efeito, para a cidade, como a serotonina para o corpo de cada um de nós: proporciona entusiasmo e alegria. Usei esta comparação porque, afinal, estamos falando de saúde, no caso, da saúde pública. E a serotonina, como explicou meu médico, mexe com o humor, o sono, o ritmo cardíaco e até com as funções intelectuais.

    Afora essas explicações fisiológicas, o fato é que a obra trouxe à comunidade uma certa alegria, e a certeza de que em breve os serviços de saúde da cidade serão melhores.

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    A retomada das obras do Centro Cultural (antiga prefeitura) também é uma notícia saudada com entusiasmo. Aos poucos, parte por parte, chegaremos lá. Não há nenhum problema nisso. Obras desse porte, voltadas para a cultura e o entretenimento, sempre demandam tempo. Verbas públicas, licitações, pregões, e outras coisas do gênero as tornam demoradas.

    A estratégia de fazer o trabalho de forma segmentada está correta. Vamos por partes. Logo teremos um local que será o orgulho de Santa Rosa.

    É assim mesmo. Veja o Teatro São Pedro, em Porto Alegre, cuja ampliação vem sendo executada há uma década, e ainda demandará algum tempo para ficar pronta.

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    Orçamento de Santa Rosa, para 2014, será próximo de R$ 250 milhões. O número reflete o crescimento econômico dos últimos anos, e mostra que administrar bem e programar o futuro devem ser palavras de ordem. O caldo engrossou, pois não somos mais um pequeno município com questões meramente provincianas e paroquiais. Somos uma cidade em desenvolvimento. É diferente.

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    Você já percebeu? Faltam 36 dias para o ano acabar! Cruzes!!

     

  • sexta-feira, 15 de novembro de 2013 19:48

    Da leitura e suas vantagens

    O automóvel tem sido, desde o advento da produção em série, o grande sonho de consumo de todos. Nossas cidades (e toda a nossa cultura) estão definidas em função do automóvel. O Brasil, este país ainda em desenvolvimento, já produz quase 2 milhões de carros por ano. A produção de caminhões chega a 150 mil unidades por ano. Haja combustível! Haja estradas! Haja espaço!

    Pois no último final de semana, com a chuvarada, as cidades da região metropolitana de Porto Alegre simplesmente pararam. Milhares de cidadãos “montados” em seus automóveis, e parados!

    O que era para ser praticidade, conforto e prazer, tornou-se uma tortura. Precisamos repensar isso. Acho que, definitivamente, a civilização do automóvel não deu certo.

    ***

    Encontramos, seguidamente, artigos na imprensa alardeando as vantagens da leitura. Os “conselheiros” vão desde escritores até médicos. Já conhecemos muito bem isso. A leitura aumenta nosso vocabulário, aperfeiçoa nossa escrita, aprimora a capacidade de análise, nos humaniza e permite o conhecimento de outros mundos, outras realidades. Os benefícios para a memória e saúde mental são bem conhecidos e amplamente divulgados.

    Esses são alguns dos benefícios. Mas gostaria de ressaltar dois outros.

    A autoestima é o primeiro. Pessoas que lêem se tornam mais confiantes em si mesmas. E, intimamente, se consideram atualizadas e inteligentes. Ou seja, a autoestima delas é alta, o que é muito bom.

    A outra vantagem é econômica. Não há forma mais barata de adquirir conhecimento e todos os demais benefícios de que falávamos. A leitura é barata e pode ser gratuita (basta ir até uma biblioteca) e as histórias lidas permanecem conosco durante longo tempo.

    Mal comparando, ler é muito mais barato do que o cinema e o teatro, por exemplo. E ainda bem mais barato do que um jogo de futebol.

    ***

    Falando nisso, vi nos jornais que os jogos finais da Copa do Brasil, entre Flamengo e Atlético Paranaense, terão ingressos que chegam a R$ 800,00 a cadeira central. Assustado, li novamente a matéria do jornal, pois não estava acreditando. Oitocentos reais para assistir a um jogo de futebol?

    Imagino que esses torcedores devem ser os mesmos que dizem que o livro, o teatro e o cinema são muito caros. Os mesmos que, muitas vezes, negam ao próprio filho um livro, alegando ser dispendioso. Devem ser.

    Pois esse valor, superior a um salário mínimo, nos dá uma noção de quanto o futebol, por aqui, se tornou um fenômeno que envolve fanatismo, devoção cega, irracionalismo e falta de bom senso. Apreciado pelas multidões, tornou-se o esporte nacional. Mas, pelo visto, agora se tornou uma indústria gigantesca cuja única finalidade é o lucro em dimensões extraordinárias.

    Como se vê, sou um torcedor ressentido. E começo a desconfiar que também sou um trouxa...

  • sábado, 9 de novembro de 2013 01:14

    Aprimorando meu inglês

    Por causa da Copa do Mundo, virou moda atualizar conhecimentos em inglês, tudo para esperar os turistas. Garçons, taxistas, frentistas, policiais, todos estão aprendendo. Mesmo no interior do país. Imagine se, por exemplo, um gringo lhe perguntar onde fica a Linha Salto? Neste caso, você deve ganhar tempo, também indagando: "What? Salt Line? Oh, yes!".

    Por isso, eu também estou aperfeiçoando o meu inglês, e me preparando para a Copa, já que o Felipão não deve me convocar para a zaga. Comecemos pelos vocábulos mais utilizados no cotidiano. Veja que é muito fácil.

    "Read" é palavra muito utilizada por pescadores. Por exemplo: "o que cai na read é peixe".

    "Fourteen" é uma referência a sujeito forte. "Não mexe com ele porque ele é bem fourteen".

    "Good" é fácil de saber porque lembra a infância. "Quando criança, eu gostava de jogar bolinha de good".

    "River" significa pior que feio. Exemplo: "Ele é o river".

    "Serial killer": cereal em quilo. Compra-se no mercado.

    "Pay day" é o mesmo que soltar gases.

    "Monday" é igual a ordenar: "Ontem monday lavar o carro".

    "Feel" é barbante. "Feel dental". "Feche o pacote com um feel".

    "Floor" expressa rejeição: "Ela não é floor que se cheire".

    "Morning": algo que não é quente nem frio. "Meu café está morning".

    "Never": flocos de gelo. "É divertido ver bonecos de never".

    "Ice" é uma expressão de desejo: "Ice ela me desse bola...".

    Como se observa, será fácil receber bem os turistas para a Copa. Basta memorizar alguns conceitos básicos, como estes que citei. Até a Copa vamos treinando...

    ***

    Foi mesmo bombástica a informação veiculada pela imprensa de Ijuí na última segunda-feira. A Federação Gaúcha de Futebol confirmou o time da cidade — Esporte Clube São Luiz — na Copa do Brasil de 2014.

    Por lá, a notícia veio como uma espécie de presente de Natal.

    Agora, o clube já está se mobilizando para obter patrocínios e incrementar o quadro de associados. A cidade está entusiasmada porque a Copa do Brasil serve como incremento para as finanças do clube e divulgação para a cidade.

    De quebra, talvez aconteçam jogos importantes que atraiam a torcida de toda a região para a cidade natal do Dunga.

    ***

    Finalmente, uma nota de pesar. Faleceu na última terça-feira o advogado Brilmar Zimmermann Desengrini. Foi advogado e político em Santo Ângelo, tendo atuado também em Santa Rosa. Desengrini (como era mais conhecido) foi também candidato a deputado estadual. Estava com 81 anos e residia atualmente em Florianópolis, onde faleceu vítima de câncer.

    Faço o registro porque conversei com Desengrini em muitas oportunidades. Sei também que deixou amigos por aqui.