• sexta-feira, 14 de junho de 2013 13:35

    Coisas do mundo

    O mundo ficou chocado com a informação de que o governo dos EUA monitora a vida de milhões de pessoas, via internet,

    inclusive no Brasil. É a bisbilhotagem eletrônica, que no tempo da ditadura era feita, por aqui, pelos puxa-sacos que ficaram conhecidos como "arapongas".

    Atualmente, a espionagem eletrônica (muito mais eficiente) é tida como uma agressão a um dos mais elementares direitos do cidadão em qualquer lugar do mundo. O site Wikileaks, que está sendo processado pelo governo americano, já tinha denunciado anteriormente. E como isso funciona?

    Por exemplo: eu mando um e-mail para um amigo que mora, digamos, em Giruá. A minha mensagem segue vertiginosamente até os centros de internet no Brasil, vai até a Europa, e retorna pelo mesmo caminho até Giruá. Não existe ligação direta entre a minha casa e a casa do meu amigo.

    O problema é que todas as redes óticas da América do Sul passam pelos Estados Unidos, e lá, segundo as denúncias, são monitoradas. Essa nova arapongagem já é considerada o maior e mais grave movimento de espionagem ilegal já realizado no mundo todo. Dá o que pensar...

    Enfim, na próxima vez que você entrar no "Feicibuqui", aproveite para mandar uma mensagem para o Barack Obama. Quem sabe vocês se tornam amigos...

    ***

    Problema para os amantes de rodeios do Estado, e cavaleiros em geral. Está em debate um decreto estadual envolvendo a saúde dos cavalos. Agora, para chegar até o rodeio, além da "Guia de Transporte", será preciso portar comprovante de vacina contra a anemia infecciosa e o teste de influenza (gripe equina). Vale também para deslocamento dos cavalos dentro do próprio município.

    Isso deve pesar na guaiaca dos gaúchos.

    Fala-se até em uma "carteirinha de saúde" a ser transportada. Assim, se houver desentendimento, numa barreira sanitária, podemos nos deparar com diálogos deste tipo:

    "A carteirinha do animal, por favor", diz o policial.

    "Tchê, esse aí ainda não foi vacinado..."

    E o policial:

    "Não estou falando com você. Estou falando com o cavalo..."

    ***

    Virou piada municipal o folder distribuído na Indumóveis, intitulado "Mapa Turístico de Santa Rosa". Ocorre que no mapa não aparece o Parque de Exposições! É claro que algum gaiato já perguntou: "Nossa, já venderam o parque?".

    Coisas desse tipo acontecem. Azar. Mas o material gráfico, evidentemente, não tira o brilho da Indumóveis, evento que despertou a simpatia de todos. Como dizíamos anteriormente, a feira é um marco para a nossa economia, pois consolida a diversificação, deixando para trás os tempos em que vivíamos às voltas com a monocultura da soja.

    Aliás, vale lembrar que a Cresol lançou, na feira, um novo loteamento, acompanhando outras iniciativas do gênero. Se é verdade que Santa Rosa projeta, para esta década, um acréscimo populacional de 50 mil pessoas, passando dos atuais 70 mil para 120 mil, esse é o tipo de projeto econômico que tem futuro.

    A informação (que é uma projeção, na verdade) de acréscimo populacional deveria provocar um debate intenso em todas as áreas sociais e econômicas. A cidade está preparada para esse "inchaço"? O que estamos fazendo para acolher toda essa população? As perguntas são muitas, como se vê.

  • sábado, 8 de junho de 2013 11:11

    Livros e cerveja

    O inverno sempre está associado com recolhimento. As atividades ao ar livre ficam restritas. Forçados pela temperatura baixa, acabamos curtindo a intimidade da casa, seja com lareira, seja com fogão a lenha.

    Pois esse é o momento em que vai bem uma leitura. E o comentário só tem essa finalidade, mesmo. Aproveite esse recolhimento forçado para abrir um livro. A televisão, como você já está cansado de saber, serve mesmo para provocar ruído. Portanto, aproveite o frio e exercite o cérebro. Certamente você já se arrependeu de perder uma tarde de domingo assistindo o programa do Faustão, mas jamais irá se arrepender de ter lido um livro. Concorda?

    ***

    Para quem gosta de reclamar do preço do livro no Brasil, informações recentes ajudam a rever este conceito.

    A FIPE (Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas) publicou a sua pesquisa anual envolvendo o mercado editorial brasileiro.

    A conclusão é surpreendente. De 2004 até 2011 o preço do livro no Brasil caiu 44,9%. As razões para isso são duas, basicamente. A redução dos tributos (PIS/Cofins) e a modernização administrativa das editoras e distribuidoras.

    Em 2011, as editoras registraram um recorde, com 469 milhões de livros comercializados, um aumento de 7,2% em relação ao ano anterior.

    Não há dúvidas. Está havendo um grande esforço em democratizar a leitura no Brasil, envolvendo escolas, empresas e poder público. A leitura está entrando na vida de muitas pessoas que não tinham o hábito.

    E veja que não estou fazendo referência às pesquisas dos neurocientistas que garantem que o cérebro humano se aperfeiçoa e se torna mais saudável com o exercício proporcionado pela leitura. Simples assim.

    E se você continua sem ler, é hora de acordar.

    ***

    Mudando de assunto. Se você é um apreciador de cerveja (acho que é uma das paixões nacionais), saiba que está enganado ao supor que a Ambev é dona de tudo. Em volume de vendas, certamente é, pois detém as marcas mais populares. Porém, o livro "Brasil Beer - o guia das cervejas brasileiras", recentemente lançado, mostra que no país já existem mais de 450 marcas de cervejas.

    As cervejarias, que já passam de 120, estão se multiplicando. A produção de pequenas indústrias está crescendo, e oferecendo cervejas com sabores e teores alcoólicos diversos. É um mercado em mutação.

    Mas vamos com calma. Não é porque estamos em terra de alemão que essa notícia vai levá-lo a experimentar as 450 cervejas. Elas contém álcool, tá lembrado?

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    A frase para você pensar no final de semana certamente partiu de uma esposa de pescador, que não apenas conhece o marido mas também os efeitos de uma pescaria. Veja:

    "Dá um peixe a um homem, e ele o comerá. Ensina o homem a pescar, e ele ficará o dia inteiro no barco bebendo cerveja".

  • sábado, 1 de junho de 2013 21:47

    Coisas da cidade

    No último domingo, Cláudio Joner lançou seu CD "Desor-

    dem", com casa cheia, clima descontraído e, e o disco (é
    claro), que além da música tem embalagem com produção gráfica excelente. Fica a sugestão. É para você ouvir e ter na estante, e também dar de presente.

    Numa época em que estamos sufocados pelo mau gosto dos sertanejos universitários, é bom ver que na cidade há muita gente que aprecia a boa música.

    E por falar em boa música, hoje tem Nelson Coelho de Castro lá no SESC.

    ***

    A Indumóveis, que abre suas portas na próxima quinta, dia 6, é uma prova irrefutável de que a região está traçando caminhos há muito tempo buscados. A diversidade econômica é o principal objetivo, afastando-nos de uma época em que fomos apenas uma região de monocultura.

    Aliás, esse já é um pensamento unânime entre os economistas. Só a diversificação gera riqueza sem riscos de crises desastrosas. E, no nosso caso, a combinação das indústrias de móveis e construção civil parece ter um amplo horizonte para crescer trazendo desenvolvimento.

    O momento é propício, com o impulso de dinheiro para a construção civil e a melhoria dos orçamentos da classe média. A Indumóveis, enfim, promete. E você não pode deixar de visitá-la.

    ***

    A operação "Ágata 7", trabalho conjunto do Exército e outras forças militares, não acontece apenas aqui na região. Ela envolve cerca de 25 mil militares e alcança toda a fronteira brasileira, do Oiapoque ao Chuí.

    Mas, ao contrário do que imaginamos, a operação não se limita a combater o contrabando e o tráfico de drogas (que são, evidentemente, o objetivo principal). Mas por conta dessa grande mobilização, também são prestados serviços diversos, vistorias, inspeções e apreensão de armas e, é claro, de gente.

    Sabemos que em todas as operações anteriores foram presos traficantes e contrabandistas que atuam nessa imensa fronteira brasileira com os demais países latino-americanos. Desta vez não será diferente.

    ***

    Como você já deve ter observado, a caixa dágua da praça do Bairro Cruzeiro está parecendo a Torre de Pisa, inclinadinha como se fosse desabar a qualquer momento.

    A Corsan está providenciando a licitação para sua recuperação. A caixa é uma espécie de patrimônio histórico do bairro, e seu eventual desabamento causaria muita tristeza por lá. Assim, como diria seu Tibúrcio, a obra de recuperação vai "matar dois coelhos com uma caixa dágua só".

    ***

    O mesmo Tibúrcio manifestou seu espanto com o surto de raiva bovina em Porto Lucena, que já atinge duas centenas de animais. O que será que está acontecendo? Essa raiva toda deve ter um motivo. Talvez as vacas estejam sendo mal tratadas, com pasto de má qualidade. Ou será que estão alimentando-as com cacau e detergente para que elas dêem diretamente o achocolatado, em vez de leite com formol? Sabe-se lá...

    De todo modo, muito cuidado ao chamar de "vaca" aquela sua vizinha antipática. Pode ser que ela esteja com raiva bovina e a situação se complique...

  • sexta-feira, 24 de maio de 2013 17:41

    Definições interessantes

    Essa é de doer. Os livros brasileiros estão sendo impressos na China. É isso mesmo. Até os livros submergiram às regras da globalização predatória. Pagar salários miseráveis, com mão de obra abundante e submissa, virou a fonte de instabilidade econômica no mundo todo. Aqui no Brasil, diversos são os setores da economia que vêm sendo afetados por esse tsunami.

    Somente no ano passado 13,5 mil toneladas de livros impressos na China chegaram ao Brasil. A explicação dos editores é óbvia: trazer os livros prontos torna a mercadoria mais barata. Grande novidade!

    A questão fundamental, que vem atormentando a cabeça dos economistas, é a seguinte. Como enfrentar esta onda sem pauperizar a vida dos brasileiros (e de muitos habitantes dos países ocidentais)? É mais do que evidente que essas gigantescas cargas de mercadorias vindas da Ásia estão gerando dificuldades para as empresas, desemprego e ociosidade industrial. São tempos novos, ou estamos repetindo a era da revolução industrial, de século e meio atrás?

    ***

    Na Colômbia, um livro vem obtendo sucesso inesperado. É um dicionário escrito por crianças. É claro que o trabalho de coleta de suas definições foi feito por professores, que as organizaram em livro. Mas não deixa de ser interessante ver o ponto de vista das crianças, a forma como elas vêem o mundo.

    Veja a definição de "adulto" que consta do dicionário: "Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si". As crianças não estão nos chamando de tolos?

    No interessante dicionário, "água" é uma "transparência que se pode tomar".

    "Solidão" é, segundo as crianças, uma "tristeza que a pessoa tem às vezes". Outra definição legal é a da palavra tranqüilidade: "Quando o seu pai diz que vai te bater, e depois diz que não vai". Veja outras:

    "Ancião": Um homem que fica sentado o dia todo.

    "Igreja": Onde a pessoa vai perdoar Deus.

    "Sexo": É uma pessoa que beija em cima da outra.

    "Camponês": Um homem que não tem casa, nem dinheiro. Só filhos.

    "Branco": É uma cor que não pinta.

    "Deus": É o amor com cabelos grandes e poderes.

    ***

    "O frio é psicológico", disse-me alguém, tempos atrás. Na ocasião, eu lhe respondi: "Nossa, como está psicológico hoje, você não acha?".

    Desculpe a piada sem graça, mas ela é apenas para lembrar que estamos às vésperas da estação mais gaúcha, embora todas as demais tenham o seu encanto, especialmente a primavera, pois, afinal, todo mundo tem uma prima com nome Vera, que é muito linda (desculpe, foi outra fraquinha).

    Mas, como eu dizia, nada mais gaúcho que o inverno. E não é preciso forçar a memória para lembrar algumas coisas que despertam nossos sentimentos mais "gauchísticos". Veja só.

    Pinhão e milho verde, na panela em cima do fogão. O próprio fogão a lenha, com aquela caixa de madeira embaixo, cheia de gravetos. Chimarrão, sempre indispensável. Bife feito na chapa. Poncho comprado lá no Uruguai. Cuecão (desses que ficam incomodando aquela linha que separa as nádegas). Geada quebradiça sob os sapatos. Laranja sob o sol da tarde. Chaleira com água bem quente, para o banho e para lavar a louça.

    Ah, quase esqueço. Tem também as meias de lã bem grossas, pois nessa época, como dizia um amigo, "o frio justifica as meias" (desculpe outra vez).