• sábado, 1 de junho de 2013 21:47

    Coisas da cidade

    No último domingo, Cláudio Joner lançou seu CD "Desor-

    dem", com casa cheia, clima descontraído e, e o disco (é
    claro), que além da música tem embalagem com produção gráfica excelente. Fica a sugestão. É para você ouvir e ter na estante, e também dar de presente.

    Numa época em que estamos sufocados pelo mau gosto dos sertanejos universitários, é bom ver que na cidade há muita gente que aprecia a boa música.

    E por falar em boa música, hoje tem Nelson Coelho de Castro lá no SESC.

    ***

    A Indumóveis, que abre suas portas na próxima quinta, dia 6, é uma prova irrefutável de que a região está traçando caminhos há muito tempo buscados. A diversidade econômica é o principal objetivo, afastando-nos de uma época em que fomos apenas uma região de monocultura.

    Aliás, esse já é um pensamento unânime entre os economistas. Só a diversificação gera riqueza sem riscos de crises desastrosas. E, no nosso caso, a combinação das indústrias de móveis e construção civil parece ter um amplo horizonte para crescer trazendo desenvolvimento.

    O momento é propício, com o impulso de dinheiro para a construção civil e a melhoria dos orçamentos da classe média. A Indumóveis, enfim, promete. E você não pode deixar de visitá-la.

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    A operação "Ágata 7", trabalho conjunto do Exército e outras forças militares, não acontece apenas aqui na região. Ela envolve cerca de 25 mil militares e alcança toda a fronteira brasileira, do Oiapoque ao Chuí.

    Mas, ao contrário do que imaginamos, a operação não se limita a combater o contrabando e o tráfico de drogas (que são, evidentemente, o objetivo principal). Mas por conta dessa grande mobilização, também são prestados serviços diversos, vistorias, inspeções e apreensão de armas e, é claro, de gente.

    Sabemos que em todas as operações anteriores foram presos traficantes e contrabandistas que atuam nessa imensa fronteira brasileira com os demais países latino-americanos. Desta vez não será diferente.

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    Como você já deve ter observado, a caixa dágua da praça do Bairro Cruzeiro está parecendo a Torre de Pisa, inclinadinha como se fosse desabar a qualquer momento.

    A Corsan está providenciando a licitação para sua recuperação. A caixa é uma espécie de patrimônio histórico do bairro, e seu eventual desabamento causaria muita tristeza por lá. Assim, como diria seu Tibúrcio, a obra de recuperação vai "matar dois coelhos com uma caixa dágua só".

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    O mesmo Tibúrcio manifestou seu espanto com o surto de raiva bovina em Porto Lucena, que já atinge duas centenas de animais. O que será que está acontecendo? Essa raiva toda deve ter um motivo. Talvez as vacas estejam sendo mal tratadas, com pasto de má qualidade. Ou será que estão alimentando-as com cacau e detergente para que elas dêem diretamente o achocolatado, em vez de leite com formol? Sabe-se lá...

    De todo modo, muito cuidado ao chamar de "vaca" aquela sua vizinha antipática. Pode ser que ela esteja com raiva bovina e a situação se complique...

  • sexta-feira, 24 de maio de 2013 17:41

    Definições interessantes

    Essa é de doer. Os livros brasileiros estão sendo impressos na China. É isso mesmo. Até os livros submergiram às regras da globalização predatória. Pagar salários miseráveis, com mão de obra abundante e submissa, virou a fonte de instabilidade econômica no mundo todo. Aqui no Brasil, diversos são os setores da economia que vêm sendo afetados por esse tsunami.

    Somente no ano passado 13,5 mil toneladas de livros impressos na China chegaram ao Brasil. A explicação dos editores é óbvia: trazer os livros prontos torna a mercadoria mais barata. Grande novidade!

    A questão fundamental, que vem atormentando a cabeça dos economistas, é a seguinte. Como enfrentar esta onda sem pauperizar a vida dos brasileiros (e de muitos habitantes dos países ocidentais)? É mais do que evidente que essas gigantescas cargas de mercadorias vindas da Ásia estão gerando dificuldades para as empresas, desemprego e ociosidade industrial. São tempos novos, ou estamos repetindo a era da revolução industrial, de século e meio atrás?

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    Na Colômbia, um livro vem obtendo sucesso inesperado. É um dicionário escrito por crianças. É claro que o trabalho de coleta de suas definições foi feito por professores, que as organizaram em livro. Mas não deixa de ser interessante ver o ponto de vista das crianças, a forma como elas vêem o mundo.

    Veja a definição de "adulto" que consta do dicionário: "Pessoa que em toda coisa que fala, fala primeiro de si". As crianças não estão nos chamando de tolos?

    No interessante dicionário, "água" é uma "transparência que se pode tomar".

    "Solidão" é, segundo as crianças, uma "tristeza que a pessoa tem às vezes". Outra definição legal é a da palavra tranqüilidade: "Quando o seu pai diz que vai te bater, e depois diz que não vai". Veja outras:

    "Ancião": Um homem que fica sentado o dia todo.

    "Igreja": Onde a pessoa vai perdoar Deus.

    "Sexo": É uma pessoa que beija em cima da outra.

    "Camponês": Um homem que não tem casa, nem dinheiro. Só filhos.

    "Branco": É uma cor que não pinta.

    "Deus": É o amor com cabelos grandes e poderes.

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    "O frio é psicológico", disse-me alguém, tempos atrás. Na ocasião, eu lhe respondi: "Nossa, como está psicológico hoje, você não acha?".

    Desculpe a piada sem graça, mas ela é apenas para lembrar que estamos às vésperas da estação mais gaúcha, embora todas as demais tenham o seu encanto, especialmente a primavera, pois, afinal, todo mundo tem uma prima com nome Vera, que é muito linda (desculpe, foi outra fraquinha).

    Mas, como eu dizia, nada mais gaúcho que o inverno. E não é preciso forçar a memória para lembrar algumas coisas que despertam nossos sentimentos mais "gauchísticos". Veja só.

    Pinhão e milho verde, na panela em cima do fogão. O próprio fogão a lenha, com aquela caixa de madeira embaixo, cheia de gravetos. Chimarrão, sempre indispensável. Bife feito na chapa. Poncho comprado lá no Uruguai. Cuecão (desses que ficam incomodando aquela linha que separa as nádegas). Geada quebradiça sob os sapatos. Laranja sob o sol da tarde. Chaleira com água bem quente, para o banho e para lavar a louça.

    Ah, quase esqueço. Tem também as meias de lã bem grossas, pois nessa época, como dizia um amigo, "o frio justifica as meias" (desculpe outra vez).

  • sexta-feira, 17 de maio de 2013 10:15

    Atenda logo, tchê!

    O celular é útil, prático, nos mantém ao alcance do mundo, e, ao contrário do que muita gente pensa, não é nada barato.

    No Brasil, onde já existem 263 milhões de linhas de celular (algo próximo de 1,4 linha por habitante). É como bunda e celulite, todo mundo tem. Os números brasileiros, porém, são realmente espantosos.

    Um levantamento da UIT (União Internacional de Telecomunicações), realizado em fevereiro último, mostra que o serviço no Brasil é muito ruim, além de caro. Utilizando como parâmetro um pacote que inclui 30 ligações e 100 mensagens, o custo brasileiro é o 43º mais caro no mundo. Este pacote custa em média R$ 125,00. Nos Estados Unidos, já convertendo o custo em dólares, ficaria por R$ 72,00. Em Portugal, R$ 46,00. Na Dinamarca, R$ 16,00.

    ***

    O chato, nessa onda incomensurável de aparelhos móveis, é o seu uso sem nenhuma cerimônia ou civilidade.

    Com frequência ouço reclamações. Na missa, no cinema, ou mesmo numa sala de aula, os aparelhinhos subitamente soam, muitas vezes com muitos decibéis.

    Dias atrás, estava eu numa fila de banco, e, de repente, tocou um celular. O ruído era de uma música funk, ruidosa e obscena (o que não é nenhuma novidade). O volume era inacreditavelmente alto. Vi o desconforto das pessoas à minha volta, e o sujeito (dono do celular) tentando localizá-lo no bolso do casaco. De dentro do bolso, primeiramente, saiu um molho de chaves, um baralho, um pente, um espelho redondo com um vistoso adesivo do Internacional, uma ficha de aposta do jogo do bicho e um maço de cigarros com o respectivo isqueiro. Depois, finalmente, surgiu o ruidoso e agressivo aparelho celular.

    Quase decorei a letra da música muito "instrutiva". Afinal, letra de funk normalmente não tem mais de duas linhas. Fácil, fácil.

    Não é preciso dizer que, atendida a ligação, a irritação das pessoas em volta era visível. Mais um fator de estresse.

    ***

    A verdade é que o uso indiscriminado do celular está atrapalhando a vida das pessoas, mesmo que elas não percebam isso. A comunicação tornou-se banal, e incontáveis ligações são efetuadas sem o menor senso de utilidade. Também perdemos a noção de prioridade. Se estamos conectados 24 horas por dia, já não sabemos o que é realmente prioritário.

    Casos como os citados acima tornaram-se uma praga. Celulares tocando em sessão de cinema, teatro, culto religioso, reuniões de trabalho e assim por diante. Parece que todos estão à espera de ligações urgentes, inadiáveis, quando de fato estão apenas sendo chatos com as pessoas à sua volta.

    E ainda têm aqueles que, mesmo em plena conversa com amigos, estão usando seus aparelhos para verificar redes sociais. É a chatice ao extremo.

    ***

    O curioso que essa dependência do celular já é considerada uma doença, por alguns, e tem nome: "nomofobia". É a angústia relacionada com a possível perda do celular, ou a incapacidade de ficar sem o aparelho por mais de um dia. É um tipo de ansiedade que tem relação com outros transtornos, segundo os psicólogos, que vêm encontrando um número crescente destes dependentes da tecnologia. Será mesmo necessário ficar conectado 24 horas? Aliás, seria mesmo muito bom se todas as pessoas (inclusive eu) se perguntassem: Quanto tempo consigo ficar longe do celular?

  • domingo, 12 de maio de 2013 10:26

    Todas as mães do mundo

    Não sei se a sua mamãe é uma idosa senhora, uma quarentona vibrante ou uma dessas jovens que crescem junto com

    os filhos. Mas se ela estiver por perto, dando conselhos, reclamando e ouvindo suas queixas, comemore essa sorte. Pouco importa se ela mora na casa ao lado ou numa cidade distante. Saiba que ela continua, eternamente, olhando para você.

    Isso é atávico. Pais esquecem os filhos. Mães, jamais.

    Se, como é o meu caso, sua mamãe é uma senhora de alguma idade, ainda mais notável se torna essa extraordinária fortuna, pois dentro de sua mamãe estão todas as mães do mundo.

    Dentro dela há uma jovenzinha escolhendo batons, colorindo os cabelos, medindo o tamanho da saia, cativando garotos, disposta a enfrentar o mundo, fazendo planos para um longo futuro.

    Dentro dela está a mulher apreensiva, temerosa, medindo as horas dos nove meses em que, magicamente, gestou alguém para ser entregue ao mundo.

    Dentro dela também há a mãe zelosa ensinando filhos a darem os primeiros passos, desenhar as primeiras letras, cuidar da bicicleta e dos cadernos, enternecida com suas ingenuidades e suas alegrias mais infantis.

    Dentro dela há a mãe que cuidou das espinhas que enfeitaram nossos rostos, que observou nossos primeiros namoros e primeiras desilusões amorosas, essas de rasgar corações, e que, de certa forma, também dilaceraram o coração delas.

    Dentro dela existe também a mulher madura, que, que divide profissão com tarefas caseiras, acompanha os estudos superiores do filho, a escolha da profissão, a formação de uma família, tal qual ela fez tempos atrás. E dessa família, é o que ela espera, virão novos seres, que ela cuidará com o mesmo zelo que dedicou a você, pois para ela a vida é sempre renovação.

    Todas as mães do mundo se reúnem dentro da nossa mãe. Como se fosse instinto, como se fosse uma missão que as torna superiores. E em cada mãe essa história se repete, pois não há mãe que não ame, de forma incondicional, só porque é assim que tem que ser. Ainda bem.

    Mãe é assim. Não termina nunca. Aliás, como dizia o Joãozinho, "mãe, só tem uma".

    ***

    O dia das mães foi instituído no Brasil por Getúlio Vargas, aquele mesmo da CLT e do direito de voto feminino, lá nos idos de 1932.

    Mas muito antes da data se tornar uma avalanche de consumo e vendas, como conhecemos hoje, o dia das mães era comemorado nos países de língua inglesa, isso lá na Idade Média. Naquela época, os trabalhadores (geralmente agricultores ou mineiros) eram brindados com um "feriado" para que pudessem visitar suas mães, o que só acontecia uma vez por ano.

    Quase todos os países do mundo comemoram a data, o que prova que mãe é mãe em todos os lugares. Aqui no Brasil, só por mania de imitação, comemoramos na mesma data utilizada nos Estados Unidos, isto é, o segundo domingo de maio.

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    Piadinha esperta e oportuna. A professora de educação religiosa interroga os alunos para saber se todos rezavam, em casa, antes das refeições. Todos levantaram as mãos afirmativamente, menos o Joãozinho, é claro.

    "Joãozinho, por que você não reza antes das refeições".

    "Lá em casa não precisa, professora. A minha mãe cozinha muito bem."