sexta-feira, 15 de maio de 2015 16:46

Coisas da cidade (e dos livros)

Tem Feira do Livro na praça da Bandeira. Pois bem. Não vou estender a conversa acerca da importância do livro, esse velho companheiro da humanidade. Você sabe muito bem disso.

Hoje temos até mesmo livros digitais, que são úteis em algumas circunstâncias. O surpreendente, mesmo, é a paixão das pessoas pelo livro em papel. Já ouvi amigos dizerem que, tão bom quanto o conteúdo, é o cheiro do papel. Eu mesmo já me flagrei cheirando livros em livraria.

O hábito de manusear livros é tão arraigado que ele, o livro, sobrevive num tempo em que tudo parece virtual, até os negócios, até os amores.

Pois abrir o livro resiste a esse mundo célere, marcado pela pressa, pela urgência. Abrir um livro e beber um mate nos parece sinônimo de felicidade.

Concordo plenamente.

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A ciclovia, que gerou polêmica e algumas resistências, finalmente está consolidada. A utilização é crescente. Aliás, também é crescente o número de ciclistas na cidade motivados por aquele espaço físico. Até ha pouco tempo muitos expressavam o medo de transitar com bicicletas. Pois este medo acabou.

É visível, também, que os motoristas já se acostumaram com a ciclovia ao lado da pista no sentido bairro-centro. Era apenas uma questão de tempo.

A ciclovia veio para ficar. E é muito bem vinda, diga-se.

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Hoje à noite, no Hotel Imigrantes, os advogados da região estarão reunidos para palestra e debate sobre o novo Código de Processo Civil.

Embora seja um tema de interesse direto do mundo jurídico, ele alcança a toda a população. O judiciário abarrotado, lento e quase paralisado que temos hoje preocupa a todos os brasileiros. Se você reclama do Legislativo e do Executivo, nem queira saber do caos do Judiciário.

Existe a esperança que o novo código, que entra em vigor no início do próximo ano, contribua para a agilização e efetividade da prestação jurisdicional. O Brasil precisa disso.

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O programa vale-livro, da Prefeitura, destinou vales de R$ 15,00 para os estudantes e de R$ 20,00 para professores. Eles certamente serão “descontados” na Feira do Livro, beneficiando muita gente.

Pois convido você a fazer uma comparação simples, mas provocativa. No último Gre-nal, em Porto Alegre, uma cadeira bem posicionada no Beira-Rio custou R$ 400,00. Levando a esposa, o torcedor pagou R$ 800,00.

Com tal valor daria para comprar, por exemplo, 26 livros de R$ 30,00. O que você acha?

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Gosto da frase atribuída ao Joseph Conrad, que disse: “O autor só escreve metade do livro. A outra metade é completada pelo leitor”.

É fácil de entender. Cada leitor, com suas emoções e experiências, complementa aquilo que escritor colocou no papel. Isso torna os livros tão interessantes. Servem até para troca de ideias entre os leitores de um mesmo livro, como se o texto ainda estivesse incompleto.

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