sábado, 18 de fevereiro de 2017 08:39

De tudo um pouco

Dia 23, quinta-feira próxima, acontece em Santa Rosa a manifestação contra a reforma da Previdência. O movimento está sendo organizado em todo o país por entidades representativas da sociedade. Para quem ainda não prestou a devida atenção, o projeto acaba, na prática, com o sistema de aposentadoria. Veja um cálculo simples para entender a regra geral:
Para se aposentar aos 65 anos com a média salarial (ou 100% da média) o brasileiro terá de começar a contribuir aos 16 anos. Isso porque, aos 65 anos, o cálculo é feito da seguinte forma: o valor do benefício será de 51% da média, acrescido de 1% por ano de contribuição. Assim, aos 65 anos aquele jovem terá contribuído por 49 anos (16 de idade + 49 anos de contribuição — sem interrupção!). Se começar a contribuir, digamos, aos 25 anos, provavelmente nunca receberá qualquer valor pois estará quase batendo as botas.
A proposta está dizendo ao brasileiro: “Tu contribuis e nós não te pagamos”.
Isso sem contar o fato de que, sempre que houver aumento da expectativa de vida, a referência dos 65 anos também aumenta para 66, 67, 68 e assim por diante.
Participe da manifestação. Todos os brasileiros serão prejudicados pela reforma que, olhando bem, não é reforma. É desmonte.
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Gostei da escolha do professor Arnildo Rockenbach para patrono da Feira do Livro que acontece em abril.
Com décadas de trabalho dedicado à educação, o professor Arnildo encarna o binômio que sempre vem à mente quando falamos de livros: educação e cultura. São aspectos indisso-ciáveis da vida em sociedade, que nos trazem à mente uma verdade antiga: leitores compreendem melhor a existência, são mais tolerantes e esperançosos.
Por isso, a escolha é uma homenagem à grande pessoa que é o professor Arnildo, e também a todos que contribuem para a cultura.
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Algumas semanas atrás comentei, aqui neste espaço, que havia seis quebra-molas na rua Castelo Branco, num trecho de cerca de 1,5 km.
Pois esta semana, passando por lá, descobri que agora são 8 quebra-molas no mesmo trecho. Acho que o pessoal não entendeu. Eu estava criticando, e não elogiando a quantidade de quebra-molas...
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Acho que o Instituto Federal Farroupilha foi uma mas maiores conquistas para Santa Rosa das últimas décadas. Aliás, vale lembrar que o Instituto está oferecendo numerosas vagas para cursos técnicos de alta qualidade, sem cobrar nada.
Mas tenho uma dúvida. Essas instituições de ensino acabam sendo tratadas de forma carinhosa pela comunidade. Basta lembrar o Liminha, o Cairú, o Machado, o Dom Bosco, o Poli, e assim por diante. A comunidade abrevia a denominação, de forma carinhosa. Não precisa mesmo mencionar o nome completo.
Pois em relação ao Instituto Federal Farroupilha de Santa Rosa eu continuo confuso. Já foi IFET, passou a ser conhecido como IF, e agora, dizem, está sendo chamado de IFAR. Alguém me ajuda, por favor?

 

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