segunda-feira, 19 de março de 2018 08:15

De tudo um pouco

O conhecidíssimo Coral Santa Cecília, de Santo Cristo, inaugurou no último final de semana a sua "Casa do Coral". Uma bela edificação em arquitetura alemã (enxaimel), que reproduz a residência dos primeiros colonizadores.

O coral é formado exclusivamente por homens, e já completou um século. O repertório vai desde músicas alemãs até a música popular brasileira. O grupo mantém ensaios mensais e apresentações em todo o sul do Brasil.

Os cantores garantem que a entidade chegará ao segundo centenário. Pela energia deles, não duvido.

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Nosso amigo Pedro Berwian, santa-rosense que vive na Guatemala, acaba de ser agraciado com a comenda da Ordem "Rafael Landívar" pelos serviços prestados nas áreas de turismo e cultura na histórica cidade de Antíqua, que comemora os 475 anos de criação. É tida como a mais antiga colonização espanhola nas Américas.

É uma espécie de agradecimento dos guatemaltecos ao Berwian.

Posso dizer que sou "testemunha ocular" do envolvimento do Pedro com aquela comunidade de língua espanhola e tradições centenárias, onde estive algum tempo atrás. Merecida homenagem, Pedro!

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Enquanto isso, na costa do Uruguai, a cidade de Porto Mauá divulga ampla programação comemorativa aos seus 26 anos.

Ainda é uma menina, digamos assim, mas a programação é extensa. Vai do dia 16 até 25 de março. Tem palestras, oficinas, rodeio e, é claro, baile e sarau dançante para os "pés-de-valsa".

A turma da costa do rio não deixa por menos.

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A quaresma, nesse momento celebrada pelos cristãos, é o período de 40 dias que precedem a Semana Santa e a Páscoa. Um período dedicado ao jejum e à reflexão religiosa, respeitado por católicos e evangélicos.

É interessante perceber que o número 40 está sempre presente. Também foram 40 dias de dilúvio enfrentados por Noé, 40 dias de Jesus no deserto preparando sua peregrinação, 40 anos de andanças do povo de Israel, e assim por diante.

Vou precisar da ajuda de um teólogo para explicar essa curiosa repetição do número 40.

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É um período de forte espiritualidade. Aproveitando esse clima, a CNBB dá ênfase, nesta época do ano, à Campanha da Fraternidade.

Em 2018 o tema é a violência que permeia a vida das pessoas. Não só aquela violência midiática do Rio de Janeiro, mostrada pela TV para justificar movimentos equivocados da política e que não consegue esconder a incompetência administrativa.

Trata, sim, da violência que está nas ruas, mas também daquela que está dentro dos lares, das empresas, do ambiente escolar. Porque a violência nem sempre é física. Esta todos conhecemos, ela é visível. No mundo atual a violência mais covarde, e menos visível, é a moral, aquela violência subliminar, que subjuga, humilha, ofende e deixa cicatrizes psicológicas.

Não é preciso dizer que a violência só é superada pela fraternidade, aceitação das diferenças e valorização da vida humana. Difícil, eu sei, mas possível.

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