sábado, 31 de março de 2018 09:43

De tudo um pouco

O Musicanto deste ano terá uma novidade surpreendente. Durante o festival será lançado o livro "Dó Maior - Musicontos", uma coletânea de contos livremente inspirados nas músicas do festival.

Como o próprio festival é sinônimo de liberdade de estilos, o livro também é uma reunião de textos que dialogam com canções.

Leitura boa, garanto. Reserve o seu.

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E agora? Trabalho dobrado para nós, gaúchos. Teremos de explicar ao Brasil e ao mundo que os gaúchos não podem ser confundidos com aqueles grupos que apareceram em Bagé e Passo Fundo.

Brasil afora, neste momento, o Rio Grande está ridicularizado.

O que dizer desse grupelho? Covardes com armas na cintura e pedras nas mãos. Inimigos da democracia. Medrosos. Isso mesmo. Só os medrosos e covardes têm medo da democracia.

As fotos e os vídeos que circularam na internet mostram claramente um bando travestido de machões. Orgulhosos da própria ignorância. Que tipo de contribuição ou exemplo eles imaginavam dar aos brasileiros?

Pois é. A partir de agora teremos uma tarefa inglória. Resgatar a imagem de um estado da federação que aprecia a civilização. De um povo que respeita as diferenças políticas. Vai ser difícil, eu sei. O Brasil está perplexo. Mas haveremos de desfazer essa imagem.

Antes de mais nada, teremos que dizer ao mundo que esses covardes, que agem em bando acreditando que sua atitude não será reprimida, são uma excrescência no mundo civilizado. Lamentável.

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Achei muito legal, e merecedora de todos os elogios, a iniciativa da Delegacia Regional de Polícia, que está ministrando palestras em escolas estaduais, esclarecendo alunos sobre a atuação policial e explicando pequenos delitos que podem ser evitados.

A iniciativa, denominada "Papo de Responsa", conta com a atuação de duas escrivãs e uma agente da polícia.

Os estudantes aprendem aspectos importantes da atividade policial, o que é de grande importância para o convívio social. Afinal, eles, mais do que nunca, convivem e observam a violência e os conflitos do mundo contemporâneo.

Precisam, portanto, aprender a conviver com isso.

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Tempos atrás elogiei outro projeto, também com finalidade educadora, porém envolvendo o mundo das drogas. O "Proerd", que é uma iniciativa da Brigada Militar.

Milhares de estudantes já participaram. Certamente eles estão conscientes e livres deste tipo de ameaça.

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É fantástico ver que as forças de segurança, além da sua missão institucional, voltam-se para a educação, num forte trabalho preventivo. É ótimo.

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