sexta-feira, 13 de outubro de 2017 08:58

Separatismos

Nesses tempos em que voltamos a falar de separatismo, existe uma pergunta que nunca foi respondida: por que o nome “Rio Grande do Sul”? Ninguém tem certeza, mas há duas teorias a respeito.

A primeira diz respeito ao Guaíba, que todos consideravam um grande rio. Mas também há a versão de que o nome foi escolhido por causa da foz da Lagoa dos Patos, que também foi confundida com um grande rio. Os primeiros e precários mapas que falavam desta região foram feitos a partir de 1560, e, obviamente, a confusão sobre os fenômenos geográficos era enorme. Fazer mapas, na época, era uma tarefa inglória.

Na outra ponta do Brasil, o nome Rio Grande do Norte surgiu justamente para diferenciar do Rio Grande do Sul. Inicialmente a região se chamava Rio Grande, em homenagem ao rio Potengi, e era o nome de uma capitania hereditária doada a um sujeito de nome João de Barros. A razão deste assunto é simples: eu sempre gostei de aulas de geografia.

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Pois a consulta sobre a separação do Sul recebeu 341.566 votos. Entre os que votaram, a maioria votou “sim”. Esperava-se algo entre 2 e 3 milhões. O total de eleitores dos três estados do sul está perto de 22 milhões.

Resumindo, a consulta recebeu menos votos do que em ocasiões anteriores. E não deu certo, mais uma vez. Talvez porque o pessoal não concorde com a moeda “pila” e a capital em Lages...

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Não inventei esta pergunta, mas já a ouvi no mínimo duas dezenas de vezes andando pela cidade.

“Afinal, o que é que o Rotary está fazendo dentro da praça destinada às etnias, lá no Parque de Exposições?”.

Eu respondo: “Não tenho a menor ideia. Será que estão querendo se separar dos clubes de serviço e formar uma etnia?.”

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O dia 12 de outubro, que no Brasil lembra o Dia da Criança e de Nossa Senhora Aparecida, é comemorado em toda a América por causa do descobrimento, que aconteceu em 1492.

Como sabemos, Colombo buscava uma rota alternativa para as Índias, e chegou à região da América Central, ocupada por milhares de nativos, os quais, equivocadamente, passaram a ser chamados de “índios”.

Uma questão interessante é saber que Colombo não recebeu todas as glórias a que tinha direito. A homenagem ficou para o nome Colômbia, nosso país vizinho. A América tem esse nome devido a Américo Vespúcio, que mais tarde mapeou desde o Canadá até o nordeste brasileiro. Por isso é que sabemos, hoje, que os navegadores já tinham visitado o Brasil muito antes de Cabral. Mas isso é uma outra história.

O fato é que os navegadores chegaram ao Novo Mundo e encontraram inúmeras tribos. Era gente bronzeada e pelada. Isso foi um choque para os europeus que ainda viviam na idade média, com dogmatismos religiosos e a inquisição.

Pois bem. Passados 525 anos da “descoberta” de Colombo, ainda vejo por aqui gente espantada com uma peça de teatro onde aparece gente nua, ou até com pinturas em museus. Descobri, nos últimos dias, que gente que nunca entrou num museu subitamente transformou-se em crítico de arte. Certamente teriam coragem de jogar numa fogueira os quadros que nem os reis europeus de 1500 ousariam queimar.

Com tantos problemas Brasil afora, preocupar-se com gente pelada em teatro é, no mínimo, falta do que fazer...

 

 

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