HomeAgricultura sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018 08:21

Cultura da soja tem cenários distintos no Rio Grande do Sul

O mais preocupante é que, por parte da meteorologia, não há prognóstico de chuva expressiva para esta região do Estado.

O cenário da cultura da soja é bastante distinto, dependendo da região onde é observada. Segundo o Informativo Conjuntural, divulgado pela Emater/RS-Ascar, nesta quinta-feira, 22, a Metade Sul segue em situação de alerta, com significativo número de lavouras apresentando diminuição acentuada do potencial produtivo.

O mais preocupante é que, por parte da meteorologia, não há prognóstico de chuva expressiva para esta região do Estado, diminuindo consideravelmente a possibilidade de recuperação, por mínima que seja, das lavouras.

Nesse sentido, a Instituição segue monitorando e analisando as informações recebidas através do seu sistema de monitoramento (IPAN-Quinzenal), o que possibilitará uma avaliação mais precisa da situação e o respectivo impacto na produção do Estado. Os dados preliminares de estimativa de perdas na produção devem ser divulgados entre hoje e amanhã.

Já no Norte, de forma geral, o visual das lavouras de soja impressiona pelo porte e carga de vagens, confirmando o bom potencial produtivo. Porém, segundo técnicos, a definição dessa produção se dará em função da regularidade das precipitações nas próximas semanas.

Com as chuvas ocorridas nas últimas semanas, especialmente na Metade Norte, houve melhoria das condições de umidade do solo para absorção da adubação de cobertura, proporcionando bom desenvolvimento do milho em lavouras semeadas pós-colheita do fumo. O cenário é semelhante nas áreas de produção de leite, onde foi implantada uma segunda safra de milho para silagem, nas quais também está sendo realizada a cobertura com nitrogênio.

No Oeste do Estado, as lavouras de arroz começam a entrar em fase de maturação de forma mais acelerada, sendo que 10% do total, em nível estadual, atingem esta fase, podendo ser colhidas a qualquer momento. Quanto à colheita, estima-se que 1% do total implantado já se encontra ceifado. O percentual colhido poderia ser maior não fosse o atraso, devido a eventos climáticos, à época da semeadura.

Prossegue o desenvolvimento das fases de floração e enchimento de grãos do feijão primeira safra nos Campos de Cima da Serra, última região a implantar a cultura da primeira safra. Já as lavouras da segunda safra estão com boa evolução de crescimento e desenvolvimento em nível geral, principalmente as plantadas na segunda quinzena de janeiro. Apenas na região Sul tem ocorrido problemas em decorrência de uma estiagem mais forte, que reduziu a área plantada e vem causando injúrias nas lavouras implantadas e em desenvolvimento. O plantio está em fase de finalização.

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