HomeAgricultura quinta-feira, 21 de setembro de 2017 18:11

Culturas de inverno seguem em desenvolvimento no RS

No momento 18% do trigo estão em perfilhamento, 30% em floração, 48% em formação de grão e 4% em maturação para a colheita.

O inverno acaba nesta sexta-feira, 22, mas culturas como trigo, canola e cevada seguem o desenvolvimento no Rio Grande do Sul, ao mesmo tempo que iniciam os preparativos para a implantação da safra de grãos de verão, exceto do milho, que está com 40% da área prevista já implantada. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater/RS-Ascar, as lavouras de trigo melhoraram o aspecto visual, mas o potencial produtivo segue abaixo do esperado, com espigas menores e densidade de plantas aquém do ideal. No momento 18% do trigo estão em perfilhamento, 30% em floração, 48% em formação de grão e 4% em maturação para a colheita.

As lavouras de canola evoluem para o estádio de maturação e apresentam com pouca uniformidade. Todavia o aspecto fitossanitário é considerado bom, com baixa incidência de lagartas e diminuição da incidência de doenças radiculares. A cevada também entra na fase de maturação, com boa parte das lavouras sendo destinadas à alimentação de animais em função da baixa qualidade do produto nas lavouras semeadas no início do período de implantação. Lavouras implantadas mais tardiamente apresentam melhor potencial produtivo e qualidade, com probabilidade de atender os parâmetros das maltarias.

Milho - As lavouras de milho estão em germinação e desenvolvimento vegetativo, com boa emergência e uniformidade no seu stand, assim como bom vigor no desenvolvimento vegetativo inicial. Apesar do desenvolvimento vigoroso, boa parte das lavouras está sofrendo ataque da lagarta do cartucho, e alguns produtores já realizaram dois controles químicos. Mesmo assim, estão tendo dificuldades no controle dessa praga, inclusive nas variedades transgênicas com tecnologia Bt. Em algumas lavouras, os produtores não tiveram êxito no controle da lagarta, tendo que replantar parte delas onde o ataque foi severo.

Arroz - Para os produtores de arroz do Estado, o período não foi favorável à continuidade dos trabalhos de preparação das áreas da próxima safra. Nas principais regiões produtoras (Sul, Campanha, Sudoeste e parte da região Centro), as chuvas nos últimos dias foram por vezes intensas, alagando várzeas e transbordando arroios e rios, impossibilitando o trânsito de máquinas e implementos. Mesmo assim, segundo técnicos, o processo se encontra em estágio considerado adequado para o início do plantio (principalmente em áreas de pré-germinado), que deverá tomar impulso a partir dos próximos dias, com maior intensidade em meados de outubro.

HORTIGRANJEIROS E FRUTAS
No Alto da Serra do Botucaraí e Vale do Rio Pardo, as chuvas significativas que ocorreram em todos os municípios favoreceram as olerícolas cultivadas a campo sem sistemas de irrigação, as quais já vinham tendo limitações hídricas.
As operações de preparo do solo e plantio serão intensificadas por conta das condições favoráveis do solo (umidade). Nas culturas em estufa, se observa uma antecipação do ciclo por conta das temperaturas elevadas e da boa radiação solar desde agosto.

Culturas tipicamente de verão estão sendo plantadas/semeadas em todas as regiões, destacando-se as cucurbitáceas (abóboras, morangas, pepino, melancia e melão), solanáceas (tomate, pimentão e berinjela), bem como feijão de vagem e milho verde.

Entre as frutícolas, os pessegueiros precoces estão na fase de formação de frutos. Neste período é realizado o raleio de frutos, prática que visa proporcionar qualidade aos frutos, atendendo exigência do mercado consumidor. Algumas variedades ainda estão na fase final de florescimento. Há boa brotação e desenvolvimento inicial com baixa incidência de grafolita até o momento. A colheita das primeiras frutas deve acontecer dentro de 15 dias, com a cultivar Libra. Intensificam-se os tratamentos fitossanitários nos frutinhos.

Morango - Na Serra gaúcha, os volumes de frutas colhidos ultimamente são bastante elevados, sendo que o número de morangos da florada veio surpreender até mesmo os moranguicultores. Aparentemente, o auge da safra foi atingido e, a partir de agora, deverá ocorrer alguma redução na quantidade produzida. Frutas de algumas variedades novas estão sendo mais procuradas e valorizadas, face ao sabor mais destacado, principalmente quanto à doçura. Preços oscilam entre R$ 6,00 e R$ 15, 00/kg, dependendo do lugar da oferta e forma de venda, se a granel ou diretamente ao consumidor.

Tomate - As temperaturas altas e falta de precipitação nos últimos dias favoreceram os tomateiros, garantindo a sanidade e o desenvolvimento das plantas. Nos locais de clima mais quente, os tomateiros por primeiro implantados estão recebendo o tutoramento e a amarração das plantas, além de tratamentos fitossanitários. Nos locais mais tradicionais de cultivo, situados na altitude média de 700m, alguns tomaticultores já estão instalando as lavouras, no momento em que o risco de frio tardio já vai findando.

CRIAÇÕES
Os animais estão em bom estado nutricional e corporal devido à oferta adequada de pastagem do campo nativo. Estima-se que 95% dos rebanhos já encerraram a fase de parições. O nascimento de cordeiros registrou boa sobrevivência, no entanto recomenda-se redobrar os cuidados com os predadores (sorros, cachorros, caranchos e javali), fazendo no mínimo três recorridas nos potreiros onde estão alojadas as matrizes. Atenção especial para os recém-nascidos de ovelhas com menor condição corporal. No geral os cordeiros estão em bom desenvolvimento, sendo vermifugados e castrados, sendo feita a descola e a assinalação.
Devido ao aumento da umidade do solo, principalmente em áreas baixas, há incidência de verminose e manqueira (também chamada de foot rot, que é uma pododermatite infecciosa, caracterizada pela inflamação da pele interdigital na junção da pele com o estojo córneo, levando à destruição da matriz do casco com secreção e odores pútridos, cujo sintoma principal é a claudicação). Registra-se o aparecimento de miíases, principalmente nos cordeiros recém-castrados, assinalados e descolados e também no rebanho recém-esquilado, pelo aumento da temperatura e pela proliferação das moscas (Cochliomyia hominivorax).

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