HomeAgricultura quinta-feira, 12 de outubro de 2017 13:04

Declarado estado de calamidade no setor

Produtor recebe hoje 66 centavos por um litro e gasta R$ 1,27 para produzí-lo

Representantes do setor lácteo decidiram declarar estado de calamidade no setor e intensificar a mobilização e ações junto à bancada federal gaúcha e ao governo federal pela adoção de medidas urgentes de enfrentamento à maior crise nas últimas décadas, que já afastou 25 mil famílias da atividade. “Estamos assistindo à falência da cadeia do leite no Rio Grande do Sul”, advertiu o deputado estadual Zé Nunes (PT). Ele coordena o Grupo de Trabalho do Leite que se reuniu na manhã de quinta-feira, 05, na Assembleia Legislativa para analisar o cenário do setor produtivo e os desdobramentos após a primeira reunião do GT, realizada durante a Expointer.
A situação se deteriorou nas últimas semanas, com a queda de até oito centavos no preço médio pago ao produtor e há risco de quebradeira generalizada de agricultores, cooperativas
e empresas. Em algumas regiões, produtores estão recebendo 66 centavos pelo litro do produto, que tem um custo de produção de R$ 1,27.
O Grupo decidiu formar uma comitiva para ir a Brasília para cumprir agendas com as bancadas do RS, SC e PR e com ministérios para apresentar reivindicações da cadeia produtiva.
Entre elas, a aquisição urgente pelo governo federal de 50 toneladas de leite em pó para enxugar o excedente do mercado e o aumento expressivo de recursos para o Programa de Aquisição de Alimentos, que tem previsão de apenas R$ 750 mil para 2018.
Além disso, o setor lácteo exige a revogação definitiva de dois decretos estaduais que incentivaram a importação de leite em pó do Mercosul e que foram suspensos
pelo governo Sartori até o dia 21 de novembro. Apesar disso, há excesso de produto no mercado e suspeitas de ingresso de soro, queijo e leite hidratado.

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