HomeArtigos sexta-feira, 12 de maio de 2017 15:37

A pergunta sobre mudanças que você deveria saber responder

Por Claudia Bachinski*

Por que desejamos tanto a mudança e não da mos o primeiro passo? Se fizermos um pesquisa a maioria das pessoas irá apontar que deseja mudar algo em sua vida, seja relacionado a vida profissional, pessoal, relacionamento, ou em qualquer outra área de sua vida, ela deseja algo diferente, algo novo. Mas, o que a impede de realizar esta desejada mudança? Nos apegamos a uma falsa segurança quando estamos na zona de conforto, a qual nos impede de sairmos deste casulo que nos protege, mas que também nos aprisiona.
Segundo Freud para todo tipo de pensamento há uma causa, ideia similar à da ação e da reação. Os pensamentos que temos são frutos de uma ação vivida anteriormente, sendo que, a marca que ela deixou é que irá nortear nossos comportamentos. No artigo Além do Princípio do Prazer, 1920, Freud apresenta a ideia de que buscamos o prazer, sendo este o processo dominante dos processos inconscientes, buscando proporcionar o prazer e evitar o desprazer. Evitar o desprazer significa afastar-se de qualquer evento que possa despertar desprazer, causa do recalque.
Para Anthony Robbins (2012), as crenças são tudo aquilo que se acredita ser verdadeiro. Ele chamou as crenças como sistema de convicções. As crenças são criadas a partir das experiências e vivências de cada um. Para ele, as crenças não se limitam ao impacto sobre as emoções ou ações. As convicções têm o poder de criar e o poder de destruir. O cérebro passa a operar no automático quando se tem a convicção de algo.
As crenças limitantes são resultado de interpretações negativas das experiências que vivemos. Quando nos deparamos com uma situação que nos remete à situação modelo, que criou uma crença, nossas decisões estarão diretamente recebendo a influência daquele padrão. Desta forma, nos impedindo que ajamos de outra maneira, de que se quebre crenças e paradigmas, tornando-se um modelo automático e repetitivo na tomada de decisão.
Além disso, temos a tendência de recriar o modelo emocional do ambiente onde passamos nossa infância. Buscamos referências em nossas experiências, como forma de nos moldar da melhor maneira ao ambiente em que vivemos, nos alinhando com um padrão exigido pela sociedade, pelo consumo, pela forma de se vestir, de se expressar e até de pensar. Ainda, temos a tendência de repetir o modelo de relacionamento que tínhamos com nossos pais, ou que existia entre eles.
Porém, não podemos deixar que estas crenças que nos moldaram e que estão servindo de referência para nossa tomada de decisão, nos tornem pessoas vitimizadas, auto sabotadoras e em defesa do Ego, quando tentamos provar que estes são pensamentos corretos e que fazem parte da personalidade.
Se quisermos realmente a mudança, precisamos nos conhecer melhor, entender quais são as crenças limitadoras que estão nos impedindo de avançar. Precisamos mudar nossos pensamentos, nosso discurso, nossa forma de se expressar, somente assim a mudança será externa.
É preciso passar a pensar e agir a partir de uma visão independente das respostas automáticas que nos chegam ao cérebro, embasadas nas crenças passadas. As mudanças que desejamos só irão ocorrer quando mudarmos nossas crenças e valores, dando oportunidade a nós mesmos de evoluirmos em consciência, atitude e resultados.
Agora, eu convido você a refletir sobre quais mudanças deseja para sua vida? E ainda, quais crenças estão o impedindo de tomar as decisões necessárias para que a verdadeira mudança ocorra? Lembre-se as respostas estão dentro de você, e você é o autor de sua história.

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