HomeArtigos sexta-feira, 5 de dezembro de 2014 15:30

Natação

Vamos nadar? Mas, a partir de que idade?

É consenso entre pais, professores e pediatras
que a natação é um dos primeiros esportes que
a criança pode praticar com segurança e ainda
desenvolver a respiração, a musculatura de forma global e despertar o instinto de sobrevivência.
No entanto, no que diz respeito a idade ideal para ingressar em uma escola de natação, as opiniões divergem. Isto em função da ativação imunológica, da maturação fisiológica e sobretudo, da segurança da criança em relação ao ambiente aquático.
A literatura sugere que, com apenas três meses o bebê imerso na água e, tendo a presença segura da mãe, moverá bracinhos e perninhas sem engolir água, refletindo lembranças recentes da vida uterina. Acredita-se, porém, apenas em movimentos reflexos e não do esporte propriamente, uma vez que, ele ainda não percebe seu corpo e a visão não está bem desenvolvida. Além disso, os bebês apresentam-se frágeis em relação a imunologia podendo adquirir facilmente, problemas auriculares ou dermatológicos mesmo com todo cuidado da piscina e em torno dela. Recomenda-se dar este “banho” em casa, evitando expô-lo a riscos externos.
A partir dos seis meses, o bebê já mexe as mãos e compreende alguns estímulos; a segunda dose das vacinas está em dia e, por isso, pode-se pensar com mais tranqui-lidade em desenvolver as aulas. Mesmo assim, levando em conta que, o resultado respiratório e psicomotor vai demorar a aparecer e que o bebê não vai sair nadando. Deve-se ter cuidado para não exceder o tempo de exposição da criança na água, que não deve passar de 30 minutos.
Com um ano, a criança bem mais forte e com o calendário de vacinas praticamente completo, já compreende bem melhor o seu entorno e pode ser estimulada com mais expectativa, sempre focando a parte lúdica e a confiança nos pais e professores.
Somente por volta dos dois anos, a criança realiza, voluntariamente, movimentos de bater as pernas e mexer os braços com o verdadeiro objetivo de se deslocar na piscina. E só mais tarde, com dois e meio a três anos, ela apresenta condições de mergulhar com autonomia e de maneira prazerosa, sendo que, a partir de então, se cair acidentalmente na água ela poderá vir a tona aguardando salvamento ou, para tranquilidade dos pais, até mesmo se autossalvar.
Vale salientar que, a criança que desde cedo é estimulada corretamente na piscina, chega aos três ou quatro anos sem medo e, por isso, desenvolve as técnicas bem mais facilmente comparada a uma criança da mesma idade que não teve este contato precoce.
Independentemente da idade que os pais pensam em matricular seus filhos para aulas de natação, é importante levar em conta, a individualidade da criança, a opinião do pediatra e acima de tudo, avaliar o local e conhecer o profissional que vai atuar junto com seu filho pois, as experiências que ele vai viver vão deixar marcas na vida futura da criança e refletir no seu comportamento adulto.

Eliana Freddi - Cref:010232-G/RS
Professora de natação na Equipe Silvana

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