HomeEconomia sexta-feira, 29 de junho de 2018 14:56

Acisap defende geração de energia como terceiro eixo

Para o presidente, Odaylson Eder, a região conta com duas grandes potencialidades no setor de energia, a eólica e a hidrelétrica.

Estudo desenvolvido pela Associação Comercial, Indústria, Serviços e Agropecuária de Santa Rosa - ACISAP identificou que o setor de geração de energia deve ser o terceiro eixo desen-volvimentista para a região e passa a defendê-lo como prioridade. Atualmente, o Noroeste gaúcho conta com dois grandes fundamentos que alavancam a economia: a produção primária ou agronegócio, e a indústria, que inclui a produção de alimentos e a metalmecânica agrícola. Ambas garantem emprego, renda e fortalecem outros segmentos.

Para o presidente, Odaylson Eder, a região conta com duas grandes potencialidades no setor de energia, a eólica e a hidrelétrica. “Na eólica, segundo técnicos, temos Giruá entre as melhores rotas de vento que nos permite produzir energia, e na hidrelétrica temos o Rio Uruguai”, afirmou.

Conforme Odaylson, um dos impas-ses na produção de energia através de hidrelétricas está na paralisação dos diagnósticos das barragens. “Estivemos em Brasília, onde defendemos a retomada dos estudos técnicos, para que o projeto tenha segmento.” Quanto à eólica ele reitera que é necessário ampliar o debate e buscar empresas interessadas em investir aqui.

A produção de energia já é realidade na região, mas pode ser ampliada. O empresário Moacir Locateli, proprietário da Metalúrgica Frateli, é uma das lideranças responsáveis por implantar ações deste tipo em Santa Rosa. Em sua unidade são desenvolvidos instrumentos para geração e distribuição para o segmento.

“Hoje temos equipamentos instalados em diversas cidades do Estado, e também na Argentina. Cada vez mais o país e o mundo sentem a necessidade de a população produzir sua própria energia, e isso impulsionará diretamente a economia local, principalmente no desenvolvimento de tecnologias”. Moacir conta que o investimento é baixo, levando-se em conta o custo-benefício e a durabilidade.

A região também produz energia através de usinas hidrelétricas. Atualmente a Cooperluz possui três pequenas centrais (PCHs) e gera 7,75 MW, o que é suficiente para atender 20 mil famílias. Segundo o presidente da cooperativa, Querino Volkmer, isto é distribuído para os 16 mil clientes, através do Sistema Nacional e também no mercado livre.

“Vejo a produção de energia como algo extremamente benéfico, principalmente pelo incremento na economia. A ideia de aumentar a produção vem de encontro com o desenvolvimento”, destacou Querino.

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