HomeEducação & Cultura terça-feira, 18 de abril de 2017 06:51

Reunião na SETREM articula ações para fortalecimento do uso de frutas nativas

A ideia é que ocorram capacitações, pesquisas e assessoria técnica para agricultores no manejo de frutíferas nativas, extração e processamento das frutas e estratégias de inserção no mercado.

Uma reunião realizada na SETREM deu início a articulação para ações na região Fronteira Noroeste do Estado com vistas à ampliação da pesquisa, ensino e extensão ligados ao desenvolvimento de produtos com frutas nativas. Na sala do diretor geral da Instituição Sandro Ergang estiveram reunidos docentes e acadêmicos dos cursos Superiores de Agronomia e Laticínios e o curso Técnico em Agropecuária da SETREM e representantes da a Rede Ecovida de Agroecologia, da Associação Regional de Desenvolvimento, Educação e Pesquisa (AREDE), da Embrapa Clima Temperado, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), da Associação de Agricultores de Giruá e da coordenação da Cadeia Solidária das Frutas Nativas do Rio Grande do Sul.

Segundo a docente Cleia dos Santos Moraes, a ideia é que ocorram capacitações, pesquisas e assessoria técnica para agricultores no manejo de frutíferas nativas, extração e processamento das frutas e estratégias de inserção no mercado. “Tudo isso será feito visando proporcionar aos agricultores familiares alternativas de renda com a proteção ambiental e preservação dos agroecossistemas locais”, explica. Ela complementa: Ao mesmo tempo estamos buscando o resgate cultural, já que frutas como o butiá, por exemplo, fazem parte da cultura das comunidades esta região”.

A SETREM passa a fazer parte desta rede de pesquisa e extensão buscando cumprir a sua missão de desenvolvimento regional. “Ficaram acertadas algumas capacitações em processamento das polpas de frutas e o uso dessas para a fabricação de derivados lácteos para os agricultores que participam da Cadeia Solidária das Frutas Nativas, além da realização de pesquisas sobre as frutíferas nativas da nossa região e do apoio ao mesmo trabalho em outras regiões”, destaca Sandro Ergang.

“Poderemos contribuir muito no desenvolvimento de novos produtos com as polpas que os produtores fazem, agregando valor a esses produtos. Eles têm a matéria-prima e nós a tecnologia e as ideias do que podemos fazer com elas. Por exemplo, eles tinham pensado em iogurte normal com butiá, enquanto nossa proposta é de fazer um iogurte grego com calda de butiá, o queijinho trufado com butiá, o frozen com a polpa de uva. Temos certeza que será uma excelente parceria”, conclui a docente Daniela Buzatti.

 

 

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