HomeGeral sexta-feira, 17 de março de 2017 15:46

Consultoria para avaliar qualidade do asfalto

Engenheiro diz que é muito mais econômico fazer pequenas intervenções, do que fazer o asfalto com o melhor produto e reduzindo o benefício para outras ruas.

O engenheiro civil Luciano Pivoto Specht veio a Santa Rosa na semana passada a convite do prefeito Alcides Vicini, para discutir questões técnicas relacionadas aos projetos de asfaltamentos que estão sendo executados na cidade (Avenida Expedicionário Weber). Ele é Doutor em Engenharia da Faculdade do Centro Tecnológico (Fatec), órgão vinculado à Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), que indicou seu nome para a conversa.

Vicini decidiu contratar uma consultoria independente para complementar o processo de fiscalização das obras. Neste caso, o contrato dispensa licitação pelo fato de o valor ser inferior a R$ 8 mil. No total, estão sendo investidos R$ 37 milhões em asfalto na cidade.

Luciano antecipou uma explicação técnica: “uma grande diferença de uma obra de pavimentação, que mobiliza um grande investimento, é que elas são projetadas para ter uma vida um pouco mais curta. E normalmente elas chegam ao fim da sua vida útil num período curto”. Disse que é comum serem executados projetos de rodovias com sete anos, 10 anos ou 15 anos nesta natureza, enquanto que uma casa é projetada para durar 100 anos e uma barragem até mais de 500 anos.

O engenheiro acrescentou: “os materiais asfálticos que usamos no Brasil e no mundo são termossensíveis e viscoelástico plástico. O que significa isso? São materiais que têm o seu comportamento e sua resistência dependentes da temperatura e da velocidade de cargas. Enquanto esquenta e recebe um trânsito mais lento, acaba perdendo a resistência”.

Para Luciano, numa primeira avaliação foi exatamente isso o que ocorreu na Avenida Expedicionário Weber, próximo de uma sinaleira (acesso à Vila Flores). “Naquele pedaço aconteceu um afundamento localizado de uns 60 ou 80 metros. Eu não me espanto com esse tipo de situação. Não posso dizer que é absolutamente normal, porque a gente nunca gosta de fazer um reparo ou uma intervenção”, avaliou. E concluiu: “o debate que Santa Rosa está promovendo (sobre o afundamento) é algo muito pequeno e relativamente fácil de ser controlado”. Porém, os reparos atuais, por força de contrato, devem ser executados pela empresa vencedora da licitação.

Vale a ressalva, nesta linha de raciocínio, que em outras sinaleiras não foi registrado nenhum afundamento (apenas na sinaleira da Vila Flores).

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Comentários
  • Henardt Weber Klein segunda-feira, 20 de março de 2017 07:53

    Parabéns Luciano, grande professor e conhecedor da área, um grande abraço.