HomeGeral quinta-feira, 20 de abril de 2017 14:33

Odebrecht quase encampou a água em Santa Rosa

A empresa, hoje símbolo do maior escândalo de propinas da história do Brasil, estimava na época um investimento inicial de R$ 40 milhões no sistema de distribuição de água local.

O início da década passada coincidiu com o término de vários contratos de concessão dos serviços de águas que grande parte dos municípios gaúchos mantinha com a Corsan. A insatisfação, principalmente pela falta de contrapar-tida às cidades de maior parte, estimulou dezenas de prefeitos a estudar alternativas.

Foi aí que entrou em campo a Odebrecht, que enviou representantes para várias cidades gaúchas, entre elas Santa Rosa. No terceiro governo de Alcides Vicini, ele chegou a receber em seu gabinete um emissário da Odebrecht para tratar do tema. A empresa, hoje símbolo do maior escândalo de propinas da história do Brasil, estimava na época um investimento inicial de R$ 40 milhões no sistema de distribuição de água local.

Um amplo debate foi instalado em Santa Rosa. Venceram os que repudiavam uma relação de qualquer empresa privada com a concessão de água. O argumento era o de que a água é um patrimônio público. Era o último ano de Vicini naquela gestão, que mostrava-se simpático à proposta da Odebrecht (seguindo a tendência na época de dezenas de prefeitos insatisfeitos com a Corsan).

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