HomeGeral sexta-feira, 10 de novembro de 2017 15:09

Projeto do Rotaract conta histórias de vitoriosas

Ação nasceu em Tupanciretã, onde fez sucesso, e foi encampado pela ala jovem do movimento rotário de Santa Rosa.

O Programa Noroeste Debate foi bem diferente no sábado, 04, com participação dos jovens do Rotaract Club, Ivan Squinzani e Janice Bellon. Em torno da temática Outubro Rosa foram relatadas experiências de mulheres que venceram o câncer de mama. No estúdio estavam duas guerreiras: Jaqueline Bueno e Ana Maria Leal da Costa. Também se fez presente Cleci Tonel, presidente da Liga Feminina de Combate ao Câncer de Santa Rosa.

O Projeto Vitoriosas nasceu em Tupanciretã, onde fez sucesso, e foi encampado pela ala jovem do movimento rotário de Santa Rosa. Aqui, os integrantes do Rotaract produziram uma revista que traz depoimentos de mulheres que venceram a doença e acrescentam outras entrevistas com médicos da área e com as responsáveis pelos movimentos Liga Feminina e Mama Viva. Circulam na comunidade mil exemplares do impresso. “Tínhamos a intenção de propor uma conscientização que fugisse da mesmice das ações do Outubro Rosa, campanha da qual fazemos parte. Queríamos levar algo mais intenso”, argumenta Ivan Squinzani.

Jaqueline Bueno é uma das vitoriosas entrevistadas. Ela teve câncer de mama aos 38 anos, está curada, reconstituiu o seio e hoje fala abertamente sobre isso tudo. “Quando recebi o diagnóstico ainda me parecia uma sentença de morte. Hoje percebo que era falta de informação mais aprofundada. Eu diria que a cura está alicerçada em fé, apoio da família, equipe médica altamente qualificada e uma dose grande de carinho que recebemos”.

Ana Marisa Leal da Costa tem uma história impressionante de vida e luta. Quando descobriu a doença estava assim: quatro filhos, de profissão vigilante, estudante de enfermagem e um divórcio a caminho. “Eu não tive muito tempo para pensar que estava doente. Eu pensava que tinha filhos pequenos, então a luta contra o câncer foi um processo de muita fé, alegria e otimismo, tal qual como estou agora que a cura veio”.

Cleci Tonel preside a Liga Feminina de Combate ao Câncer, acompanhou dezenas de casos iguais aos de Jaqueline e Ana Maria. “Fé é determinante na cura. Todas as vitoriosas têm histórias maravilhosas neste sentido, de enfrentar a situação com força e alegria”.

Outro lado destas histórias, conforme relata Jaqueline é que a sua família adoeceu junto, sofreu intensamente, e os filhos têm medo até hoje. Janice é estudante de psicologia, militante no Rotaract, e faz uma leitura do contexto: “O impacto da doença perdura durante muito tempo, ela deixa marcas físicas e psicológicas na pessoa e em quem está ao seu redor. É um trauma que afeta toda a família”.

Os integrantes do Rotaract são voluntários de uma causa: a conscientização contra o câncer de mama. Pretendem editar outras revistas. É mais um exemplo de uma cidade que é farta em ações sociais. Cleci Tonel, 69 anos, também resume essa ajuda ao próximo: “Eu fui picada pelo bicho da solidariedade. Então, onde precisarem de nós, lá estaremos levando a nossa força”.

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