HomeGeral sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018 09:14

Um potencial turístico não preservado

A Cascata do Rio Santo Cristo, um dos pontos mais belos do município.

 

A Cascata do Rio Santo Cristo, um dos pontos mais belos do município, está escondida em meio a uma paisagem bucólica e maltratada, com desrespeito, devido à falta de consciência mútua. Pouco conhecida e visitada por moradores ou turistas, seu acesso principal é ruim, com buracos e sem infraestrutura para quem deseja passar o dia ou um final de semana no local.

A cascata é um lugar exuberante. Seu potencial vai além do que os olhos mostram, pois o peso das águas chocando-se com as pedras se transforma em um espetáculo à parte.

Lixo, perigo na descida ou subida até a queda d’água e o refúgio para o uso de drogas fazem do local um ambiente não muito propício para o lazer e diversão.

Nossa reportagem buscou informações se há ou se poderia haver algum impedimento que inviabilizasse sua revitalização. Procuramos o ex-secretário de Desenvolvimento Sustentável, mestre em Direito Ambiental, o advogado Marcos Scherer. Segundo ele, o turismo é sempre uma alternativa muito incentivada até pela lei ambiental. O uso da água do rio é priorizado para atividades que causem o menor impacto. Destacou que o grande entrave para esta atividade é mesmo o recurso financeiro. Não há política pública para isto, ainda mais em área como é o caso das terras do entorno. Ele acredita que se o local fosse de propriedade privada já teria estrutura diferenciada para receber visitantes.

Scherer sugeriu que uma alternativa seria incentivar uma concessão para um investidor particular, porém haveria ônus aos visitantes, algo que não seria o ideal. Tem dúvidas se a prefeitura teria condições de administrar bem o local.

“Penso que a Cascata do Rio Santo Cristo tem um enorme potencial para desenvolvimento de um bom projeto de turismo ecológico, para permitir a geração de renda àquela comunidade do entorno. Ela poderia cuidar da área, manter o local limpo e bem preparado para receber turistas da região e até de longe”, concluiu Marcos Scherer.

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